“A Garota de Ipanema” está uma cinquentona

No dia 2 de Agosto de 1962, era apresentada ao mundo “A Garota de Ipanema”, com música de Tom Jobim e letra de Vinicius de Moraes. Continua lindíssima. O vídeo é de 1979.

Hoje dá na net: Vinicius de Moraes

Documentário sobre Vinicius de Moraes. O poeta, o músico, o embaixador, o erudito, o homem do povo, o álcool, “o branco mais negro do Brasil”. Muita música e declarações de monstros como Chico Buarque, Caetano Veloso e o amigo-parceiro-irmão Tom Jobim. Com os actores Camila Morgado e Ricardo Blat.

João Gilberto: o senhor Bossa Nova faz 80 anos

Há uns trinta anos, carregando o peso do acne e do buço adolescentes, já eu era um candidato a intelectual e, nas loucas noites tentugalenses, que passava fechado no meu quarto, dedicava-me a ler livros que não entendia, ao mesmo tempo que ouvia programas de rádio, no tempo em que a rádio tinha programas.

Muito do que tenho de melhor, por pouco que seja, devo-o a muitas horas de rádio e a nomes como Maria José Mauperrin ou Aníbal Cabrita ou José Nuno Martins e a programas como “Café-concerto”, “Pão com Manteiga” ou “24ª Hora”.

No silêncio nocturno da minha solidão juvenil, foi exactamente na “24ª Hora” que descobri, maravilhado, um fio de voz que era, também, uma viola: João Gilberto. A primeira música que me lembro de lhe ter ouvido foi “Disse alguém”, versão de “All of me”, um standard que viria a (re)conhecer mais tarde.

O veludo, a leveza e o rigor da voz nunca mais me saíram do ouvido, até hoje, tal como a Bossa Nova e, à falta de melhor designação, a MPB. Hoje, João Gilberto completa 80 anos de idade. Parabéns, João Gilberto. Obrigado, 24ª Hora. [Read more…]

Chega de Saudade por Chico Buarque e Edu Lobo

A música, a boa música, não tem pátria. É universal, tal como os seus autores (compositores e poetas) e intérpretes.

‘Chega de Saudade’, de 1958, de Jobim e Vinícius, é a música fundadora da  Bossa Nova na MPB. Trago-a aqui pela voz de Chico Buarque e Edu Lobo. O Chico é também um cidadão universal, lutador pela liberdade e a justiça social. No tempo da ditadura militar, viveu exilado em Itália. Mas antes de partir ludibriou a censura com o heterónimo Julinho da Adelaide sem ser reconhecido.

A publicação deste vídeo é réplica aos reptos musicais do meu companheiro Pedro (A.Pedro Correia).

Filosofia de bolso (12)

Para mim, bossa nova é fado transformado em jazz.