Elites e ditadores: as notícias sobre Moscovo também eram exageradas, não eram?

É natural que as elites de uma ditadura não lhe sintam o peso da mão. Nenhum ditador governa sozinho. E isto é evidente em pessoas ou grupos tão distintos como a velha aristocracia que transitou do Estado Novo para a democracia, no branqueamento de Putin por Gerhard Schroder ou na relação de amizade de Dennis Rodman com Kim Jong-un.

Não admira, portanto, que o mesmo aconteça hoje com o Qatar. Seja por parte de emigrantes portugueses com uma posição privilegiada no país, por trabalharem em empresas com peso e importância na economia qatari, muitos dos quais minimizam o que lá se passa por medo de represálias, seja por parte de quem por estes dias viaja para Doha para assistir a uma partida do Mundial.

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Hangin’ out in Doha

Costa está doente, coitado, e não pôde ir ao Qatar, torrar uns milhares do dinheiro que não temos, em despesas de representação sem qualquer tipo de utilidade, como de resto o demonstram as democracias mais sólidas, pouco interessadas em enviar governantes para as bancadas do Mundial. Foi Ana Catarina Mendes na sua vez, fazer coisa nenhuma.

Triste país, roto e remediado, refém da nulidade.

Uma (dupla) lição para a selecção nacional

O que se passou ontem no Grupo E do Mundial foi sensacional. Antes da competição, poucos duvidavam que seriam a Espanha e a Alemanha a passar. A única dúvida era qual das duas passaria em primeiro. Hoje, chegaram a estar as duas eliminadas, mas a Espanha lá se safou, apesar da derrota contra o Japão-sensação. E que isto sirva de lição para a selecção (efectivamente, a selecção) nacional. Uma dupla lição: para não subestimar adversários teoricamente inferiores e para não se encolher perante os gigantes. Porque os gigantes também caem e ontem caíram dois. Se Portugal jogar tanto quanto sabe, com humildade e determinação, o caneco pode mesmo vir cá parar.

O Mundial do Qatar, segundo John Oliver

Acho que ficou bem resumido.

O último Mundial do Ronaldo… e de 6500 trabalhadores!

Amanhã, parece que começa o Mundial de Portugal. Muitos já o chamam de Mundial da vergonha, mas não é o suficiente para deixarmos de seguir com a mesma intensidade os heróis nacionais que se irão sacrificar pela nossa pátria. Os direitos humanos são inalienáveis, menos quando se trata de bola, porque o desporto irá unir toda a gente. O Qatar, neste momento, é aquele homem que bate na mulher e depois pensa que resolve tudo com umas flores. Neste caso, as flores são o futebol.

 

Entendo que para o Ocidente este Mundial seja uma vergonha e tal, mas agora esqueçamos isso. Quem não deve esquecer são as famílias dos trabalhadores que faleceram em condições terríveis, aqueles que não podem assumir a sua identidade no Qatar, aqueles que vêem as suas liberdades individuais aniquiladas. No entanto, o Ocidente perde cada vez mais a moral para criticar estes regimes totalitários. A cada oportunidade de ver dinheiro à frente, o Ocidente coloca as tretas dos direitos humanos de parte e verga-se perante os cifrões que lhes são colocados no papel. Perdemos constantemente os valores a troco de preços. A culpa disto já não é do regime assassino do Qatar, é de quem se aceita corromper por tão pouco.

 

Mas esqueçamos isso. Esqueçamos isso, porque sabemos que, em princípio, nunca será um dos nossos ou próximo a sofrer o que esses migrantes sofreram. Esqueçamos isso, porque vivemos neste canto à beira-mar plantado que até é bem sossegado. Esqueçamos isso, porque sim, trabalhadores a falecer é chato, mas agora a preocupação é se o Danilo joga a central. Esqueçamos isso, porque ter um estádio em cima de um cemitério pode não ser agradável, mas já imaginaram se o Félix marca um golo mesmo ao ângulo naquela baliza? Esqueçamos isso, porque é o último Mundial do Ronaldo… O pior é que também foi o último de 6500 trabalhadores.

Nunca nos esqueçamos.

Que grandes ovários!

Entretanto, no Qatar, a jornalista e antiga futebolista Alex Scott explica ao mundo porque razão as mulheres são o sexo fraco, com a mesma braçadeira arco-íris que os jogadores europeus tiveram medo de usar enfiada no braço. Isto de as mulheres fazerem mais barulho que os homens na luta pelos direitos humanos no Médio Oriente está a tornar-se um caso sério. Acho que devíamos pensar seriamente na possibilidade de substituir a expressão que evidencia coragem “que grandes tomates” por “que grandes ovários”.

