UE – Integração ou dissolução?

A capacidade para o auto-engano é condição base para se tornar político.“

Fernando Pessoa, Livro da Inquietude

Hoje começo com uma breve tradução parcial de uma entrevista que o Ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Joschka Fischer, deu ao magazine DER SPIEGEL (21/2010)

SPIEGEL: A UE já existia antes de existir o euro. Porque ela estaria no fim se a moeda comum não se impor?

Fischer: Não se trata só de uma moeda, trata-se do projecto europeu em si. Trata-se da questão se a Europa é suficientemente forte e se tem a vontade comum de defender este projecto contra ataques de fora, neste caso contra especuladores. Aqui é de importância central a unidade e determinação. Infelizmente desde a eclosão da crise em volta a Grécia, o nosso país tem reagido de forma totalmente diversa.

SPIEGEL: Mas com pode ser que um pequeno país como a Grécia lançe a UE para uma crise existencial?

Fischer: Desde o princípio não se tratava apenas da Grécia. Os mercados confrontaram a Europa duramente com a realidade. Todas as nossas bonitas ilusões – também as minhas próprias -, todo o nosso auto-engano, tudo isso foi varrido. Integração verdadeira ou dissolução, hoje é esta a alternativa.

SPIEGEL: A que ilusões se refere?

Fischer: Sempre se dizia que não se podia falar mais dos Estados Unidos da Europa. Dizia-se que o euro era capaz de funcionar só com base nos critérios de Maastricht, sem qualquer integração política. Os mercados nos mostraram que isto assim não funciona. Por isso, agora é preciso dar-se um passo corajoso para frente.

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Cavaco Silva, não tem nada a dizer ?

Face à situação economico-financeira do país, maior preocupação devemos ter com a situação política que ameaça tornar-se parte do problema.

 

O que se espera é que em vez de uma guerrilha os partidos, governo e oposição, encontrem soluções em conjunto para fazer face aos graves problemas que já estão aí e para os que se adivinham.

 

O FMI, apesar da sua "cartilha" que levada à letra configurava problemas sociais a curto prazo, não pode nem deve ser ignorado. A verdade, é que só saímos deste atoleiro onde governo após governo nos enterraram, se criarmos riqueza, sem isso só podemos empobrecer, e as medidas a tomar vão "varrer para debaixo do tapete" os problemas estruturais que há muito nos ensombram.

 

É uma "ideia" para o país que é necessária e que não se conhece, e não existe. o Presidente da República não pode olhar para este momento muito grave da vida nacional, sem usar todos os meios constitucionalmente reconhecidos, para conseguir juntar as condições necessárias às melhores soluções para o país.

 

Muito antes da "bomba atómica" da dissolução, o Presidente tem outros meios para influenciar decisões, quer ao nível da Assembleia da República quer ao nível do governo.

 

O país não pode ser governado "à vista" pelas sondagens!