«Pobres dos pobres se a coligação

se mantiver». D. Januário Torgal Ferreira. [Expresso]

D. Jorge Ortiga e D. Torgal Trombudo

Não tenho tido tempo para fazer um levantamento quanto ao tom e pertinência das supostas críticas de Januário Torgal Ferreira a Governos xuxas, só para comparar com as mais frescas aleivosias e passes de letra clericalóide. É que recentemente o homem passou das marcas e, sim, ganha de mais para não exercer alguma lealdade institucional para com quem é eleito por quem vota, nesse arremedo de sufrágio da maltosa que os partidos nos impingem. Não me parece é que o suposto bispo castrense se tenha atirado a Passos. Atirou-se, sim, ao Governo Passos e porque se mostrou desbocado e excessivo, grosseiro e injusto, parvalhão e desmemoriado, foi de menos quanto fogo de artilharia contrargumentária apanhou.

Vejamos: em Portugal não temos propriamente um estado de decadência da actual direita portuguesa. Isto é um chavão faccioso e de bicho ávido. Temos um actual estado de decadência. Ponto. Dizer-se, portanto, que “O Governo é profundamente corrupto.” é algo com que eu concordo imediatamente, desde que o emissor da frase tenha o cuidado de ressalvar que «Os Governos que o antecederam também eram, senão piores.» Mas não. O Januário, que não deve ler jornais há pelo menos dez anos a não ser o que Soares-Pai lhe lê da sua poltrona sapiencial e laica, sai-se com esta de afirmar: «Comparados com estes, os outros eram anjinhos.» Isto é insuportável. Isto é paleio de Táxi, é desaforo de Café e boca clubística de que Portugal não carece. E ainda hoje estou para compreender como é que o intelectual Adelino Maltez lhe achou piada.

Politicamente, é uma daquelas frases mortíferas mas que falham o alvo por quilómetros, dado o indisfarçavel estrabismo espumoso do gordo prelado. O que é profundamente corrupto é a sistemática captura dos Governos pela Banca, pelas Construtoras e pelo Diabo, reduzindo a escárnio o paleio eleitoral, mercadeando as nossas liberdades e condições de prosperidade pelo bem dos Partidos Corruptos habitualmente no Poder. Esses enganaram profunda e repetidamente o eleitorado. Esses traíram profundamente os interesses de Portugal. Esses escolheram a estratégia da terra queimada, abarcando com dívida e favor amiguista todo o dinheiro que puderam, em seis anos de xuxismo socralhento, mais de oitenta mil milhões de agravamento ou escalada de dívida, só para manterem o poder, entre opinadores, órgãos mediáticos favoráveis, inúmeros avençados em lugares de charneira, pequenos-almoços com Figo, internacionalização dos negócios de empresas amigas do PS. O que os movia era essa oportunidade de multiplicar o esquematismo infalível do Freeport elevado à quinta casa de todos os expoentes comissionistas, esperar que tudo ardesse, conforme arde, sem grandes questionamentos nem grandes revoltas.

E zarpar para Paris.

Nada a dizer do tom e pertinência das denúncias sensíveis e inteligíveis de D. Jorge Ortiga.

É desta Igreja que eu gosto!

Januário Torgal Ferreira diz que “se a Igreja não deve fazer política partidária, deve estar ao serviço da política como um bem comum e abrir voz à cidadania e aos direitos humanos em épocas de crise”. O bispo das Forças Armadas acusou o Governo de ser “profundamente corrupto“.

É isto que eu espero da «minha» Igreja! Denunciar o que está mal. Apontar o dedo.

Não faz nada de mais, mas felicito o bispo da Forças Armadas por ter a coragem, vamos dizer, de comentar publicamente que o Governo não só é corrupto como é profundamente corrupto.

Era bom que «eles» tivessem medo da Igreja.  

