Checks and Balances

EUA

Hoje, os norte-americanos regressam às urnas para uma eleição intercalar que poderá dar um de dois importantíssimos sinais ao mundo. Podíamos entrar aqui numa discussão muito em voga, sobre a verdade e a mentira na era dos factos alternativos, mas o Partido Democrata não é propriamente uma entidade impoluta. Contudo, vivemos tempos conturbados, em que as disputas entre esquerda e direita, liberais e conservadores, se tornaram praticamente irrelevantes perante a grande batalha do século XXI. Uma batalha pela liberdade, ou pelo que resta dela, contra os novos autocratas que emergem das democracias liberais para acabar com elas.  [Read more…]

John Wayne

Há uns anos circulou uma informação, cujo rigor não é possível garantir, sobre um certo inquérito feito nos Estados Unidos da América. Nesse inquérito perguntava-se ao “povo americano”, entre outras coisas, quem tinha sido o primeiro Presidente dos Estados Unidos. Segundo a tal informação que circulou, uma grande parte dos americanos respondeu “John Wayne”.

É sabido que a América é uma jovem nação erguida sobre os cadáveres de povos nativos e que se há uma palavra que pode, com autoridade e plenitude, definir o seu carácter, essa palavra é Guerra.

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Bernie Sanders votou a favor da mudança da embaixada para Jerusalém

Na passada quarta-feira, o presidente Donald Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel e anunciou a mudança da embaixada americana de Telavive para a “cidade santa”.

A Lei 104-45, de 8 de Novembro de 1995, do Congresso dos Estados Unidos da América, ordena a transferência da Embaixada dos Estados Unidos em Israel para a cidade de Jerusalém. Esta Lei é conhecida como “Jerusalem Embassy Act of 1995”.

A Resolução 176 do 115º Congresso dos EUA, com data de 5 de Junho de 2017, estabelece no seu nº6 que “reafirma o “Jerusalem Embassy Act “de 1995 (Lei 104-45) como Lei dos Estados Unidos da América, e ordena ao Presidente dos Estados Unidos e a todos os responsáveis públicos do Governo americano que actuem de acordo com esse princípio”.

O Senador Bernie Sanders foi um dos 90 senadores que votaram favoravelmente a Resolução 176, a qual não obteve qualquer voto contra e registou apenas 10 abstenções.

Inventar?

Ficou claro que a partir de hoje, para Donald Trump, inventar acontecimentos, tornou-se uma questão de sobrevivência.

A primeira derrota de Trump

A CNN avança que o juiz Federal James Robart (estado de Washington) deferiu o pedido de dois procuradores estaduais para suspender (temporariamente) a ordem do presidente relativa à entrada de muçulmanos e refugiados no país. A ordem judicial produz efeitos federais.

Donald Trump anuncia a sua escolha para o Supremo

Aqui, em directo, na página de facebook da CNN. O tal que supostamente julgará Hillary Clinton num sumário pouco ortodoxo. Meanwhile, Hillary is probably pressing “delete”.

Trump declara vitória

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Já cá se disse, há anos, que vender sabonetes ou presidentes era a mesma coisa. A Fox News assim o demonstra e, simultaneamente, reforça a tirada de Rangel*. A publicidade a um produto não tem que ser verdadeira.

[*Correcção: foi Rangel, e não Balsemão, conforme inicialmente publicado]

Tiroteio no Capitólio

O Capitólio Norte-Americano foi alvo de um ataque por parte de um indivíduo armado, encontrando-se neste momento interdita a entrada pela polícia da cidade de Washington

Sementes de esperança em Cuba

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Marco Faria

«Panaderos, panaderos», o refrão ecoa pela Calle Peña Pobre em Havana. O vendedor de pão empurra um carrinho de mão carregado com o mais universal dos alimentos. Farinha, água, fermento e mãos pacientes. Em todo o lado, o pão nasce da mesma forma. Mas Israel, chamemos-lhe assim, não produz pão, apenas o comercializa pela zona velha da capital cubana. Todas as manhãs, o vendedor procura atrair a atenção de potenciais clientes (alguns habituais, outros de passagem): «pan con sabor a mantequilla», insiste.

Cuba atravessa em certa medida uma fase político-económica próxima do processo de panificação: encontra-se no estado fermentação. Não se espera uma mudança repentina, uma Primavera Caribenha, por exemplo, porém, o crescente degelo de relações diplomáticas, políticas e comerciais com Washington, que culminou na visita de Barack Obama a Havana, poderão trazer mudanças assinaláveis. [Read more…]

Quero saber qual é o NIB deste senhor!

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Encontrado no mural do Sérgio Cordeiro.

As notícias que não passam nas tevês portuguesas #2

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Uma gigantesca manifestação contra o Tratado Transatlântico em Berlim, hoje.

O primeiro debate político da história da televisão.

O primeiro debate político televisionado aconteceu, em 1960, nos Estados Unidos, entre a ” velha raposa” da política americana, Richard Nixon, e o jovem senador John Fitzgerald Kennedy.

