O Brasil é o novo Campeão do Mundo de FUTSAL

Está encerrado o Campeonato do Mundo de Futsal.

O Brasil venceu a Espanha por 3-2 na final. Um jogo intenso, onde as bolas paradas tiveram uma enorme importância – os 3 primeiros golos foram conseguidos desse modo.

O golo da vitória do Brasil foi obtido a 19 segundos do fim do prolongamento- para os brasileiros o destaque vai para o Neto, enquanto a comunicação social de Espanha se refere ao morrer na praia.

Foi um mundial sem grandes surpresas, onde Portugal poderia e deveria ter feito melhor – as meias-finais eram o momento certo para Portugal. Fica para a  próxima!

Mundial de Futsal – Final é entre o Brasil e a Espanha

Se conseguisse adivinhar assim os números do Euromilhões.

A Espanha venceu a Itália e o Brasil, de Falcão, bateu a Colômbia.

A final é para ver no Domingo de manhã.

Mundial de Futsal: chorei contigo Mágico

O Ricardinho não merecia.

A equipa não merecia, mas a incapacidade, em vantagem, de jogar 4 x 5, bem como o inverso (jogar 5 x 4 em desvantagem) não deixaram a nossa equipa de futsal ir mais longe.

Vou guardar na memória o jogo fantástico do melhor jogador do mundo, que marcou um golo que é de outro planeta. Veja os melhores momentos.

Nas meias-finais vamos ter um Espanha – Itália e um Brasil – Colômbia, pelo que, tudo indica, Brasil e Espanha irão discutir o título.

Campeonato Mundial de Futsal: Portugal – Itália

Portugal entra em campo daqui a meia hora (11h30) para os quartos-de-final do Campeonato do Mundo de Futsal. A história não está do nosso lado e a armada brasileira da equipa italiana é uma das mais fortes do mundo. É um jogo em que não dá para arriscar um prognóstico – mas a confiança no melhor do mundo é total!

Mas hoje não é um dia qualquer para o futsal – é, sem qualquer tipo de dúvida, o dia com mais jogos do outro mundo: além do Portugal – Itália, um Brasil – Argentina (a oito minutos do fim os brasileiros perdem por 2-0, mas já acertaram 4 bolas nos postes e o Falcão parece que vai jogar afinal parece que vamos ter prolongamento depois do empate a 2. Acabou o prolongamento e o Brasil ganhou 3-2) e um fabuloso Rússia-Espanha. Sobra um Colômbia – Ucrânia um pouco menos apelativo.

O jogo de Portugal passa no serviço público de televisão (RTP2), sendo que no site da Fifa podem também acompanhar todos os jogos.

Portugal-Itália nos quartos de final

Confirma-se! No Mundial de Futsal, a Itália é a vecchia senhora que se segue: 4ª feira de manhã.

Campeonato Mundial de Futsal: Portugal está apurado

A manhã deste Domingo foi, em Portugal, de sintonia com a tarde Tailandesa onde Portugal derrotou o Paraguai nos oitavos-de-final do Campeonato do Mundo de Futsal.

Um jogo em que Portugal foi muito superior aos sul americanos, que não são uma equipa qualquer – há bem pouco tempo tinham derrotado o Brasil.

Os dois primeiros golos apareceram ainda no primeira parte – no segundo tempo o Paraguai, a dez minutos do fim, passou a jogar com guarda-redes avançado e chegaram ao golo que nos “assustou” durante dois minutos. Ricardinho acabou com o jogo mesmo em cima do minuto 40.

Estamos entre as oitos melhores do mundo – segue-se o Egipto ou a Itália, com grande probabilidade do nosso próximo jogo ser contra os europeus: 4ª feira, dia 14, de manhã.

Depois da Itália teremos a Rússia ou a Espanha nas meias-finais e uma mais que previsível final com o Brasil, que tem um passeio até ao último jogo.

Campeonato do Mundo de Futsal: Portugal – Brasil

Aí está o jogo do tudo ou nada. Agora não há mais oportunidades: Portugal está neste momento (10h em Portugal, 17h na Tailândia) a entrar em campo para o último jogo da primeira fase.

No primeiro jogo uma vitória fácil contra a Líbia, depois um empate com o Japão , onde Portugal teve o jogo completamente na mão, mas…

Agora temos 4 pontos e o Japão também. Um ponto contra o Brasil é suficiente, tal como a vitória, claro.

Uma derrota contra o Brasil terá que nos levar a pegar na máquina de calcular, mas o apuramento continua possível.

E agora chegou a vez dos melhores do mundo – o Brasil.

