Bancos falidos pagam milhões a advogados

Um processo como o da falência do BPP e BPN podia existir sem advogados ganhando 2,4 milhões de euros? e entre esses advogados poderia não haver ligações ao bloco central e ex-governantes com fartura? poder, podia, mas não era a mesma coisa.

Televisões e futebol

Alguma coisa se passa no mundo da bolaTV ou da TVbola. E não estou só a falar da concorrência que a Sport TV faz à pirataria.

Reparem: a SIC inimiga de estimação de qualquer portista, consegue entrevistas exclusivas de Pinto da Costa, pasme-se, com o Nuno Luz a entrevistar. O mesmo operador, a SIC, em dia de Sporting – Porto viaja no autocarro dos Super – Dragões para Lisboa e até entrevista o seu líder.

Mais a sul, vemos também, para surpresa minha, a direcção do BENFICA num discurso de aproximação à Olivedesportos – na entrevista de Luís Filipe Vieira ao jornal A bola, Vieira deixa cair o discurso anti Olivedesportos e até se refere à ajuda que a empresa deu ao Benfica em tempos idos.

Os dois, Porto e Benfica, são hoje detentores de canais de televisão – de que forma isso está a mexer com a Olivedesportos?

Para baralhar mais as coisas, aparece o Oliveirinha a atirar-se ao irmão

Alguém explica esta confusão?

Só faltava agora a A Bola dar a notícia que o PC ganhou um prémio mundial ou o Jogo informar da renovação do Aimar…

Ladrões de milhões

A sensação que tenho, sem qualquer exagero, quando diariamente abro o jornal, é que Portugal não é um país, mas uma quadrilha.

 Que me perdoem por este sentimento, as pessoas sérias que por cá vivem.

 São milhões que existiam mas não existem, são milhões que não se sabe onde estão, milhões que entraram e não saíram, milhões que saíram e não entraram, poucos milhões na compra, que por artes mágicas renderam muitos mais milhões na venda, poucos milhões na venda, que por artes mágicas renderam muitos milhões na compra.

 Nos governos, nas autarquias, nas instituições, nas empresas, nos bancos, em tudo por onde passam as magras economias de cada um.

 Milhões que são do país, que são de nós todos, circulando nos bolsos e nas contas dos ladrões do povo, dos ladrões nacionais, dos ladrões instituídos, dos corruptos (corrupto significa podre), dos gajos que transformaram a honra, a seriedade, a dignidade e a integridade num monte de merda.

 Belo legado às gerações vindouras!

 Li hoje o artigo de Mário Crespo no JN, intitulado “O palhaço”. Creio que é uma ofensa ao palhaço, essa bela profissão circense, e procurei ler o artigo substituindo a palavra palhaço pela palavra ladrão. Parece-me dar melhor resultado, e não ofende o nosso amigo de nariz vermelho, que não tem nada a ver com outros narizes.

ASE (Acção Social Escolar) sem 180 milhões

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E A DANÇA DOS MILHÕES CONTINUA
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Ex-ministro Lino, mais conhecido por «jamais» (lido com a melhor pronuncia francesa), retirou, nos seus últimos tempos como ministro, dinheiro da ASE (cento e oitenta milhões de euros) para pagar o Magalhães. O ex-governante, até já confirmou a notícia, E a JPSá Couto deve estar muito contente e agradecida. Com tantas coisas ocultas que por aí há, terá o sr Lino algo a ver com as faces escondidas?
No meio de tantos desvarios, mais este até nem é nada de especial. Afinal, que são cento e oitenta milhõezitos de euros cá para os porteguesitos, ou para a ASE, ou no meio de tantos milhões com que o nosso governo se (nos) governa? Só me confunde um bocadinho que, sendo o nosso Primeiro tão bom a governar-nos (se), como terá ele permitido que fossem sonegados à ASE os milhões que tanta falta lhes poderão estar a fazer? Não haveria outro sítio de onde os tirar? Das pontes, das auto-estradas, do comboio, do aeroporto, da frente ribeirinha da capital, sei lá, dos dinheiros que a Europa mandou para a área metropolitana do Porto, do que vão gastar para levar o espectáculo dos aviões de cá de cima para lá para baixo, qualquer coisa, menos à ASE?

Claro que eu faço estas perguntinhas e o nosso Primeiro nem se vai dignar explicar seja o que for. Mas disso, estamos nós todos já habituados. São hábitos que se vão entrosando em nós, assim a modos como se vão desentrosando de nós, os dinheiritos que andam por aí, movimentados por ministros, directores, sucateiros e outros influentes mandantes.

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