Fuck You, Januário!

Nunca gostei do Januário e o que soube dele, pedante, bruto e aristocrático em privado como Soares, piorou-me o conceito. Se ele é bispo castrense, eu, que sou católico com todo o meu ser e desde o âmago das minhas convicções, quero ser hindu. Januário é feio. Januário veste-se mal. Januário cheira mal da boca. Januário especula e inocula os concubinos. O Januário nu é horroroso. Quando o devoto coro canta de mais, o Januário, enquanto ministra beatamente a comunhão, manda dizer ao maestro: «Mande parar essa merda!»

O que me chateia não são as hipérboles de mau gosto com que vem homologar Pedro Passos Coelho e o seu Governo pacientólogo ao velho e avaro Regime salvador de Salazar. Isso é estilo e diarreia. O que me chateia é que Januário meta nojo selectivamente, tendo-o eu visto e ouvido, ao Torgal, com estes olhos e orelhas que serão absorvidos pela Terra da Promissão na Sua Gloriosa Catábase, indiferente e taciturno perante a espessa obscenidade masturbatória dos média em que consistiu o grande assalto ao Estado pelo Filho da Puta que agora se locupleta em Paris: o Filho da Puta promoveu e chantageou todo um eleitorado pelo aborto contraceptivo. Torgal assobiou para o lado. O Filho da Puta pariu e mandou parir obscenidades grosseiras como a do Tua. Torgal assobiou para cima. O Filho da Puta é responsável pelo monstruoso crime sem castigo das últimas PPP político-comissionistas, altamente onerosas dos contribuintes, mas vantajosas para os decisores e a parecerística outsourcing sorna do Regime, com a agravante de o País tomar o rumo que tomava. Torgal mijou para fora do testo.

Januário come do lombo há décadas para ser agora misericordioso e sensível ao Povo Paciente e Coitado sob os ditames da Troyka e do bem comportado Passos. Januário está-se a cagar para o Povo. Se ele é de Esquerda no linguajar, só pode ser de Direita nos confortos e consolos do múnus castrense. Se era para linchar o Januário, acho pouco e podem contar comigo, suficientemente livre por já não ter sequer um tostão furado no bolso. Vá ser misericordioso, sensível e promotor-insinuador de molotov e montras partidas em Portugal pró caralho, Torgal! Esta bispalhada pífia, cheia de facção, costelas socialistas, encostos e vícios de elite, não vale um tostão furado, sobretudo quando, simulados, vêm simular compadecimento ou, fingidos, fingir sujar as unhas com as causas que afligem os pobres. Cristo precisa de Homens, não de palhaços.

Comments


  1. Ele disse alguma mentira?!
    Ele foi inverdadeiro?!
    Ahhh… apenas discordou da sua (sua do escriba…) opinião.
    Então discorde dele com fundamento…. e já agora, com elegância que, pelos vistos, é coisa que não abunda na sua prosa!

  2. palavrossavrvs says:

    Não tenho dinheiro. Não tenho futuro. Não tenho expectativas. Por isso não me posso dar ao luxo da elegância. Elegantes são os que não estão a sofrer.

  3. MAGRIÇO says:

    Sou democrata e acho que todos tem direito à sua opinião. Todos não: estas páginas deviam estar vedadas a imaturos que se julgam génios e defendem opressores. Começa a cansar um certo tipo de linguarejar que roça o reaccionário.


  4. Lamento que esteja sem dinheiro. Toda a gente tem futuro. Devermos procurá-lo até sermos apanhados pela morte.
    Tem razão porque D. Januário deveria ter falado no tempo em que o dito cujo desgovernou.
    Deveria falar sobre o “estilo de vida” do dito cujo. Não se conhece profissão e rendimento e anda por aí a viver escandalosamente enquanto a maioria pssa mal.
    D Januário deveria ser contido com as palavras.
    Se nos “lixaram” e fizerma silêncio, agora não precisamos da ajuda dele.
    Desejo-lhe melhores dias, sinceramente.


  5. Li com atenção e retive duas palavrinhas: “obscenidades grosseiras”….
    Elegância ou moderação não são “privilégio” de quem “está bem” nem precisam ser atropeladas por quem “está mal”. São qualidades que simplesmente se possuem… Ou não…

  6. palavrossavrvs says:

    Não me apetece ser elegante. Não posso ser elegante. Ter classe e ostentar nível é bom para quem permanece impávido e sereno roubando e intrujando. Quanto mais ladrão, mais elegante, correcto e urbano.