O jogo passa na RTP, mas quem não está por casa, a transmissão web pode ser uma boa opção. Aliás, a FIFA, no seu site, está a transmitir os jogos todos.

Só tenho pena que o 2º melhor do mundo, Falcão, não jogue por estar lesionado-fica o aperitivo:

Actualização (11.39): Portugal perdeu 3-1 com o Brasil. Um mau resultado que só não foi péssimo porque o Japão só ganhou 4-2 à Líbia. Assim, Portugal fica apurado, com o Brasil, para a 2ª fase.

Campeonato do Mundo de Futsal: Portugal – Japão

Depois da vitória contra a Líbia, Portugal entra, agora mesmo, em campo contra o Japão. Nesta fase inicial da competição, Portugal tem ainda mais um jogo contra o Brasil, uma das duas melhores equipas do mundo – a outra é a Espanha. Assim, uma vitória no jogo de jogo significa o apuramento.

Ah! É verdade  – o serviço público de televisão está a transmitir o jogo (Canal 2).

Campeonato do Mundo de Futsal Tailândia 2012 começou

Começou o Campeonato do Mundo de Futsal, este ano na Tailândia.

E Portugal abre com a Líbia, jogo em que é favorito. Os jogam passam na RTP2 e o título é o sonho.

A Espanha e o Brasil são as equipas mais fortes e o Brasil é nosso adversário na 1ª fase (com a Líbia e o Japão).

Vamos a eles

De Bangkok

Bem ao contrário daquilo que se quis fazer crer, o golpe de Estado que anteontem chegou ao fim, tinha contornos muito mais escusos do que a eterna luta entre “ricos e pobres”. Financiado por um conglomerado capitaneado pelo bilionário Thaksin, o chamado movimento “red” constituiu uma frente de descontentes. Se existiam grupos que realmente pugnavam por mais reformas democráticas – aliás em acelerado curso pelo moderado governo de Abhisit -, outros tinham como principal móbil, a garantia dos seus direitos de cacicagem local. De facto, durante o consulado de Thaksin, procedeu-se a um extensivo plano de consolidação de um poder pessoal que encontrava ramificações nas elites empresariais provinciais. Paradoxalmente, contaram com a colaboração do ultra-minoritário e há muito amodorrado PC Tailandês, um braço maoísta local. Precisamente seria este reduzido grupo de uma grande solidez ideológica e capaz de organizar as milícias bem armadas e treinadas à maneira dos Vietcong, quem acabaria por ditar a evolução dos acontecimentos. O fim da ocupação da capital tailandesa, era nada mais, senão a queda do regime e a nepalização do país, na senda daquilo que a China e os seus aliados de Wall Street têm promovido por toda a região. É uma luta de interesses geoestratégicos, precisamente no momento em que tomado o Nepal, controlando o Laos, influenciando fortemente o Camboja e a Birmânia, falta à China o controlo da passagem entre o Índico e o Pacífico. Neste momento, está aberta a passagem para a Índia, controlando o exército chinês as alturas dos Himalaias as nascentes dos grandes rios que nascendo nessa cordilheira, desaguam no Golfo do Sião, no Pacífico ocidental e no Índico. Pequim pode utilizar a água como garrote imposto aos países seus vizinhos.

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Estranha aliança foice-cifrão


Para quem estiver interessado nos acontecimentos de Bangkok, recomenda-se a leitura do excelente artigo de opinião assinado por Kraisak Choonavan. Peça a peça, desmonta a engrenagem propagandística criteriosamente montada pela plutocracia thaksinista e pelos seus enigmáticos aliados operacionais de timbre retintamente maoísta. Choonavan torna assim perfeitamente irracional – ou pior ainda, suspeita -, uma certa cobertura dispensada pelos media e bureaus ocidentais ligados aos grandes interesses económicos.

“Thaksin’s government deployed populist policies to gain popularity among the people by giving them money to spend freely. In some cases, SDAO (Sub District Administration Organization) officers or heads of villages were aware of the need for accountability and opened special accounts for the villagers to invest in projects for the whole community. However, in most of the cases, the money was spent on non-sustainable issues, making people feel richer for a short while, but usually ending up further in debt.

Neither was Thaksin really interested in redistributing the wealth more fairly in Thailand. What Thaksin called “Asset Capitalization” is only a dead slogan. Genuine “Asset Capitalization” needs a systematic and concrete land tenure distribution policy because land is a basic component of production in the economic system. Thaksin’s government never launched such a policy. Instead, his family established SC Asset Corp. Of which the main policy was to consolidate and acquire large land plots. The company used Thaksin’s family preferences and the dominating power of policy-making to gain possession of large tracts of state land.”

