Quando a ideologia é a mentira

No dia das mentiras, no esquerda.net foi lançado um artigo fiel à identidade do Bloco. O texto é de Bruno Maia, médico neurologista. Também é ativista, claro está. O que podemos ler neste texto é mais uma mentira e uma tentativa de colar os liberais a regimes ditatoriais. Como o Bloco padece de uma qualidade argumentativa terrível repleta de lugares comuns e bandeiras fáceis como se fossem influenciadores de Instagram, tem de recorrer aos fantasmas que cria para tentar atacar o maior adversário do coletivismo que alimenta o Bloco há mais de 20 anos: o liberalismo.

Uma semana torna-se invulgar se não aparecer alguém desta esquerda a repetir as mentiras de sempre sobre liberais, beneficiando da memória curta das pessoas. Os liberais começaram por explicar a sua ideia para a saúde de uma forma pouco clara, pelo menos para o Bloco, mas a cada vez que isto acontece, os liberais tornam-se mais claros. Mais meia dúzia de meses e vemos liberais a explicar a sua ideia para a saúde com bonecos da Playmobil. [Read more…]

Pod do dia – Deixem o Estado em Paz

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A importância da democracia

Antes de ser liberal, eu sou democrata. É a democracia que me permite defender as ideias em que acredito e debater contra aqueles com os quais não concordo. É a democracia que permite que possamos tirar do lugar aqueles que não gostamos e colocar lá aqueles que gostamos, de uma forma pacífica e saudável. Qualquer democrata tem o dever de lutar pelo direito à palavra dos seus adversários políticos. Qualquer ideia, até a mais reprovável, deve ser combatida pelo debate. Mesmo assim, não devemos dar a mão ou tentar convergências com aqueles que não respeitam a democracia e não sabem estar neste modelo que é o melhor encontrado na História. No século XXI, não podemos contemplar ideias que inferiorizem pessoas pelo que elas são. Não podemos contemplar ideias que se baseiam em ódios e ressentimentos. E não podemos ceder a argumentos como “e a liberdade de expressão?”. Mas ‘tão sofridos? ‘Tão sofridos na sua liberdade de expressão? Ninguém está sem liberdade de expressão e ainda bem. Os antidemocratas devem ter voz para sabermos onde eles andam. Prefiro um elefante grande do que uma vespa pequenina.

 

Quando me perguntam como imagino a nossa assembleia, estou longe de defender uma assembleia totalmente liberal. A democracia não ganharia com isso. Não seria um serviço útil na representação do cidadão. Mesmo concordando totalmente com a eutanásia, é bom termos conservadores a trazer o valor da vida para a discussão. É importante termos esquerdistas que nos colocam a questionar sobre problemas sociais como o racismo e o machismo de forma constante e até irritante, mesmo que não concordemos. Não devemos ter medo de falar de qualquer assunto que suscite problemas na sociedade. E não devemos deixar que assuntos sensíveis sejam monopolizados por antidemocratas.

 

Por alguns pontos que aqui referi, dizem que os liberais são de direita economicamente e de esquerda socialmente. Não podia estar em maior desacordo. Os liberais são liberais, ponto. Ser de esquerda socialmente exigiria que os liberais fossem coletivistas, mas isso não acontece. Defender a liberdade do indivíduo, independentemente da sua orientação sexual, da sua etnia, da sua nacionalidade, não é ser de esquerda, é ser decente. Decência essa que a direita põe de lado demasiadas vezes e descredibiliza o espaço não-socialista. Chegou a altura da direita agir por ideias próprias apenas e não por reflexo contra a esquerda que está num ótimo caminho para fazer de Portugal o país mais pobre da Europa.

O sonho molhado dos liberais portugueses


Despedir 400 pessoas (maioritariamente pretos e mulheres) de uma só vez, em videochamada sem direito a perguntas, com recurso a uma gravação robotizada e a um botão que desligue de imediato o trabalhador.
Digam lá que não é o sonho molhado de qualquer liberal português…

Menos combate ideológico

[Francisco Salvador Figueiredo]
Em tempos de emergência, a esquerda escolheu usar uma doença para criticar os liberais e defender as suas ideias.
Os liberais, por outro lado, optaram por chegar a soluções com qualquer partido de qualquer espectro político.
Se vos disseram que ser liberal é odiar o Estado, enganaram-vos. Ser liberal é acreditar na capacidade do indivíduo. Depois de meses com o único partido liberal a apresentar modelos que já resultaram, chegou a hora de mostrar que também é um exemplo de seriedade. Ao contrário do Bloco.
Para o Bloco, o combate ideológico é mais importante do que a vida das pessoas.
O Bloco é porco, nem mais, nem menos do que isto.

Manifestações do ego liberal

Pouco antes da meia-noite daquele dia 19 de Novembro, o líder do partido liberal alemão (FDP), rodeado pelos seus prosélitos, após deixar pasmados e consternados os membros dos outros três partidos sentados à mesa das negociações, saiu porta fora e com toda a pompa e circunstância anunciou à comunicação social que o seu partido dava por encerradas as negociações para a formação da coligação Jamaica (CDU/CSU, Liberais e Verdes). À matador, leu meia dúzia de declarações de carácter geral e foi-se impante de razão, seguido pelo seu séquito, depois de finalizar com a frase que se tornou o slogan do partido e a coqueluche do momento: “É melhor não governar do que governar mal.” Nos dias seguintes, proliferaram extrapolações sarcásticas, como esta, no Twitter: “O meu filho perguntou-me hoje: pai, não será melhor não fazer os trabalhos de casa do que fazê-los mal? Obrigado, Sr. Lindner!” [Read more…]

Anarcomiguxos

A palavra não é fácil de explicar: migucho é um equivalente brasileiro para amiguinho, abreviado na nova língua portuguesa dos teclados, em tuga penso que se escreve mgo. Anarco, neste caso, vem da pretensão da extrema-direita moderna se apresentar contra o estado, excepto quando, armado e feroz, lhe suporta o poder económico.

anarcomiguchos 1

Anarcomiguchos é a designação de uma página no Facebook, onde gente de várias esquerdas se diverte com os seus adversários políticos, inspirados pelo astrólogo Olavo de Carvalho e muito concentrados no mises.org. Assenta que nem uma luva, no Brasil onde os devotos da ditadura militar ainda são um entretenimento, não nos chega, que os temos no governo e dali não irão sair se continuarmos a suportar o arco do capitalismo selvagem que nos tem governado neste século, fora o passado.

Porque o anarcocapitalismo está para o anarquismo, como o emo está para o punk – é o seu lema. E tanto mar nos separa, é o remate que aqui me interessa, a esquerda portuguesa até finge ser este mais um governo de direita como os outros, enquanto da serpente todos os ovos estalaram. Alguma malta, depois num campo de concentração qualquer, ainda discutirá o assunto.

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O Miguel de Vasconcelos é que era porreiro

são as elites que temos, não apenas agora, mas desde a revolução dita liberal de 1820

diz um miguelista “liberal”

Neste caso (e noutros) também sou liberal

ou a rigor, libertário: Fascismo higienista causa vítima mortal