    Eu, que estou na miséria e me sinto na merda, estou descomposto, mal educado, exagerado, revoltado. Comparado com os imunes, impunes, venais da opinião como o Januário e com ladrões da política, eu é que fico mal por causa da linguagem.

    O mundo está virado ao contrário..


  7. Por muito mal que se esteja e raiva que se tenha, penso eu de que …. todos podemos dizer (escrever) o que nos vem à cabeça, mas não temos que sujar a linguagem cedendo tão facilmente a mais um aspecto de degradação – Se vamos todos atrás da degradação do linguajar não sobra NADA – O que é pena pois que o “aventar” vale a pena pois é um espaço de “desabafo” que não é um blog qualquer, igual a todos e vulgar – O aventar não merece ser vulgarizado-como já foi no início com comentadores que muito disparate disseram usando linguagem imprópria rondando mesmo o ordinário, acompanhada mesmo de muita ignorância e opiniões patéticas e nunca os reponsáveis principais do aventar o fizeram e merecem – gosto muito de ler o aventar – mcor

    • palavrossavrvs says:

      A Maria Celeste Ramos tem toda a razão no que tange ao que deverá e deveria ser estar no Aventar. Vergo-me sinceramente à força e verdade dos seus argumentos. Procuro privilegiar a serenidade, a sensibilidade e a boa harmonia, que é curiosamente quando um escritor é mais desprezado. Outras horas há que são sangramento e explosão.

      Por si, Maria Celeste Ramos, respiraria fundo antes de encher de pulsão a minha escrita. Penso muitas vezes que se o sangue nos não ferve de raiva, paixão ou êxtase, revolta ou indignação, o que nos corre nas veias há-de ser um visco verde. Sangue não é de certeza e muito menos humano.

      Temos de tudo: bombeiros que ardem em serviço; enfermeiros que se contaminam em serviço; professores que enlouquecem em serviço; políticos, banqueiros, gestores públicos que enriquecem rápido em serviço. Basta escolher como morrer em serviço, nesta vida. Depois há uns animais de uns bloggers, como eu, que usam palavras feias, chocantes e ofensivas em serviço da comunidade encharcadas de poesia e de verdade, mas quem quer saber?! O que é que se faz?

      Atiram-se-lhe todas as pedras, olha os ordinários atrevidos!

      À Maria Celeste Ramos, todavia, vai todo o meu respeito e homenagem. Bem-haja pela pureza e verdade humanas que vamos testemunhando todos os dias aqui!


  8. Já todos percebemos que defende, de uma forma que me convém porque desastrada, esta corja que ideologicamente nos está a levar para um caminho quase sem retorno!
    Continue com a sua deselegância que se ajusta ao governo que tanto protege… desastradamente, repito!

  9. paulo costa says:

    Ouve lá, ó palavrossauros, o que o homem disse não foi mal dito. Ser anti-clerical não significa ser anti-qualquer-padre-que-diga-o-que-lhe-vai-na-alma. Não concordarás tu, porventura, meu filho, com o que sua Eminência disse? Não sentes necessidade de vir para a rua gritar? Vem! Grita connosco: “O Passos é um fora-da-lei!”. Verás quanta da tua raiva se esvairá. Vem! Não tenhas receio…

  10. palavrossavrvs says:

    Não gosto de silêncios escrupulosos, Paulo, e intervenções sornas. Não sou anticlerical, mas anticlerimerda. Não gosto que brinquem com o meu sofrimento e o de milhares: Passos lixa-nos custe o que custar. Januário arvora-se em compadecido e não historia nem fundamenta mais atrás as razões da nossa desgraça.

    Sair à rua é pouco para carpir ou dar catarse à nossa desgraça nacional e levar tudo à frente. Sidónio, que não seria ladrão, foi morto por muitíssimo menos.


  11. Ah… Adoro!!!
    Como já escrevi noutra mensagem sobre este assunto “O SISTEMA É INCRITICÁVEL”… E como isto é o ponto alto da “Democracia” não é de admirar que leia algo do tipo “Sou democrata e acho que todos tem direito à sua opinião. Todos não” 😆 😆 😆 bem bom!
    Para não variar esta malta só bufa quando lhe começam a apertar os calos… Algo está a afectá-lo, daí que o bacano vem para a Praça mandar umas bocas! E claro que como a Escola dele não é assim tão diferente da Escola dos outros… É natural que a oralidade não seja assim tão dissonante!
    FUCK THEM ALL, escrevo eu!
    😎
    Mas não se esqueçam que se estão a distrair com meras Marionetas do SISTEMA… Há que não se deixarem perder no meio das cordas!

