A entrega absoluta

Retomando de “Tintarela di Luna“, os escritos que nos foram deixados por ” místicos” como as já referidas Joana D’Arc, Tereza D’Avila, Catarina de Siena e João de Deus da Cruz, revelam a necessidade da “oferta” sem limitações, a “entrega em Deus”.

Esta entrega não está só testemunhada em escritos, mas tambem em obras de grandes pintores do Renascimento, incluindo Leonardo da Vinci.

Ao corpo nú da mulher em total e absoluta entrega, aponta-se o “dardo incandescente” num rasgar de carne sem contemplações, numa “penetração” que motiva o êxtase, a “fusão” entre o “ser” e o seu “criador”.

Estas manifestações místicas eram encontradas desde logo nos mosteiros, onde a “entrega” era o motivo da reclusão, levada a extremos condizentes com situações de “falta” como a alimentação e o sono. As deficiências alimentares e de sono levavam a situações limites de “entrega” bem conhecidas actualmente pela ciẽncia ( o exemplo da “estátuta de sono” onde o prisioneiro é levado a situações limite de “delírio”, como a PIDE bem sabia, e o nosso Carlos Loures pode testemunhar) .

Outra manifestação de “misticismo” era a “possessão” por um ente superior e que se manifestava por reacções como a “histeria” como forma de negar a evidência de uma  gravidez indesejada, por exemplo.

Nestes dois textos tratou-se de dar testemunho para a descoberta de literatura maldita, que contra tudo e contra todos, sobreviveu à noite do obscurantismo!

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