Ministério Público capacho do Governo

O mesmo Ministério Público que se “esqueceu” dos podres do ministro Luís Neves.
O PGR foi nomeado pelo actual primeiro-ministro.
Mas alguém acredita na separação de poderes?

A desordem do Amparo

Conteúdo gerado com recurso à IA.

Luís Neves estava quase a afundar-se. Mas o cão que o mordia, agora dá-lhe carinhos.

Um director da PJ feito Ministro, com a missão de ser o pára-raios do governo, acaba refém da sua própria narrativa e da extrema-direita; ora porque impingiu a narrativa vezes demais tendo depois aceitado fazer parte de um governo moribundo desde o seu início, ora porque não foi transparente em relação aos casos que a si se colavam, ficando na palma da mão daqueles que o quiseram espalmar.

Em política ou comes ou és comido. E Luís Neves está a gostar assim, bareback, sem preservativo nem lubrificante.

Os luíses andam armados em vladimirs, prontos a mostrar que esta aliança é muito pouco democrática. Entende-se, estão a tentar copiar o original… só que não está a resultar, pelo que me parece que o final será feio, porco e mau.

Tic. Tac. Tic. Tac. Tic. Tac…

Eu luto sempre do outro lado da luta

“Quer eu queira quer nao queira
no meio desta liberdade
filhos da puta sem razao e sem sentido
no meio da rua nua, crua e bruta, eu luto sempre do outro lado da luta
a policia já tem o meu nome
a minha foto está no ficheiro
porque eu nao me rendo porque eu nao me vendo.
“

O senhor ministro diz que acompanhou a São

Tivera ele acompanhado acção e, se calhar, teria visto coisas que não pôde ver, porque acompanhou a São.

Nótula: Imagem pescada no Twitter pelo amigo de um aventador.

Outra Nótula:

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, diz que esteve a acompanhar as operações policiais e que só viu “uma bastonada” nos confrontos desta noite com a polícia, no Porto e em Lisboa, durante os protestos por mais habitação, e considerou que o uso da força pela PSP foi “proporcional”. “Acompanhei a acção e só vi, uma única vez, que face a uma manifesta oposição, que um bastão tenha sido utilizado. Portanto, o que eu vi, e acho que vimos todos, foi força física para, de facto, fazer cumprir a lei e o Estado Direito, é disso que estamos aqui a falar”, afirmou Luís Neves, à margem de uma cerimónia em Celorico de Basto, garantindo que apesar de ninguém gostar deste tipo de imagens, a PSP continuará a agir sempre que for necessário.

Minutos depois das declarações do ministro da Administração Interna, a assessoria de Luís Neves veio esclarecer que o ministro não estava a referir-se ao uso de apenas um bastão na última madrugada, nos confrontos entre manifestantes e polícia.

A referência do ministro à utilização de “um bastão” na operação da PSP, no Rossio, “não pretendia enumerar exaustivamente a quantidade utilizada, mas apenas, como é, aliás, testemunhado pelas inúmeras imagens publicadas, que foram usados bastões apenas numa situação específica no Rossio”, refere o esclarecimento.

O ministro pretendia, segundo a informação transmitida aos jornalistas, “contrariar a tese de que a polícia tinha dispersado os manifestantes ‘à bastonada’, como tem vindo a ser erradamente repetido”.

Luís Neves?

Eis a minha reflexão reactiva e a minha reacção reflectida em relação ao caso Luís Neves:

Já agora, contextualize-se: o essencial, uma reacção e mais uma reflexão.

Diz-se que há grande possibilidade de o Governo cair

ἄνδρα μοι ἔννεπε, μοῦσα, πολύτροπον, ὃς μάλα πολλὰ πλάγχθη, ἐπεὶ Τροίης ἱερὸν πτολίεθρον ἔπερσεν
— Hom. Od. 1.1

***

Um apontamento da actualidade leva-me a revisitar tema que, como sabeis, ou sabereis, me agrada particularmente discutir. Não, não estou a falar do AO90. Refiro-me a este “do governo [sic] cair”.

 

A regra que proíbe contracções na presença de um infinitivo pessoal é aparentemente simples de aprender. Em suma, é incorrecto o recurso à contracção de preposição com artigo ou pronome, quando estes iniciam uma oração infinitiva. Por exemplo, na presença de um infinitivo pessoal, os imaginados dos, das, dele, dela, deles, etc., são efectivamente de os, de as, de ele, de ela, de eles, etc.

Vejamos três casos concretos: [Read more…]