O Mundial do Qatar, o lobista Sarkozy e as armas que al Thani lhe comprou

O Qatar garantiu a organização do Mundial em 2010. Na altura, Nicolas Sarkozy era presidente de França e lobista do violento regime Qatari. A UEFA, fundamental na escolha do Qatar, era liderada por Platini. E Platini foi um dos convidados para uma célebre reunião na residência oficial de Sarkozy, juntamente com o Vladimir do Qatar, Tamim bin Hamad al Thani. A reunião terminou com duas certezas: que o Mundial de 2022 seria no Qatar e que o Qatar encomendaria 14 mil milhões de dólares à indústria francesa do armamento. Pelo caminho, com os trocos que sobraram, ainda compraram o PSG.

Ainda bem que estas coisas não passam na televisão. É um aborrecimento, ter que levar com a realidade, quando há tanto futebol para ver.

Não, senhor presidente. Não esqueceremos

Marcelo Rebelo de Sousa fez hoje uma declaração lamentável, indigna de um presidente de uma democracia liberal, a propósito das constantes violações de direitos humanos no Qatar, que reconheceu, para de seguida afirmar “esqueçamos isso”.

A gravidade desta normalização segue um padrão. E não se resume a Marcelo, ou a Portugal, abrangendo todos os ditos moderados que governam as democracias liberais. E é mais corrosivo para a democracia que mil populistas.

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O Ronaldo é o maior, mas…

O Ronaldo é o maior.

Não é maior que o Salgueiro Maia, nem que o Aristides, ou sequer que o Eça, mas é, à sua maneira e no seu tempo, o maior.

Ser o maior não implica ser perfeito. D. Afonso Henriques, que foi o maior, bateu na mãe. Humberto Delgado, que também chegou a ser o maior, e morreu por isso, começou por ser um apoiante do regime fascista. Todos têm os seus esqueletos no armário. Até os maiores.

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O Mundial do Qatar e a FIFA vergada ao totalitarismo

O Mundial do Qatar é uma abominação. Pelos motivos que já todos sabemos. Também sabemos que a FIFA é cúmplice da barbárie, mas não sei se estava a contar com este nível de lambecusismo. Ou se calhar até estava. Afinal, foi graças a ela que tudo isto foi possível.

Na mensagem proibida, que tanto incomodou a FIFA, podia ler-se “Direitos humanos para todos”. Para uma organização que afirma ter como valores absolutos a transparência, a responsabilidade, a integridade, a solidariedade, a coragem, a justiça e – preparem-se – a democracia, acho que fica dito tudo o que há para dizer sobre a consistência da espinha dorsal da FIFA.

Doha a quem doer, 1-0 para os adeptos do Braga!

Depois de um trocadilho barato com a capital do Qatar, vamos a coisas mais sérias e mais caras. Não por podermos falar de preços absurdos, mas por custarem vidas humanas e não só.

Na semana passada, foi sabido que a Qatar Sports Investements, proprietária do Paris Saint-Germain, adquiriu 21,67% da SAD do SC Braga. Anteriormente, estes mesmos 21,67% eram adquiridos pela Olivedesportos. Felizmente, a SAD do SC Braga viu-se livre dessa gente da Sport TV que não interessa para nada. Fazem com que jogos sejam marcados para horas indecentes, controlam os direitos televisivos e isso parece tudo muito obsceno. É muito melhor ter participação da Qatar Sports Investements, que é subsidiada pelo Estado qatari, chegando mesmo a ser considerada propriedade do Ministério das Finanças do Qatar. E como sabemos, o Qatar é um exemplo de país no que diz respeito a direitos humanos. Estamos a falar de um país que criminaliza orientações sexuais, que não permite pessoas andarem vestidas como querem, que não respeita outras crenças… Mas isto do futebol une as pessoas e como o Mundial é lá, de certeza que tiveram bom senso. Certo? Errado. Recorreram a trabalho escravo que já custou a vida de milhares de pessoas para se prepararem para o Mundial. Entre dezenas de federações e uma FIFA que prontamente expulsou a Rússia de todas as competições, ninguém se levanta perante isto. Todos sabemos que quando se fala de democracia, o Qatar mete a Rússia num bolso. Hipocrisia por parte da FIFA e afins? Não, que ideia. [Read more…]

O Equilíbrio do Terror #7 – Putin, o Mundial do Qatar e o erro de insistir no erro

Insistimos nestas figuras. Em 2018, era vê-los a todos nos camarotes do Mundial da Rússia, poucos meses após o envenenamento de Sergei Skripal. Penso que os britânicos foram os únicos a não comparecer. Agora, queremos excluir um tirano de um Mundial de futebol, que terá lugar numa monarquia absoluta, governada por outro tirano.

Um Mundial de futebol que, não tendo ainda começado, está marcado pela corrupção e por violações de direitos humanos de milhares de trabalhadores dos estádios, acessos e outras infraestruturas construídas para o efeito.

