As Grandes Promessas Eleitorais

O Pacote das Grandes Promessas para o seu verão 2011!

Programa do PSD / Legislativas 2011:

Redução do número de deputados dos actuais 230 para 181;

Reduzir o número de entradas na Função Pública: entra um funcionário por cada cinco que saiam;

Fim dos Governos Civis;

Redução de 50% no número de assessores;

Diminuir para máximo de três o número de administradores em empresas do Estado;

Redução de quatro pontos percentuais na Taxa Social Única (superior no caso das empresas exportadoras);

Obrigatoriedade de o Tribunal de Contas fazer uma avaliação de todos os organismos que recebem dinheiros públicos;

Criação um gabinete de apoio junto dos juízes e sentenças simplificadas para crimes menos graves;

Em actualização Aqui, Aqui e Aqui.

Freitas do Amaral votará BE ou PCP?

freitas do amaral Freitas do Amaral assevera que não votará em Sócrates, nas próximas legislativas. Aproveitou também para fazer uma revelação: o ministro Teixeira dos Santos não se demitiu, porque Sócrates não deixou. Ele, que por acaso foi ministro do mesmo Sócrates e se demitiu, sabe do que fala e o que sofreu para sair do governo socialista – a imagem é elucidativa.

Ao mesmo tempo, tece críticas a Passos Coelho, acusando:

“Estão há seis anos na oposição e ainda não apresentaram nenhum programa eleitoral”

Sabendo-se que não é homem para ‘brancos e nulos’ e sendo há muito conhecido o recíproco ódio de estimação em relação a Paulo Portas, surge-me a natural e confinada dúvida: Freitas do Amaral votará no BE ou no PCP? Pela imagem antes exibida, do veterano e inefável político, estou mais inclinado para o PCP. Mas, quem sabe se com uns banhos escoceses, massagens e mais umas terapias de SPA não o verei aos saltos ao lado dos jovens do BE. Aguardemos.

Imagem de juizdemeiatigela.blogspot.com

O Partido Socialista agride também a gramática

Numa breve incursão pela página do Partido Socialista, para além de confirmar aquilo que Miguel Relvas afirma, descubro que a incompetência se estende à escrita. Uma das regras mais básicas da pontuação é a que afirma que o sujeito e o predicado não podem ser separados por vírgula. Aqui, podem ler as seguintes frases:

Paulo Campos, lidera a lista da Guarda, Fernando Medina, é o primeiro nome da lista por Viana do Castelo, Pedro Marques, concorre por Portalegre, e Ricardo Rodrigues encabeça a lista pelos Açores.

Vieira da Silva, é o cabeça de lista por Setúbal

É claro que a crise é mais importante do que as vírgulas, mas era escusado revelar ignorância também naquilo que é básico.

Nobre Povo, Bloggers…estranhos:

Não apoiei Fernando Nobre nas presidenciais. Aliás, se a memória me não falha, nem falei sobre ele antes e durante a campanha. No final apenas sublinhei a minha surpresa com o seu resultado.

Quando soube da sua escolha para liderar a lista do PSD em Lisboa não fiquei muito surpreendido. Como não ficarei quando outros nomes de independentes forem anunciados. Já temo pela reacção de alguns bloggers, incluindo alguns companheiros do Aventar.

No último jantar de Pedro Passos Coelho com bloggers ele foi bem claro em duas coisas: na necessidade, independentemente do PSD ter ou não maioria absoluta sozinho, de alargar o governo a uma coligação com o CDS, o PS e independentes, se todos eles assim o desejarem e de molde a enfrentar com toda a força os desafios do futuro; e o seu desejo de aproveitar a chamada “quota nacional” para incluir nas listas de deputados nomes de não filiados no PSD que, pelo seu currículo, disponibilidade e capacidade fossem uma mais valia para uma Assembleia da República mais próxima da realidade e mais competente.

Por isso mesmo, espero que não se espantem quando virem homens e mulheres independentes de diferentes quadrantes ideológicos e das mais diversas profissões (empresários, professores, universitários, sindicalistas, jovens, etc.). Ora, Fernando Nobre, corresponde a essa vontade real de abertura à sociedade civil. [Read more…]

“PSD não sobe impostos em 2011”: onde é que eu já ouvi isto?

Esta entrevista de Diogo Leite Campos, vice-presidente do PSD, constitui um documento importante, que merecerá ser analisado até às eleições e escrutinado depois delas, porque as palavras ficam, por muito que os políticos desejem que voem e se dissolvam no ar.