Sabe quem ganhou o debate e quem ganhou estas eleições presidenciais americanas?

11.09.2001 – o dia que marcou o mundo para sempre.

11.09.2001

Esta foto mostra uma criança a caminhar, hoje, num parque em Winnetka, nos Estados Unidos da América, entre algumas das três mil bandeiras colocadas em memória das vidas perdidas nos ataques de 11 de Setembro de 2001.

Foi precisamente há 14 anos. O primeiro avião embatia, às 8h46, hora de Nova Iorque, contra a Torre Norte do World Trade Center. Este foi o primeiro dos quatro atentados levados a cabo nesse dia. Os outros foram contra a Torre Sul do WTC de Nova Iorque, às 9h03, um outro contra o Pentágono, às 9h37 e por fim um, às 10h03, em Shanksville, na Pensilvânia.

Em 77 minutos morreram 2996 pessoas, tendo ficado feridas 6291 pessoas, oriundas das mais diversas nacionalidades e credos. Este foi um ataque coordenado pela organização terrorista Al-Qaeda, liderada por Osama bin Laden.

A partir deste dia nada mais foi igual no mundo. Foram muitas as mudanças. O terrorismo passou a ser um dos alvos mais importantes dos EUA e da grande maioria dos países desenvolvidos do mundo ocidental. As nossas vidas também mudaram. Passamos todos a ser muito mais vigiados e controlados por muito que até às vezes não pareça. Passamos a viver debaixo de um enorme ” Big Brother “,  já narrado por George Orwell no seu livro, publicado em 1949, intitulado Nineteen Eighty-Four.

Os Estados Unidos responderam aos ataques do 11 de Setembro com o lançamento de uma guerra ao terrorismo, invadiram o Afeganistão para derrubar os Taliban, que abrigavam os terroristas da al-Qaeda. O mundo reforçou a sua legislação anti-terrorismo e ampliaram os poderes para uma aplicação mais rápida e efectiva da lei.

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Selecção? Exactamente: selecção

selecção

Ontem, por breves instantes, a ortografia regressou à RTP. Os meus agradecimentos à comunidade portuguesa de Newark, nos Estados Unidos da América. Os bons exemplos devem ser seguidos e a comunidade de Newark é um óptimo exemplo. Sim, porque ‘selecção’ ≠ ‘seleção’, como tão bem sabemos.

Post scriptum: Por razões pessoais, estarei ausente do Aventar durante algumas semanas. Até breve e, já agora, boa sorte para a selecção. Sim, exactamente: selecção.

Eleições à americana, amen

Num estado dominado por Evangélicos, Ron Paul é o Protestante mais bem colocado para tomar o voto destes, representando um problema para Santorum e tornando-o a alternativa a Romney, sobretudo depois da vitória em New Hampshire e do apoio de Tom Davis.

Ainda dizem mal dos muçulmanos.

Obama, mostra-nos Osama!

Preferível, seria a captura do meliante. Abateram-no, dizem eles.  Paciência.

Após dez anos às voltas em tudo o que era montanha, rio, planície ou casinhotos, parece que um restrito grupo de forças especiais liquidaram Bin Laden. Grande gritaria nos media e um Obama – em queda de popularidade – surge de imediato e justamente  aproveita e vangloria-se do acto.

Precisamos de ver para crer. Apareceu uma foto provavelmente “fotoshopada” e além da apressada declaração do atirar da carcaça ao mar, nem uma imagem que comprove o anunciado. Este tipo de circunspecção e avareza na informação, fará as delícias dos malucos das teorias da conspiração. Se uns disserem que Osama já morreu há muitos anos, outros garantirão que tudo isto não passará de uma encenação com claros fitos eleitoralistas.

Após o 11 de Setembro, o derrube dos taliban e o ataque ao Iraque, queremos ver o corpo do delito. Sim, queremos ver um video fidedigno, claro e que sem hipótese de hesitações, ateste a veracidade da notícia.

É o mínimo.

O americano tranquilo e os novos Vietnames

FONTE
Durante a campanha eleitoral, Obama prometeu, com entusiasmo febril de candidato, que aprofundaria a guerra no Afeganistão, como uma espécie de “compensação” pela retirada do Iraque. Hoje, está atolado no Iraque e no Afeganistão. Pior: está prestes a atolar-se numa terceira guerra.
O Americano Tranquilo é o herói do romance de Graham Greene sobre a primeira guerra do Vietname, na qual os franceses foram derrotados. Era um norte-americano jovem e ingénuo, filho de um professor, que foi bem educado em Harvard, um idealista com todas as melhores intenções. Quando chega como soldado ao Vietname, queria ajudar os nativos a superar os dois principais males que via lá: o colonialismo francês e o comunismo. Sem saber coisa alguma sobre o país no qual estava, provocou um desastre. O romance termina num massacre, resultado dos esforços desorientados do “americano tranquilo”. Comprovou-se a velha máxima: “A estrada para o inferno é pavimentada de boas intenções”. [Read more…]