    • MAGRIÇO says:

      Ser democrata não significa ser promíscuo! Tal como um corpo tem de se defender dos vírus, a democracia tem de se defender dos que dela não gostam. Não é por acaso que muitos países criminalizam a difusão de ideais anti-democráticos. Não defender este princípio, se não é intencional é, pelo menos, bastante ingénuo.

  12. palavrossavrvs says:

    A Maria Celeste Ramos tem toda a razão no que tange ao que deverá e deveria ser estar no Aventar. Vergo-me sinceramente à força e verdade dos seus argumentos. Procuro privilegiar a serenidade, a sensibilidade e a boa harmonia, que é curiosamente quando um escritor é mais desprezado. Outras horas há que são sangramento e explosão.

    Por si, Maria Celeste Ramos, respiraria fundo antes de encher de pulsão a minha escrita. Penso muitas vezes que se o sangue nos não ferve de raiva, paixão ou êxtase, revolta ou indignação, o que nos corre nas veias há-de ser um visco verde. Sangue não é de certeza e muito menos humano.

    Temos de tudo: bombeiros que ardem em serviço; enfermeiros que se contaminam em serviço; professores que enlouquecem em serviço; políticos, banqueiros, gestores públicos que enriquecem rápido em serviço. Basta escolher como morrer em serviço, nesta vida. Depois há uns animais de uns bloggers, como eu, que usam palavras feias, chocantes e ofensivas em serviço da comunidade encharcadas de poesia e de verdade, mas quem quer saber?! O que é que se faz?

    Atiram-se-lhe todas as pedras, olha os ordinários atrevidos!

    À Maria Celeste Ramos, todavia, vai todo o meu respeito e homenagem. Bem-haja pela pureza e verdade humanas que vamos testemunhando todos os dias aqui!


  13. A maneira como desculpa o regime plutocrata continua triste, patética e cada vez menos original.

    • palavrossavrvs says:

      Não interessa. O que sei é que não desculpo a plutocracia nem os que fingem que lhe não pertencem armados em Ghandi.


  14. pacientólogo

    Esta palavra não vem neste dicionário:

    http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx

    Explique-me o que quer dize!

    • palavrossavrvs says:

      Não vem, de facto. Mas quis dizer que este Governo se arvora em especialista e conhecedor do que seja a paciência de um povo, a nossa paciência, paciência em geral. Estar manietado não é paciência. Estar confinado não é paciência. Estar derrotado e sob risco de desemprego e sem-abrigo não é paciência, estar sem cheta, mesmo trabalhando, não é paciência. As gorjetas que nos pagam obrigariam a uma convulsão nunca vista no rectângulo.

      Por detrás da nossa paciência está um vulcão pronto a arrasar as cortes reunidas em Lisboa. É o amor que temos a pais e a filhos que nos inibe de incursões quixotescas dessas. Talvez seja precisamente esse amor que nos mata e traz elogios internacionais entre promessas redentoras.

      Portugal só pára de nos doer e de nos derrotar na derrota de morrer ou emigrar, ao contrário do que grasna Relvas.

  15. jorge fliscorno says:

    Onde estavam estas vozes quando o BPN foi nacionalizado, quando os contratos das PPP foram feitos, quando as rendas das eléctricas foram atribuídas, quando… É preciso continuar a lista? Revoltem-se contra os coveiros, força. Mas onde estiveram vós quando os carrascos vos cortaram a seiva? Olhem, chorem.

    • Dora says:

      “Discutir a utilização dos pobres” na arena política é “uma pouca-vergonha, até do ponto de vista cultural”. Quem o afirma é Januário Torgal Ferreira, ouvido pela Antena 1. O bispo das Forças Armadas distribui responsabilidades pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e pelo primeiro-ministro, José Sócrates.”

      (…)

      • jorge fliscorno says:

        Ser-se contra a utilização dos pobres nada diz sobre as políticas que nos empobreceram. E avisos há muitos. Cavaco até foi prolífero nesse aspecto. Grande coisa.


  16. Fuck You idiota verborreico!

    D. januário já falava assim em 2010:

    «”Discutir a utilização dos pobres” na arena política é “uma pouca-vergonha, até do ponto de vista cultural”. Quem o afirma é Januário Torgal Ferreira, ouvido pela Antena 1. O bispo das Forças Armadas distribui responsabilidades pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e pelo primeiro-ministro, José Sócrates.

