Golpe militar em Espanha

Foi em 24 de Fevereiro de 1981 que se malogrou o golpe militar chefiado pelo Ten. Coronel António Tejero que irrompeu pelo parlamento, com um grupo de guardas civis.

Sob a ameaça de pistolas e metralhadoras, foi possível ver-se na televisão os deputados esconderem-se, ao som de um tiro, debaixo das cadeiras com excepção do primeiro ministro Adolfo Suarez, o ministro Gutiérrez Mellado e o deputado comunista Santiago carrilho.

Juan Carlos, envergando o uniforme de comandante supremo afirmou que ” a Coroa não pode permitir a acção de pessoas que pretendam interromper o processo democrático” assim desactivando um golpe que até hoje não se sabe se saiu de uma cabeça perdida de um saudosista ou se os contornos eram mais ambiciosos se aquela primeira acção tivesse tido êxito.

O que se sabe é que saboreia a liberdade e a democracia que tentou tirar aos outros com as armas que lhe foram confiadas para assegurar o cumprimento da constituição.

Comments

  1. Carlos Loures says:

    “Todo el mundo al suelo! Se sienten, coño!” – O 23 de Fevereiro, com a rábula do Juan Carlos a 24, é um tema muito interessante para no próximo ano (30º aniversário) abordarmos em pormenor.

  2. Luis Moreira says:

    sabes que os anos 80 passaram por mim sem eu me aperceber? Andava na vida profissional, sem tempo para nada, a correr e a saltar, perdidos…ainda se tivesse aranjado um emprego na PT, na Galp, ou na EDP…

  3. Nuno Castelo-Branco says:

    Bem, a coisa parece ter sido mais complicada. Ainda ontem o Canal História passou um programa acerca do assunto e na verdade, o projecto parecia bem diferente daquele que querem fazer-nos crer. É que o general Armada queria ser 1º ministro de um governo com o PSOE, UCD e PCE! Se o rei não aceitou tal coisa, tal se deveu à brecha que tal significaria no ordenamento constitucional, abrindo o caminho para todas as aventuras. Sinceramente, Carlos, não me parece ter existido qualquer rábula, até porque na época, os sectores franquistas ainda eram muito poderosos, desde as forças armadas à finança, etc. Não sejamos injustos: o homem comportou-se com o sentido do dever e daquilo que jurou nas Cortes. Não nos esqueçamos que quando Franco morreu, João Carlos ficou com os seus poderes e poderia ter enveredado por “outro tipo de democracia”.

  4. Luis Moreira says:

    Eu tambem acho que Juan Carlos se portou bem. Aguentou a democracia e a Monarquia.

  5. Carlos Loures says:

    Quando Franco morreu, já tinha havido o movimento militar em Portugal. Não seria sensato Espanha voltar a ser uma ditadura. Nem os americanos consentiriam. Sinceramente, Nuno, não é por ser um rei (embora isso ajude), mas a figura de Juan Carlos não me convence. Para o ano discutimos isso de forma mais pormenorizada.

  6. maria monteiro says:

    Luís, ainda bem que não arranjaste … senão não estavas aqui no Aventar

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