O patrão de Cristiano Ronaldo é pior que Vladimir Putin

Em 2022, o regime saudita mandou executar 196. O triplo das execuções em 2021, o sétuplo de 2020. Este é o número oficial, mas organizações como a Amnistia Internacional acreditam que o número seja bem superior, dada a opacidade que caracteriza o regime e a justiça, que não é mais do que a vontade momentânea da família Saud. Ou seja: não existe.

Entre as execuções possíveis, fuzilamento, decapitação e lapidação estão entre os métodos mais usados. A lapidação, ou apedrejamento até à morte, é mais comum entre as mulheres. E estas práticas tendem a ser realizadas em público, porque ao regime totalitário não chega matar estas pessoas. É preciso humilhá-las e manter as restantes aprisionadas no medo de serem as próximas.

Entre os executados, é frequente encontrar menores de idade. E condenações por bruxaria ou associação terrorista, duas tipologias suficientemente ambíguas para condenar qualquer dissidente, ainda que sem motivo. [Read more…]

um hipotético adeus

um hipotético adeus

Quarenta espingardas foram levantadas para disparar. Para disparar sobre o meu corpo. O objectivo era acabar com a minha pessoa. Para não pensar mais, para não escrever mais. Para não sublevar ou levantar o povo ferido pelos burgueses. Para não usar mais o livro Êxodo da Bíblia, atribuído a Moisés.
Livro que descreve a passagem do povo israelita pelo deserto do Sinai, na sua fuga do Egipto, onde eram escravos dos faraós. Como os trabalhadores do Chile onde havia um Salvador para os libertar e muitos de nós, a apoiar essa salvação. Quarenta espingardas se alçaram sobre o meu corpo, para eu não pensar mais ou pregar homilias com os cristãos para o socialismo, que tínhamos fundado para falar na mesma língua do povo.

Era o dia 18 de Setembro de 1973, o dia em que se comemora a liberdade do país da escravidão à coroa de Espanha. [Read more…]