O furacão político disfarçado de tempestade

António Costa aproveitou a situação de dormência mediática do país, causada pela tempestade Leslie e pela respectiva cobertura televisiva pensada para as audiências, para anunciar a aprovação do Orçamento de Estado 2019, para tentar remediar o caso Tancos e para fazer uma profunda remodelação do seu governo.

É clara a aposta no tempo mediático para resolver assuntos que, noutra ocasião, atrairiam atenção e escrutínio sobre si mesmos. Há neste truque político um certo ar de fuga ao debate. Outros também o terem usado não o torna menos merecedor de repúdio.

Quanto às substituições, é de reparar nas que não foram feitas. O problemático Ministro da Educação manteve-se no cargo, o que demonstra que as trocas e baldrocas a acontecerem no ensino e na relação com os professores têm o aval do governo. E a Ministra da Justiça irá continuar o mesmo rumo da não resolução da situação endémica de uma justiça que não funciona.

(Em cima Esq./Dir). Ministro da Defesa Nacional João Gomes Cravinho, ministra da Sáude Marta Temido. ( Em baixo Esq./Dir) Ministra da Cultura, Graça Fonseca e ministro da Economia Pedro Siza Vieira [Imagem e legenda: SIC]

Paulinho, arrecua filho, arrecua

O anúncio à nação será esta tarde. Diz-se por aí que, a pedido de alguém, Portas recuará até colo da governação a sancionar por Cavaco.  O cargo, dizem, será de vice-primeiro ministro. A tomada de posse merece estreia de fato, camisa e gravata do Rosa & Teixeira.

Financiamento de risco!?

Um CDS é isto, ou seja é um seguro. A história que nos contam é que um seguro provocou a remodelação governamental? – Esta história está mal contada.

A única remodelação necessária

É a da política do ministro que não acerta uma.

E a Licença Parental, como vai ser?

Assunção Cristas está grávida!

Vamos ter uma remodelação no governo por causa da super-ministra?

Contos Proibidos: A remodelação do I Governo Constitucional

continuação daqui

«Os três grandes problemas do I Governo Constitucional seriam, em primeiro lugar, a ausência de apoio maioritário na Assembleia da República, que não foi procurado pela convicção de que Ramalho Eanes estaria sempre submetido à vontade do Partido Socialista e de que, à sua direita, ninguém se atreveria a assumir a responsabilidade pela queda do I Governo; em segundo lugar, a absoluta necessidade de encontrar meios financeiros internacionais que ajudassem Portugal a resolver os gravíssimos problemas resultantes do défice da sua balança de pagamentos e, finalmente, a preparação da candidatura à Comunidade Económica Europeia. Depois, existiam todas as questões inerentes às deficiências da equipa ministerial escolhida e a algumas das políticas que o Governo se propunha desenvolver.
É verdade que passados seis meses já todo o País estava farto do I Governo Constitucional. [Read more…]