O conteúdo das respostas do social-democrata é de tal modo consensual que o entrevistador chega a provocá-lo: “Jerónimo de Sousa, o secretário-geral do PCP, iria gostar de o ouvir agora.” Efectivamente, há nesta entrevista um grande peso concedido à intervenção do Estado na resolução de muitos problemas como, por exemplo, o do direito à habitação, consagrado na Constituição. Para além disso, há uma referência à necessidade de apoiar as famílias mais necessitadas e, também aqui, há um dado surpreendente: Diogo Leite Campos refere-se “a todas as famílias que ganhem até 2500 euros.”, o que vai ao arrepio da tendência recente para considerar milionário qualquer um que ganhasse mais que o ordenado mínimo.

É claro que, ao longo dos últimos trinta anos, temos assistido demasiadas vezes à rábula do partido que chega ao governo e descobre que o executivo anterior tinha deixado as contas públicas tão mal que, afinal, não é possível manter as promessas feitas durante a campanha. Foi assim com a comédia do “país de tanga” de Durão Barroso e assim foi com a ópera bufa do “afinal o défice era maior” de José Sócrates. É certo que Diogo Leite Campos declara, antes das eleições, que “O PSD sabe que vai substituir o pior governo da história de Portugal. O PSD sabe que vai ter muitas surpresas quando chegar ao poder, mas nunca invocará isso porque sabe que vai tomar conta do país num estado desastroso.”

Gostava muito de estar enganado, mas qualquer coisa me diz que, lá para Agosto ou Setembro, estaremos a ouvir um Passos Coelho compungido, justificando mais medidas de austeridade, dizendo qualquer coisa como “Afinal, o país estava muito pior do que pensávamos. A culpa não é nossa.” E a verdade é que a culpa não será deles. Será nossa.

E agora, um governo completamente original

 

“O próximo Governo de Portugal não pode iludir, não pode mentir, não pode disfarçar”

Agência de “rating” classifica discurso de Francisco Assis

A mais recente agência de rating do discurso político português, a “Estandarte e Pobres”, colocou o recente discurso de Francisco Assis na categoria de “lixo extremamente malcheiroso, qualquer coisa entre dois cadáveres de antropófagos em decomposição com cadáveres de outros seres humanos no seu interior, também eles em decomposição”. Após a comunicação de Cavaco Silva (cujos discursos não conseguem sair da categoria “igual ao litro”), o líder parlamentar do PS produziu várias declarações que foram alvo de análises atentas.

O analista-coordenador da referida agência declarou ao Aventar que Francisco Assis tem uma capacidade única de aliar um domínio vocabular perfeito à mais completa vacuidade, superiorizando-se a Sócrates no primeiro ponto, emulando-o no segundo. O mesmo especialista fez a seguinte comparação: “Se fosse futebolista, Assis teria muita técnica, mas só conseguiria jogar num campo circular sem balizas.” Assim, o deputado socialista, assumindo sempre uma pose de tribuno (classificada na categoria “cabotinismo ligeiro com um toque de agastamento e redução de vinho do Porto”), limita-se a exprimir ideias óbvias que nunca serão postas em prática, como a de usar a campanha eleitoral (ou “momento eleitoral” em falar assinino) para clarificar ideias ou aqueloutra de que, depois das eleições, “terá de haver sentido de compromisso nacional”, frase que entra na classificação de “voluta rococó”.

NADA DISSO ME INTERESSA

NÃO ME INTERESSAM PARA NADA AS ELEIÇÕES ANTECIPADAS

Esta coisa da demissão do senhor nosso Primeiro-ministro, provocada pelo próprio com as atitudes desonestas que são do domínio público, acrescidas das razões indecorosas e de cobiça que assistiram à oposição para tomarem as atitudes que o senhor nosso Primeiro esperava, e ainda, os ditos dos responsáveis máximos da dita oposição após o desfecho anunciado, fizeram-me pensar ainda mais que de costume.

Pelo que se entende da situação, iremos ter eleições antecipadas, o que, pensando bem, é coisa na qual não estou minimamente interessado. Nesta já pré-campanha eleitoral vejo o que a mesma virá a ser, e desde já me desinteresso dela. A campanha eleitoral que se aproxima não vai esclarecer ninguém, sendo que unicamente irá servir de pasto para alimentar troca de acusações e insultos pessoalizados. É certo que irei votar quando chegar a altura devida, mas, pelo andar da carruagem, dificilmente terei oportunidade de escolher em quem. [Read more…]