A histeria estorva a acção

O humorista Ricardo Araújo Pereira escreveu uma crónica a “atacar” a tentativa de pinkwashing da Fox News, em parceria com o braço armado da comunidade LGBTQI+ do Partido Socialista, a ILGA, onde aponta o facto de, nessa mesma parceria, se descolar o género da identidade sexual (que, na verdade, andam e andarão sempre de mãos dadas, pois um não existirá sem o outro). Conclui o humorista que, se querem tirar a carga sexual das atracções que são, fundamentalmente, sexuais, então que chamem homogenerais aos homossexuais.

Para melhor compreensão do tema, recomendo também a crónica de Carmo Afonso no jornal Público, onde a mesma tem uma frase salutar: “É uma chamada de atenção para a esquerda. (…) Leiam antes de atirar as pedras. Pode não ser uma blasfémia.” O que parece ser a espuma das ondas em que se mergulha hoje em dia: a opinião imediata, nunca fundamentada e que procura dividir, à esquerda e à direita, a sociedade entre “nós” e “os outros”, sem atender ao que, de facto, está escrito e fundamentado.

Digo isto com alguma pena de mim próprio, porque, infelizmente, parece que não podemos ser crianças para sempre; mas sou do tempo em que a esquerda se unia em torno de causas que achava primordiais e saía à rua, fazia barulho na rua pelos direitos que achava serem inalienáveis. Hoje, também com muita pena minha, denoto que esquerda, em vez de se unir nas ruas por esse país afora, inunda as redes sociais e as caixas de comentários com opiniões enraivecidas que, ao invés de tentarem “educar”, tentam impor uma visão unipessoal de alguns temas, sem que o debate se faça seriamente e com fundamento. [Read more…]

O incêndio que tarda

Histeria

Existe um número significativo de portugueses para quem ler jornais se resume à leitura dos títulos. Nada contra, cada um sabe de si e de como usar o tempo livre que tem. Acontece, porém, que muitos destes leitores de títulos, quando na presença de um título polémico, tendem a correr para as redes sociais e a publicar a notícia na sua totalidade, levando por vezes a situações embaraçosas ou a incitamentos paranóicos ao pânico e à histeria. [Read more…]

A entrega absoluta

Retomando de “Tintarela di Luna“, os escritos que nos foram deixados por ” místicos” como as já referidas Joana D’Arc, Tereza D’Avila, Catarina de Siena e João de Deus da Cruz, revelam a necessidade da “oferta” sem limitações, a “entrega em Deus”.

Esta entrega não está só testemunhada em escritos, mas tambem em obras de grandes pintores do Renascimento, incluindo Leonardo da Vinci.

Ao corpo nú da mulher em total e absoluta entrega, aponta-se o “dardo incandescente” num rasgar de carne sem contemplações, numa “penetração” que motiva o êxtase, a “fusão” entre o “ser” e o seu “criador”.

Estas manifestações místicas eram encontradas desde logo nos mosteiros, onde a “entrega” era o motivo da reclusão, levada a extremos condizentes com situações de “falta” como a alimentação e o sono. As deficiências alimentares e de sono levavam a situações limites de “entrega” bem conhecidas actualmente pela ciẽncia ( o exemplo da “estátuta de sono” onde o prisioneiro é levado a situações limite de “delírio”, como a PIDE bem sabia, e o nosso Carlos Loures pode testemunhar) .

Outra manifestação de “misticismo” era a “possessão” por um ente superior e que se manifestava por reacções como a “histeria” como forma de negar a evidência de uma  gravidez indesejada, por exemplo.

Nestes dois textos tratou-se de dar testemunho para a descoberta de literatura maldita, que contra tudo e contra todos, sobreviveu à noite do obscurantismo!