Votar em Harris e lutar politicamente 4 anos, ou votar em Trump e não votar novamente. (Palavras do próprio)
A clareza de Hugo Soares

A dificuldade assumida pelo líder da bancada parlamentar do PSD, sobre escolher entre Donald Trump e Kamala Harris, diz-nos quase tudo o que precisamos de saber sobre as suas convicções ideológicas e sobre o tipo de sociedade que defende. Sobretudo porque a agenda de Kamala assenta essencialmente no modelo social-democrata que surge no nome – e apenas no nome – do PSD.
Mas as palavras de Hugo Soares dizem-nos algo mais alarmante: dizem-nos que um alto dirigente do partido que governa Portugal, e um dos homens mais próximos do primeiro-ministro, considera como opção válida alguém que tentou um golpe de Estado por não aceitar os resultados eleitorais.
Alguém que sugeriu que Putin invadisse aliados da NATO.
Alguém que elogia o estilo de Xi Jinping e se diz amigo de Kim Jong-un.
Obrigado pela clareza, Sr. deputado.
Kamala Harris, o discurso de aceitação

Ao contrário do aventador António de Almeida, eu nunca acreditei muito no potencial da candidata Kamala Harris.
Hoje, dou a mão à palmatória: o António de Almeida tinha razão. Assisti em directo, através da CNN Internacional, ao discurso de aceitação de Kamala Harris.
A primeira parte é um tratado de comunicação de massas. Poderoso. Que vai ao coração do eleitorado que importa e a América adora uma boa história “lamechas”. A terceira e última parte, internacionalista, foi de tomates – nem Obama iria tão longe (as mulheres sempre tiveram mais “tomates” que os homens, diga-se). Israel e Palestina no tom e modo certo. Foi preciso esperar por 2024 para voltar a ouvir um grande discurso de aceitação, o último tinha sido em 2008, com Obama.
Sobretudo, imperou em todo o seu discurso o bom senso e como este faz falta à política na actualidade







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