    “Vamos ser muito objectivos. Até ao fim de Janeiro, Fevereiro, sem cair em fundamentalismos de base e de datas, se o Governo português não disser a verdade, se não apresentar alternativas, se não indicar apoios, se não apresentar ajudas e solidariedade, se não tiver uma atitude aberta e andarem com retóricas entre o Presidente da República e o primeiro-ministro a discutir a utilização dos pobres, que é uma pouca-vergonha, até do ponto de vista cultural, quer de um quer de outro, eu acho que eventualmente poderemos sofrer consequências e convulsões sociais muito graves”, vaticinou o clérigo à rádio pública.

    A “calma” que agora se vive no país, reforçou Januário Torgal Ferreira, “prova, por um lado, a civilidade do povo português”. Mas “não é de manter”: “Se isto continuar e se a lição não for bem explicada, a começar pelos principais representantes do país, uns dizem que são equilibristas no arame, outros dizem que os pobres são um abcesso que alguns querem lancetar, se isso não for bem explicado, eu não quero cair em exageros nem em profecias, mas desta forma nós não teremos paz”.»

    http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?article=401844&tm=8&layout=121&visual=49

    • palavrossavrvs says:

      Januário é um hipócrita que come à mesa dos soares deste País. O que ele diz vale Zero.

  17. patriotaeliberal says:

    Um grandessíssimo UP YOURS! para este post.

  18. patriotaeliberal says:

    Este também é hipócrita, ó palavrossaurius?

    • vitor monteiro says:

      e preciso perguntar a sampaio da novoa de que europa fala.se e a dos agitos dos banqueiros,dos ladroes dos grupos ecnomicos se dos borges,cartrogas,socrates,paços coelho etc

    • palavrossavrvs says:

      Sampaio da Nóvoa é um lúcido português. Subscrevo na íntegra o que disse. Januário é um refinado cínico com postulados jumentos e apelos indecentes a tumultos parvos nas ruas. Que vá à tourada se se sente entediado.

  19. vitor monteiro says:

    e preciso dizer que este pais esta como esta porque e governado a 35 anos pelos corruptos e fascistas do ps,psd ecds e alguem os tem posto la,nao eu que sempre votei em quem denuncia eluta contra isto,o pcp ,sendo eu anti religioso nao posso deixar de reconhecer que ha muitos anos januario torgal tem e deve continuar a ter estas posiçoes dem defesa dos mais desfavorecidos,tambem eu precario,desempregado e sem dinheiro estou na merda e estive ontem na manif da cgtp e vou estar sempre na luta e na procura da liquidaçao do sistema capitalista i na luta pela rev.socialista de marx e lenine

  20. mortalha says:

    bom texto. quando me enrabam também pragejo com vigor e solto asneiras e insultos como peidos de protestos. que se foda o januário e toda a puta santa de igreja.

  21. patriotaeliberal says:

    OK,

    Mas não te esqueças que isto pode demorar o seu tempo e um gajo, com a paciência a rodos, pode-se ir habituando…

  22. Maria de Portugal says:

    Muito Bom. Concordo absolutamente com o autor do artigo….

    leiam mais aqui:
    http://oportuguesliberal.blogspot.com/2012/06/portuguese-catholic-church-is-disgrace.html

    E acho que pela primeira vez tambem perdi a minha compostura de modo que Obrigada! Faço minhas as tuas palavras…na integra!

  23. José says:

    Em relação à(s) opinião/declarações de D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas sabemos, através de muitos comentários que a democracia tem muitos inimigos e acomodados ao sistema por isso, o povo humilde, honesto que vive do seu trabalho só tem que estar agradecido pelos alertas que vai dando, acerca de quem nos desgoverna, é uma voz, à beira do pântano, onde o povo luta desesperadamente para se livrar dos dos políticos corruptos que nos conduziram à situação presente. Foram eles e os seus protegidos que conduziram o País para o caos. Não pelo facto de D. Januário, bispo das Forças Armadas, nomeado pelo Papa João Paulo II, em Maio de 2001 e por ter um vencimento elevado, que lhe retira autoridade moral de se opôr à política dos atuais governantes tal como aconteceu no passado só que agora, é mesmo o limite da vergonha, por isso, as vítimas do atual estado de coisas, só devem agradecer a D. Januário o esforço que está a fazer, no desmascar daqueles que estão a levar o País para o abismo e a destruir a autoestima dos portugueses.

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