Assis, A Metralhadora Falante do PS

Tal como Miguel Relvas no PSD, Francisco Assis é das poucas metralhadoras falantes da política nacional. Prodígio de uma oralidade supersónica e vácua pró-socratina, perito na retórica política de encher socialista, a Assis não lhe foi dado compreender um aspecto que o condena a uma imensa desvantagem e a um indelével estigma no confronto com o passado governativo socratesiano, estigma esse e desvantagem essa, pelo menos parte dele e parte dela, por haver Facebook, outra parte por haver Correio da Manhã, outra por haver bloggers obstinados, outra ainda por, no fim, haver quem some dois mais dois e estranhe tanto fumo e quase nenhum fogo que consuma alguma coisa: ser do PS é, hoje, um problema monstruoso deixado, como uma bomba ao retardador, nas mãos dos remanescentes que ainda se atrevem à exposição pública. [Read more…]

A realidade é uma coisa que não lhes assiste

Francisco Assis

defendeu o legado de seis anos deixado por José Sócrates. Um legado que, disse, “não é o do défice, da dívida e do desemprego”.

The Desert Sweepers, Su-Mei TseEu até sou gajo para afirmar que o desemprego, a dívida (e a privada é o problema, ó anarquistas da direita) e o défice aumentaram após a crise financeira internacional pela qual José Sócrates não pode ser responsabilizado. Mas os 150 000 empregos não foram criados antes, o défice e a dívida subiram em qualquer gráfico perto de si, e pior do que isso foi-se privatizando o SNS e a escola pública.

Que a política é a arte da mentira já sabíamos e ninguém como Sócrates a elevou a um patamar tão alto de completa manipulação, assumindo a terceira via do discurso é tudo, no conteúdo eles nem reparam. Que não se esperava que acordassem, tomassem um duche e regressassem à real, era óbvio. Mas quando insistem desta forma escabrosa, e sabendo-se que na oposição não têm a mínima hipótese de manipular como o faziam no governo, cheira a uma travessia do deserto feita de gatas, e sem água. Tristeza.

Os profissionais da política

Fico triste por ver este país entregue, de forma cada vez mais acentuada, aos profissionais da política (vulgo, pessoas cuja experiência profissional se resume, grosso modo, a uns telefonemas e, eventualmente,  discursos em sedes partidárias). Sócrates, Assis, Seguro e Passos Coelho são a evidência de que a Lei de Gresham está em pleno vigor na política nacional.

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Agência de “rating” classifica discurso de Francisco Assis

A mais recente agência de rating do discurso político português, a “Estandarte e Pobres”, colocou o recente discurso de Francisco Assis na categoria de “lixo extremamente malcheiroso, qualquer coisa entre dois cadáveres de antropófagos em decomposição com cadáveres de outros seres humanos no seu interior, também eles em decomposição”. Após a comunicação de Cavaco Silva (cujos discursos não conseguem sair da categoria “igual ao litro”), o líder parlamentar do PS produziu várias declarações que foram alvo de análises atentas.

O analista-coordenador da referida agência declarou ao Aventar que Francisco Assis tem uma capacidade única de aliar um domínio vocabular perfeito à mais completa vacuidade, superiorizando-se a Sócrates no primeiro ponto, emulando-o no segundo. O mesmo especialista fez a seguinte comparação: “Se fosse futebolista, Assis teria muita técnica, mas só conseguiria jogar num campo circular sem balizas.” Assim, o deputado socialista, assumindo sempre uma pose de tribuno (classificada na categoria “cabotinismo ligeiro com um toque de agastamento e redução de vinho do Porto”), limita-se a exprimir ideias óbvias que nunca serão postas em prática, como a de usar a campanha eleitoral (ou “momento eleitoral” em falar assinino) para clarificar ideias ou aqueloutra de que, depois das eleições, “terá de haver sentido de compromisso nacional”, frase que entra na classificação de “voluta rococó”.

Um país de políticos filhos da puta

As grandes empresas decidiram antecipar para 2010 a atribuição de dividendos devidos apenas em 2011, com o objectivo de fugirem aos impostos que há muitos anos já deviam estar a pagar.
José Sócrates fez o papel que dele sempre se espera: protegeu os poderosos e deu instruções ao Grupo Parlamentar do PS para rejeitar a proposta do PCP de taxar esses dividendos já a partir de 2010. Claro que há contrapartidas: o fundo de Pensões da PT, em dinheiro, vai chegar no fim do ano, mesmo a tempo de contar para o défice de 2010. As paredes de S. Bento, se falassem, descreveriam em pormenor as chantagens e as ameaças da PT para que a lei não fosse avante.
O problema é que José Sócrates gosta de se pôr de cócoras, de perninhas abertas, para o grande capital. Sabe-lhe bem porque faz parte da sua matriz ideológica. Que é.. não ter ideologia e vogar, a cada momento, ao sabor dos seus próprios interesses. E não é que quase sempre os interesses do grande capital coincidem com os seus próprios interesses!
Francisco Assis, por seu lado, já percebeu que só é respeitado dentro do seu Grupo Parlamentar com ameças e chantagens. O pequeno serventuário de Sócrates esteve desde sempre ao lado dos poderosos e chega a pôr o seu futuro político em causa para defendê-los. Não sei quantos dos seus amigos ficariam prejudicados com a taxação de dividendos, mas também não interessa. A cara de songamonga e o nome de santo já não conseguem disfarçar a sua verdadeira personalidade. Já o miquei há muito, mas o povo de Felgueiras micou-o antes de todos.
E depois temos Pedro Passos Coelho, outro artista.

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O tandem* atómico socialista

Irresponsabilidade, decapitar, extremismo, radicalismo… tudo na mesma frase!

É uma dupla infernal, Francisco Assis mais para o popularucho Ricardo Rodrigues, um intelectual de primeira, com rigorosos raciocínios que dão no resultado contrário ao pretendido. Estes dois homens ameaçam o Parlamento.

 Sempre que algum dos seus adversários políticos respira (já não digo que fale),  é submerso por uma torrente de  impropérios “políticos” de uma originalidade e profundidade dignas de nota.  Não há, claro está, um argumento que acrescente transparência ao diálogo mas acaba-se com ele,  no velho estilo ” pode-se exterminá-lo”!

 Quando ouço um e outro fico sempre a pensar se os senhores deputados, no remanso do lar, não têm um frémito de emoção ao reverem-se.

 Enfim, dois pândegos!

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