Biografia de Costa Martins (1938 – 2010), Capitão de Abril

Foi um dos Capitães de Abril, fundamental na revolta que devolveu a Liberdade a Portugal em 1974. Morreu ontem, na queda da avioneta em Montemor-o-Novo. Um acidente estranho com interpretações diferentes por parte das autoridades.
Nasceu em 1938 em Silves. Esteve 3 vezes preso, durante a Ditadura, por manifestar a sua oposição ao regime, e recebeu ordem de expulsão do país, que devia ser concretizada no dia 28 de Abril. Foi um dos principais organizadores do MFA na Força Aérea. No dia 25 de Abril, teve a seu cargo a ocupação do Aeroporto de Lisboa e a interdição do espaço aéreo português. Fê-lo sozinho, sem o apoio de ninguém, visto que os reforços só chegaram mais tarde.
Durante a III República Integrou o II, o III, o IV e o V Governos Provisórios, entre 1974 e 1975, como Ministro do Trabalho.
Em 15 de Janeiro de 1976, em plena Assembleia da República, foi acusado pelo deputado António Arnault, do PS, de se ter apropriado indevidamente de dinheiro proveniente da campanha «Um dia de Trabalho».

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I Tertúlia do Aventar: Salgueiro Maia e a Memória da Revolução

Como temos vindo a divulgar, é já no dia 5 de Dezembro que se realiza a I Tertúlia do Aventar. Subordinada ao tema «Salgueiro Maia e a Memória da Revolução», pretende transformar-se num debate sobre a memória de Salgueiro Maia e a sua herança à luz da pobre democracia que temos hoje em dia.

E porque Abril é de todos – dos Capitães e dos civis, da Esquerda e da Direita – queremos uma Tertúlia que seja mais do que o habitual desfiar de histórias militares e actos de heroísmo. Todos sabemos o que aconteceu naquele dia mágico, partamos dali para as suas consequências.

Assim, temos um enorme prazer em anunciar a presença de duas figuras incontornáveis do Portugal dos nossos dias e cuja posição ideológica é bem diversa. De um lado, Carlos Abreu Amorim, professor universitário e um dos autores do «Blasfémias»; do outro lado, João Teixeira Lopes, também professor universitário e destacado dirigente do Bloco de Esquerda.

E no final, celebremos todos à mesa, ali bem perto, no «Verso em Pedra», a memória de Salgueiro Maia. Um convite que nem é displicente nem brincalhão e que se coaduna perfeitamente com o espírito do evento. Estamos a celebrar Salgueiro Maia, caramba, não estamos a enterrá-lo.

Lembro-me de um episódio ocorrido logo a seguir ao 25 de Abril, quando uma «striper» negra se despia, no Cais do Sodré, ao som do «Grândola». A revolta, a blasfémia, o pecado por se usar a música da Revolução – enquanto isso, o Zeca só se ria.

Estão, pois, todos convidados. 5 de Dezembro, 18 horas, no lindíssimo edifício do Clube Literário do Porto (perto da Ribeira). «Salgueiro Maia e a Memória da Revolução: Petição para a preservação da casa onde nasceu o Capitão de Abril».