Midterms 2026: mais um tiro no porta-aviões da internacional neofascista

Talarico Defeats Paxton in Texas Senate Race, Ending a Three-Decade Drought  for Democrats - The New York Times

Em apenas 10 dias, a extrema-direita sofreu várias derrotas, em arenas fundamentais à sua existência, que vêm contrariar a TINA neofascista.

Primeiro caiu o putinista Vučić, na Sérvia, derrotado por uma união de estudantes sem medo.

A seguir caiu o bolsonarismo corrupto e miliciano, derrotado pelas tácticas algorítmicas que a extrema-direita e os seus mecenas da big tech usaram para consolidar o seu poder.

Ontem, nos EUA, o regime Trump foi esMAGAdo pelos democratas. Um banho de sangue tão violento que até o Texas ficou pintado de azul. Os Democratas controlam agora o Senado, a Câmara dos Representantes e a maioria dos governadores.

Não chega para o impeachment passar, é certo. Mas chega para intimidar o regime Trump e talvez dê para prender uns quantos corruptos trumpistas. E chegou para deixar os oligarcas tecnológicos em pânico. Incluindo o nazi da Tesla, que investiu, do seu bolso, mais de 200 milhões nestas midterms. E perdeu. Perdeu no seu estado, perdeu nos estados críticos e perdeu a nível nacional.

Espero, sinceramente, que este tsunami azul signifique não apenas o princípio do fim do Trumpismo e do neofascismo americano, mas da impunidade da big tech e do crony capitalism terrorista. É preciso regular a selva neoliberal, é preciso regras democráticas para o espaço digital e é preciso taxar as fortunas dos oligarcas. Ontem poderá ter sido dado o primeiro passo nesse sentido.

 

Next stop: Republic of Gilead

O novo speaker da câmara dos representantes, Mike “MAGA” Johnson, é um nacionalista cristão. Em 2019 afirmou “Não queremos estar em democracia”. Pragmático.

Kevin McCarthy, os Republicanos e o extremismo de direita

Imagem retirada de: MSNBC

Kevin McCarthy é membro do Partido Republicano. É-o, aliás, há muitos anos e uma figura reconhecida na política norte-americana.

McCarthy era o líder da Câmara dos Representantes. Quando foi eleito, afirmou que não iria entrar no jogo das teorias das conspiração que a ala de extrema-direita dos republicanos tentava – e tenta – jogar para conseguir reinar. Afirmou que ia cumprir com responsabilidade o papel que o cargo que ocupou exigia, aceitando o governo do Partido Democrata. Tais posições fizeram dele, na altura, a “nova ovelha-negra da família” republicana.

Insultado por essas redes sociais afora, ridicularizado, alvo, também ele, de teorias da conspiração nascidas no seio do seu próprio partido, Mccarthy não teve trabalho fácil. O que culmina, agora, com a sua destituição como líder da Câmara dos Representantes. Ora, quem é que detém a maioria dos deputados nesta mesma câmara? O seu partido. E é o seu partido que, através da purga, consegue destituir o líder da Câmara.

Se dúvidas ainda houver, espero que fiquem esclarecidas: o alvo e os inimigos da extrema-direita, seja esta a dos Estados Unidos, a da Península Ibérica, a dos anos 40 do século passado, a dos húngaros e polacos ou a dos sul-americanos, não são apenas os “esquerdistas, os socialistas e comunistas, os progressistas e os social-democratas”, mas sim todo e qualquer democrata, da esquerda à direita, que ouse não se alinhar com a narrativa extremista e aparentemente hegemónica da nova – que é velha – direita radical a nível mundial.

E por que é que isto acontece? Porque os primeiros adversários da extrema-direita são os democratas que, à direita, recusam o chavão do “se não os consegues vencer, junta-te a eles”. Por isso, a extrema-direita tem como primeiro plano corroer a direita a partir de dentro, quer através da invenção de cavalos de Tróia que ostracizem a tal direita democrática, quer pelo medo, “obrigando” essa direita a coligar-se com eles para conseguir manter o poder (comendo-a por completo, mal surge a oportunidade).

O fenómeno de Trump não começou nem acaba nos Estados Unidos. Começou nos anos 20 do século XX, quando os italianos “inventaram” o fascismo. O resto é História. Aprende com ela quem quiser.

Extrema-direita republicana derruba Kevin McCarthy, também republicano

o trumpismo apresentou a moção, os Democratas deram-lhes a mão. Em princípio é o próximo estágio da simbiose PS-CH, versão USA.

Preso no armário

Randy Boehning, membro republicano da Câmara dos Representantes conhecido pelo conservadorismo e hostilidade aos homossexuais, é afinal um gay preso no armário que exibe o membro Grindr. Inferno com o gajo and God bless America.

Consumada a viragem nos EUA:

Republicanos controlam Senado e Câmara dos Representantes e a era Obama parece estar a chegar ao fim. Vamos lá elefantes, os nazis israelitas precisam de amigos!