Um Regime Anal e Corrupto

Soa manso de mais dizer-se apenas e a medo que «este Governo é corrupto». Soa a pouco, também. Lamento imenso, JJC, mas o buraco que devemos violentar fica mais acima e justifica que as bacoradas de um januário qualquer me moam a paciência: nada mais baixo e intelectualmente desonesto que absolver a recente corrupção dilapidadora às mãos contumazes dos Sócra-Xuxas. E é baixo e desonesto concentrar nos herdeiros da batata quente legada por aqueles todo o arsenal disponível de torpezas impróprias de um bruxo, quanto mais de um bispo. Se vamos pela História recente, comecemos pelo espermatozóide ganância xuxa, latrocínio xuxa à pala da política. Comecemos pelo controlo xuxa falsificador dos media, comecemos pelas tropelias e trapaças xuxas com correlata impunidade e teremos mais alvos a apedrejar. Isto era um País a falir. [Read more…]

D. Januário Torgal Ferreira:

O Bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira sempre gostou de uma boa polémica. Sempre o admirei, mesmo quando não concordo com ele. Gosto da sua frontalidade. Diz o que pensa mesmo quando, raramente, não pensa no que diz.

Por muito que custe a alguns, basta reparar nas diversas caixas de comentários dos blogues, e independentemente do alvo (ele também disparou contra o anterior Governo, faço-lhe essa justiça recordando o facto) ele desta vez embarcou na treta de café ou de táxi.

A diferença, contudo, é que nem ele é taxista nem os jornais são mesas de café. D. Januário atirou lama em direcção a uma multidão. Fez como a polícia nas cargas efectuadas nas manifestações: bateu em tudo o que mexe, culpados, inocentes, incautos, distraídos e tipos que só estavam a passar naquele momento.

Nesse aspecto, sublinho e quero aplaudir publicamente as palavras do Ministro da Defesa:

Eu espero que o senhor bispo tenha apresentado na PGR os factos que fundamentam essa declaração, até porque o senhor bispo deve obediência às regras da Igreja e o falso testemunho é matéria que não obedece às regras da Igreja”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco.

As coisas são como são.  Enquanto Bispo, D. Januário não é uma pessoa qualquer. A forma como o afirmou obriga-o a explicar quem são os corruptos e quais os crimes que cometeram, deixando para a justiça terrena a prova. É o mínimo que se lhe pode exigir.

Nem imaginam o quanto me custa escrever estas linhas. Tenho uma enorme consideração por D.Januário Torgal Ferreira. Mesmo sabendo que estas últimas declarações são fruto das incómodas notícias sobre a sua reforma. Contudo, homem inteligente como é, já deveria estar preparado e sendo Bispo das Forças Armadas sabe muito bem que na guerra todos dão e levam, como sabiamente diz o povo.

Fuck You, Januário!

Nunca gostei do Januário e o que soube dele, pedante, bruto e aristocrático em privado como Soares, piorou-me o conceito. Se ele é bispo castrense, eu, que sou católico com todo o meu ser e desde o âmago das minhas convicções, quero ser hindu. Januário é feio. Januário veste-se mal. Januário cheira mal da boca. Januário especula e inocula os concubinos. O Januário nu é horroroso. Quando o devoto coro canta de mais, o Januário, enquanto ministra beatamente a comunhão, manda dizer ao maestro: «Mande parar essa merda!»

O que me chateia não são as hipérboles de mau gosto com que vem homologar Pedro Passos Coelho e o seu Governo pacientólogo ao velho e avaro Regime salvador de Salazar. Isso é estilo e diarreia. O que me chateia é que Januário meta nojo selectivamente, tendo-o eu visto e ouvido, ao Torgal, com estes olhos e orelhas que serão absorvidos pela Terra da Promissão na Sua Gloriosa Catábase, indiferente e taciturno perante a espessa obscenidade masturbatória dos média em que consistiu o grande assalto ao Estado pelo Filho da Puta que agora se locupleta em Paris: o Filho da Puta promoveu e chantageou todo um eleitorado pelo aborto contraceptivo. Torgal assobiou para o lado. O Filho da Puta pariu e mandou parir obscenidades grosseiras como a do Tua. Torgal assobiou para cima. O Filho da Puta é responsável pelo monstruoso crime sem castigo das últimas PPP político-comissionistas, altamente onerosas dos contribuintes, mas vantajosas para os decisores e a parecerística outsourcing sorna do Regime, com a agravante de o País tomar o rumo que tomava. Torgal mijou para fora do testo. [Read more…]