Bombeiros a encher barragens

Não estavam a garantir o funcionamento da central hidroeléctrica da EDP, pois não?

Hoje Choveu em Couto de Cambeses

Concelho de Barcelos, num sítio antigo onde passa o comboio Braga-Porto desde 1875. Hoje choveu; não sei se agradeça as preces da senhora ministra Assunção Cristas.

Só lhes falta o vinagre

A ministra da agricultura e etceteras anunciou que

  1. os preços dos alimentos poderão aumentar por causa da seca e que
  2. haverá uma linha de crédito de 50 milhões para ajudar a vida dos porcos (nomeadamente, pelo apoio à pecuária, que privará os suínos da fome e da sede).

Em consequência, antevê-se que

  1. os hipermercados tenham uma desculpa para aumentar o preço dos bens alimentares, já que um representante dos agricultores afirmou que a tendência dos preços na produção é de baixa e que
  2. a banca agradeça mais esta oportunidade de negócio, desde que os agricultores já tenham conseguido pagar as últimas linhas de crédito criadas para tapar problemas anteriores.

A política portuguesa está, portanto, no momento linha de crédito, saído do baú das soluções recorrentes que nada resolvem. Já tivemos o momento aumento de impostos (repetição Sócrates 2005+etc.), o momento obras públicas é que nos salvam (repetição Sócrates Parque Escolar+Aeroporto Beja+autoestradas+etc.) e, claro, o momento nomeações não poderia faltar. Falta o arrogante azedume e o delírio do excedente orçamental para que ambos os governos se confundam. Ah!, sim, faltam as causas fracturantes. Ai, as causas fracturantes que entretiveram uma legislatura. O tempo dirá se também aí virão os momentos paixão educativadeslumbramento tecnológico e  ópramim tão verde tenham lá paciência com a factura da EDP.

De Um Homem Assim É Que Portugal Precisa

E Eu A Pensar Que Isto Se Resolvia Com Chuva

“Viver no interior é muito difícil”, constatou o líder do Partido Socialista em Bragança, pensando por certo que os Brigantinos o não sabiam. O senhor Seguro falou assim no início de uma semana de visitas aquelas zonas do país, com o objectivo de “ter um conhecimento mais aprofundado das regiões” e propiciar o que definiu como “um novo olhar”. Atitude que, enfatizou, “não passa por políticas de encerramento, extinção ou deslocação de serviços, colocando áreas tão importantes como a saúde ou a justiça distantes das pessoas”.

E eu a pensar que era com chuva que a seca se resolvia. Na verdade porque raio é que o senhor Primeiro Ministro não chama este senhor para Ministro da Agricultura. Faria melhor figura que a senhora que por lá anda que até tem fé que a chuva venha, mesmo sendo ela bem mais interessante que ele.
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Isto é uma seca mesmo quando chove…

Querem saber porque temos a economia e os empresários que temos ?

Quando há seca o agricultor perde tudo ou quase tudo e quando chove tambem. O Estado, poderia fazer uma conta-corrente, ajudava quando havia prejuízo e recebia quando o agricultor tivesse dinheiro.

As verbas atribuídas, ou melhor, envolvidas, pelo Estado num esquema destes, seriam uma gota de água comparadas com as que são envolvidas nos negócios de “casino” em que a Caixa Geral de Depósitos é perita!

No BPN foram lá metidos dois mil milhões, que grande parte nunca ninguem mais vê. No BPP, foram lá metidos mais uns quantos milhões (não se sabe quanto, pois falta saber a quanto montam os avales que o Estado deu aos outros bancos que meteram lá dinheiro), no BCP está para se saber que montante foi necessário para o Estado ter o controlo do banco privado, na Cimpor a massa que lá anda a sair e a entrar é toda da CGD…

O negócio destes grandes empresários é ir pedir dinheiro emprestado à CGD e depois paga “com o pêlo do mesmo cão”. Se a coisa der para o torto, fazem-se uns ajustamentos “finos”…

Agora choveu e o que se ouve é a EDP dizer que nada tem a ver com o facto dos postes terem caído ( a ideia, muito boa, é que a culpa do temporal é dos agricultores por cujas terras passam as linhas de alta tensão…) a EDP só paga se não houver temporal, isto é, não paga nunca!

Seguros privados para a seca e para o temporal não há, e se há, são de tal maneira caros que inviabiliza a agricultura e as pescas.

Os meus caros leitores sabem como apareceu a “letra comercial”? Um vendedor de alfaias agrícolas nos US percebeu que, quando os agricultores precisavam das alfaias não tinham dinheiro e quando tinham dinheiro não precisavam das alfaias. Já tinham vendido a produção do cereal! Então ele passou a colocar as alfaias no campo contra um papel assinado, e o agricultor usava-as quando precisava delas e pagava-lhe quando vendia a produção. Foi o factor mais importante no desenvolvimento da agricultura nos US!

Pois é, é tudo o ovo de Colombo, o problema é que cá, enquanto se ganhar dinheiro com o “casino ” ,ninguem está preocupado com a lavoura…