Leia o artigo completo aqui, no The Nation.

Uma estória de brancos

 

Um diplomata estrangeiro deu-me a prova dessa revindicta. Ao aproximar-me dele, como sempre com o maior dos sorrisos, recusou-se apertar-me a mão dizendo "dont shake hands with a monarchist". Fiquei banzado mas fiz-lhe a vontade: nunca mais me verá à frente, tremendo orgulhoso que sou. Acresce que nada lhe devo e se alguém deve algo a alguém pedir-lhe-ia os livros que lhe fui emprestando ao longo dos tempos e que nunca teve a elementar educação de devolver à proveniência.

 

Nasci numa colónia e embora tenha vindo para Portugal Continental muito novo, sempre tive a plena consciência do pendor europeu para em tudo  e sobre todos ter uma lição a dar. Aos nativos africanos, a alvorada propiciada por um deus verdadeiro e as delícias do roçar do pano das calças, substituindo a nefanda tanga. Aos chineses, o necessário corte da trança ancestral, a europeização dos Chang Li que passam a ostentar o formidável Alfred  Hubert Li-Chang, convencendo-o simultaneamente a desfazer-se de lacas e charões, para usufruir plenamente do lixo Ikea e adjacentes. Enfim, é um tique que nos ficou de quinhentos anos de domínio pela graciosa mercê de colubrinas, cartas de corsário, razias "por bem", prazeirosos ópios e e assimilação do conceito de alargado concubinato em tempo de comissão. 

 

 

Este texto do Miguel, é elucidativo e sei perfeitamente a quem ele se refere, na pessoa da tal muito pouca diplomática figura. Embora não conheça o degustador de croquetes, a criatura faz decerto parte daquele exclusivo círculo de parasitas que de comenda ao peito e chauffeur na rua, gozam as delícias de uma embaixada num país solarengo, rico em gastronomias e outros fartos prazeres mundanos. Um sonho, apimentado por beldades ao alcance do lançar da rede do dinheiro fácil. E tanto mais estranha se torna a situação, quando sabemos que uma regra elementar da diplomacia internacional, consiste em manter os estritos preceitos da cortesia e boa educação que o supracitado indivíduo – de que país será? – não conhece. E mais ainda, referindo a "monarchist condition", balela vomitada num súbito ataque de aguda grosseria, pois se há coisas com que os tailandeses não transigem, é a falta de respeito para com a instituição real. Se o diplomata é de tal categoria, imagina-se então o calibre de quem o terá nomeado para esse cargo…

 

Os acontecimentos tailandeses denotam a persistente tentativa ocidental de tudo pretender formatar à medida dos interesses daquilo a que em Lourenço Marques designávamos de "cães grandes", ou seja, os que querem, mandam e podem, sem que para isso, haja uma razão que minimamente roce a racionalidade explicativa do privilégio.  A chamada União Europeia, mostrengo sem qualquer interesse que apele ao idealismo dos seus fundadores do pós-guerra, é o exemplo perfeito. Estrutura prepotente, absurda na sua sanha  de conquista de um sonhadolebensraum – que perdeu nas antigas colónias -, estabelece limites, calibra consciências e imita exactamente os chineses de outrora, que ao enfaixar os pés das garotinhas, satisfaziam um muito discutível  conceito estético, sem que o sofrimento alheio lhes causasse a mínima perturbação. Eles o querem e assim terá de ser, para poderem continuar a repartir lugares cativos, altissonantes nomes de departamentos vazios de conteúdo ou acção e o benefício da impunidade que otem que ser  obriga.

 

Mesmo na "Europa" – já agora um termo-conceito  que detesto visceralmente, pois português sou e português morrerei – , a pesporrência dos ditadores  mangas-de-alpaca que pontificam em Bruxelas e na germânica Estrasburgo, impõe ciclicamente a conveniente repetição de referendos intramuros e a Dinamarca já foi vítima desse tipo de chantagem de contornos tão mais escabrosos, porque se baseia sempre na ameaça da rendição forçada pela fome e prometida pobreza dos visados. Segui-se-á brevemente a verde e brava Irlanda. Para as sanguessugas que hoje nos surgem tão claramente nos irisdiscentes ecrãs televisivos dos noticiários das oito da noite, os desejos do clã devem ser lei geral para os comuns mortais, habilmente disfarçados aqueles, com generosas tiradas  acerca dos "caminhos do progresso", das "igualdades de direitos", ou a risível pseudo-cidadania que lhes convém. Após uma farta almoçarada debitada nas despesas de representação do organismo ou empresa que mensalmente lhes recheia os bolsos, lá discutirão entre um on the rocks e uma falhada tacada de golfe, os vai-vém dos activos e passivos on-line dos subprime e dos shares, o melhor local onde guardar os virtuais números propiciados por uma golpada além mar, ou a mais refinada branca à venda pelo fornecedor do costume que por acaso, até é colega no desporto de eleição. E chega esta gente à chefia de Estados!

