Um condenado presumivelmente inocente armado em virgem impoluta

aacA maior vergonha da história da Associação Académica de Coimbra chama-se José Eduardo Simões, presidente do seu Organismo Autónomo de Futebol.

Manchando o nome de uma instituição centenária, que não é um clube de futebol mas aceitou ter no seu seio um clube de futebol profissional, acumulou esse cargo como a direcção autárquica das obras e urbanismo. Junte-se o fogo com a estopa (responsabilidade política de Carlos Encarnação) e temos licenciamentos de obras a troco de dádivas para o clube.

Vem isto a propósito da sua última tirada: uma queixa na ERC contra o blogue O Sexo e a Cidade, onde habitualmente é referido como José Condenado Simões, que se registou como publicação periódica precisamente porque o dito cujo o impedia de aceder às actividades do clube reservadas à imprensa, coisa que nem a Câmara nem os tribunais fazem, baseando-se nesta espantosa argumentação: [Read more…]

Punchline, domínios *.pt liberalizados =

Oportunidades de negócio para vigarinhos, perdão, Punchline. Ainda chegam a Relvas, os meninos.

Pôr os cornos


A imponente espanhola de família francesa, a fidelíssima Rainha D. Mariana Vitória de Bourbon, terá rejubilado, ruidosamente fazendo roçagar em fru-frus, as sedas do seu vestido de Corte versalhesca. Pelos salões do Paço da Ribeira, marcava-se então o novo passo da ordem, distanciando-se este assim do pretérito reinado joanino, onde as Pompadours lusas se enclausuravam em conventos, embora dentro destas santas portas, trajassem tão bem ou ainda melhor que a agora viúva Rainha D. Maria Ana de Áustria, igualmente gozando as delícias do conforto dos móveis, diamantes e outros luxos que os Magnânimo fazia chegar de Paris. Para nem sequer mencionarmos as mulas carregadas de lembranças que a Petronilha levou, quando D. João nela fartamente se rebolou. Bem vistas as coisas, bem podiam os lisboetas dependurar cornos sobre as entradas das igrejas e conventos, pois a bem do zelo pelo natural e humaníssimo furor uterino dalgumas donzelas involuntariamente votadas à clausura, a Majestade não resistia em sorver os prazeres discricionária e platonicamente reservados ao Senhor mais alto, ou seja, o guloso usufruto do enxame de freiras e monjas que faziam abarrotar conventos dentro e fora de portas.

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Kunamis convenientes, kunamis inconvenientes

Usando e abusando da sugestão dos Gato Fedorento, tenho para mim, a convicção da existência de bem guardada fita métrica, destinada ao criterioso manuseamento por nada circunspectos avalistas de moral alheia. Quem não se lembra do banzé ao “estilo cancioneiro”, quando do caso da atarracada, grasnenta e claramente abacorada menina Lewinsky, nos seus húmidos encontros de “estagiária” – as putices têm sempre vários significados – de 1º grau com o péssimo gosto do Sr. presidente Clinton? Ouvimos de tudo, desde o estupor pela “intromissão na vida privada” do santarrão da Casa Branca, até aos obtusos repúdios quanto ao “aproveitamento dos media”, sempre prontos a alimentar a “coisificação” das mulheres. Coisificação, não era assim que eles diziam? Era. Mas a tal Ruby qualquer-coisa, é de facto muito superior ao tracanaz Mónica. De longe! Ainda por cima, tem-se mostrado mais digna que a tal “estagiária” washingtoniense, pois não se aproveitou da situação e nem sequer pensou em trazer a mãezinha à tv, para mostrar vestidos enodoados pelos entusiasmos fisiológicos do grande líder. Para cúmulo, até se atreveu a defender o galante ancião de serviço.
Dada a figura abarrilada da Lewinsky, claramente parecida com uma das personagens presentes em Las Niñas de Velázquez, como terá Clinton conseguido a proeza?

Quanto ao macarronesco Berlusconi, a coisa está feia. É vê-los, os alouçanados de Itália, enchendo avenidas aos gritos pela “moral e bons costumes”. As entrevistas são de ir às lágrimas e devem fazer as delícias de qualquer mulá de Abadan e dos seus correspondentes pró-Sr. Lefébvre. “Moral, dignidade, justiça, decência”, são as palavras mais comuns que se bradam via megafones, aliás bem enquadrados por cartazes com Vergogna!, Justiza!, etc, etc. Paradoxalmente, por aqui, os prosélitos das boas causas embarcaram de imediato no chinfrim e ei-los a cascar no velho “balsemista” local, consumidor de tintas capilares e de botoxes vários.

Sabemos como é. Tudo bem, desde que não se fale na “Casa Pi(l)a” e outros assuntos do estilo.

Hoje há blogofesta em Coimbra

O blogue O Sexo e a Cidade faz festas hoje, pelas 23 h,  no Rugby Club. Eu só não vou porque amanhã é dia de trabalho.

Em Coimbra, o Sexo e a Cidade

É um blogue anónimo, tão anónimo que no dia 30 promove um jantar público.

Jogando com as personagens da série televisiva, tem despido a cidade e largos arredores e muitas vezes em primeira mão lançado estórias que viram títulos de jornal.

Empenhado na campanha promocional de Coimbra elevada a Capital da Corrupção, reconhecimento que tarda mas que mais tarde ou mais cedo a pátria terá de aceitar, tem dias de melhor humor, outros de nem por isso. Numa cidade com dois diários e alguns semanários tenho-os trocado por esta leitura obrigatória.

Era evidente que ia começar esta Volta a Portugal em Blogues pela minha aldeia, e meus amigos, apresentado está O Sexo e a Cidade.

Faces

No 31 da Armada descobriram hoje uma explicação para o nome da operação Face Oculta, e comenta-se o facto de só agora a imprensa nacional o ter percebido.

No dia 2 de Novembro já tinha lido isto:

"O criativo que escolhe os nomes para as buscas policiais merece um Óscar. É preciso uma grande imaginação para ir roubar a designação da operação sucateira a uma conhecida casa de meninas da zona de Aveiro. Se a moda pega…"

onde também se pode ler isto:

"O jornalista [Rui Avelar]do Campeão das Províncias é o primeiro a destacar a referência ao Primeiro Ministro no âmbito do Face Oculta."

O Sexo e a Cidade é um excelente blogue de Coimbra, e este processo é muito Coimbra-Aveiro, o que há em pouca gente em Lisboa a dar por isso. Também ali li esta, com que remato o meu ataque de bairrismo agudo:

"COMÉDIA LOCAL

A maioria dos jornais nacionais tem publicado as notícias sobre os arguidos de Coimbra nas seccões de Economia e Justiça. Se eles tivessem uma pálida ideia da realidade local, teriam optado por colocar a informação nas páginas de saúde e lazer."

De resto, se mais não tenho aventado sobre o dito processo é por receio de ser interpretado pelos meus colegas como abusando de comentários sobre a minha aldeia num blogue nacional…