 

Nós, os brancos*, parece termos um código genético particular, que num dado momento no tempo, despoleta um rol de cataclismos que como numa erupção vulcânica, incendeia, destrói e cobre de magma, comunidades outrora pacatas, felizes dos seus usos, costumes e tradições. A nossa brutal indiferença europeia a um bom dia, a um sorriso à entrada de uma loja, ao desaparecido acto de cortesia de deixar alguém passar, arrasa a reputação dos antigos conquistadores de liberdades e de mundos, amesquinhando-nos à condição
d
e directos descendentes dos homens das cavernas que ainda há pouco ocupavam esta minguada península da Ásia, que a vaidade dos seus habitantes atreve a chamar "continente".

 

Liquidámos os índios na América do Norte e na sua congénere do Sul, reduzimos aquela gente à condição de ilotas que assistem sem esperança, a uma sucessão de regimes onde pontificam idiotas, criminosos de delito comum, coristas alçadas à condição de santas e vigaristas de toda a ordem e feitios. Na Ásia, quisemos "democratizar" a Índia, mantendo-lhe o sistema de castas – honra seja feita à excepção lusa nos territórios que administrou -, sugando-lhe a outrora pujante força pré-industrial que nos inundou de luxos durante séculos, ao mesmo tempo  que desenhávamos as fronteiras conflituosas que hoje ameaçam o mundo com a tragédia nuclear. Na Indochina, a estúpida e republicana França dos Iluminados, liquefez o ancestral substrato em que harmoniosamente assentavam as populações que desgraçadamente caíram sob o domínio da força das suas canhoneiras e o resultado oferecido pelo Vietname, pelo Laos ou Camboja, são afinal, o completo desmentido de uma certa ideia das luzes que afinal jamais existiu. Por onde passaram, deixaram a fome, a guerra e uma devastação jamais vista nas suas milenares sociedades e História. Na China, foi o que sabemos: durante mais de um século tudo tentámos para liquidar um império ancestral, inventando lendas e estorietas de cordel e afinal, acabámos por conseguir condescender com um regime espúrio de doutrina alemã que chacinou mais de um cento de milhões e que hoje qual vaga de tsunami, ameaça arrasar-nos com uma inundação de produtos industriais que enviam os europeus e americanos para o desemprego maciço. Para não mencionar detalhadamente os crimes que os portadores do "facho da cultura ocidental" cometeram durante a investida aos monumentais centros históricos chineses, esmagando porcelanas, reduzindo a pó preciosidades de jade, queimando ancestrais edifícios de rendilhada teca e profanando o trono imperial com o sujo traseiro do parisiense diplomata de serviço.

 

Porque ameaçava a nossa periclitante e já ultrapassada supremacia, fizemos cair o Xá. Encolhemos os ombros perante o massacre inútil de milhões de japoneses em 1945. A propósito do Iraque, houve quem batesse as palmas em louvor do massacre do adolescente Faiçal II, substituído por uma progressista cáfila de bandidos a soldo dos armeiros de Moscovo, Paris, Washington e Londres. Na China, fechámos os olhos à mortífera aplicação da assassina ideologia europeia que engendrou o maoísmo. E podíamos continuar noite adentro, indefinidamente, tal é  a lista de imundícies a apontar.

 

Agora, parece ser a vez da Tailândia, o único país da região que jamais foi colónia europeia. Um país onde os brancos foram populares e tratados como iguais, sem os constrangimentos impostos pelos complexos de inferioridade herdados da colonização.  Os brancos querem impor ao povo, as mesmas cinzentas, feias e desprezíveis criaturas que na sua versão ocidental, vemos todos os dias desfilar em páginas e páginas de roubos, escândalos, manipulações e vigarices de toda a ordem. O senhor Thaksin tem os seus irmãos de sangue em Paris, Washington, Londres, Madrid e até nesta Lisboa em que vivemos. Como eles, controla bancos, televisões e "centros de aplicações financeiras", nome etéreo para antros de falcatruas. Liquida inimigos, tem as mãos medonhamente sujas. É farinha do mesmo saco, ou vinho da mesma pipa.

 

Ah, como às vezes compreendo a revolta dos boxers!