Um Mundial de futebol que nenhuma selecção de nenhuma democracia teve a coragem de boicotar, apesar das centenas de trabalhadores semi-escravos que morreram para o levantar. Apesar da natureza totalitária do regime Qatari.

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Filipa Martins, a atleta que Marcelo não parabenizou

Marcelo não condecorou Filipa Martins, a atleta portuguesa que alcancou os melhores resultados de sempre num Mundial de ginástica artística. Nem os parabéns lhe deu. Estava muito ocupado a imiscuir-se na vida interna do PSD e a interferir nas negociações do OE22. Não dá para tudo. E, de facto, como a Filipa afirma, e bem, a ginástica artística não tem bola. Nem a senhora se chama Ronaldo. Ou Cristina Ferreira. Ou qualquer outra vedeta televisiva a quem Marcelo ocasionalmente liga, em directo, para parabenizar um nada qualquer.

Como viciar um jogo de futebol do mundial – manual de instruções

Podem-se comprar jogadores mas o mais fácil é corromper o árbitro e os seus assistentes, lê-se na reportagem resultante de uma investigação do The Telegraph e do Channel 4. Mas quem o diz é Christopher Forsythe, o facilitador do negócio, natural do Gana. Sim, essa equipa à qual só por milagre (financeiro, ao que parece) iremos ganhar por meia dúzia de golos.

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É uma questão de tempo

A equipa portuguesa deixou de jogar 5 minutos depois do jogo ter começado.

Há um je ne sais quoi de Bento em Deschamps

E vice-versa!

Ambos foram médios. Raçudos e bons. E carregadinhos de mau feitio. Paulo e Didier, que até iam mudando de penteado com a idade, foram internacionais enquanto jogadores, nunca se lhes apontou grandes sequelas que a inteligência lhes tivesse outorgado, mas sempre foram considerados, por quem com eles viveu no campo e fora dele, pessoas honestas, de dar o litro. Havia até quem os considerasse frontais, até houve quem vendesse a imagem de que eram solidários, ao ponto de darem tudo pelo semelhante, desde logo a figura do jogador de futebol. Eram uma espécie de sindicalistas, defensores da classe. O que me parece uma extrapolação perversa, mas não sei.

Agora, o que ressaltou ultimamente é que ambos têm ódios de estimação, defendem-se bem dentro de uma clique de “amigos”, mas o grupo não pode nem ser grande nem prolixo, e, quanto menos egos, melhor. [Read more…]

O mundial da bola em indirectas

deve ser acompanhado numa paneleirice ainda por cima com título em americano, aqui. Lamento este link, mas joga o maradona, prontos.

Portugal-Itália nos quartos de final

Confirma-se! No Mundial de Futsal, a Itália é a vecchia senhora que se segue: 4ª feira de manhã.

Campeonato do Mundo de Futsal: Portugal – Brasil

Aí está o jogo do tudo ou nada. Agora não há mais oportunidades: Portugal está neste momento (10h em Portugal, 17h na Tailândia) a entrar em campo para o último jogo da primeira fase.

No primeiro jogo uma vitória fácil contra a Líbia, depois um empate com o Japão , onde Portugal teve o jogo completamente na mão, mas…

Agora temos 4 pontos e o Japão também. Um ponto contra o Brasil é suficiente, tal como a vitória, claro.

Uma derrota contra o Brasil terá que nos levar a pegar na máquina de calcular, mas o apuramento continua possível.

E agora chegou a vez dos melhores do mundo – o Brasil.

O jogo passa na RTP, mas quem não está por casa, a transmissão web pode ser uma boa opção. Aliás, a FIFA, no seu site, está a transmitir os jogos todos.

Só tenho pena que o 2º melhor do mundo, Falcão, não jogue por estar lesionado-fica o aperitivo:

Actualização (11.39): Portugal perdeu 3-1 com o Brasil. Um mau resultado que só não foi péssimo porque o Japão só ganhou 4-2 à Líbia. Assim, Portugal fica apurado, com o Brasil, para a 2ª fase.

Veja o código de barras, compre produtos portugueses

A seleção portuguesa de futebol, esta de sub20 que acaba de suceder à primeira geração que vendeu bem, a dita d’oiro, demonstra como nem o nosso capitalismo de topo, o dos mercados de técnicos especializados no esférico rolando sobre a relva, confia no que produzimos. Vejam onde andam os jogadores no Maisfutebol e façam as contas.

Isto avisado do que vamos ouvir, mesmo que ganhemos a final, sobre um coletivo que não tem estrelas, rebibaunhau pardais ao ninho, e como me apetecia agora googlar para aqui todos os diagnósticos garantindo que não passávamos a fase de grupos.

Mais uma prova de que só com os trabalhadores e esquecendo as elites, ocupadas em mandar pelo menos 9 milhões de euros por dia para offshores, se pode vencer a crise.

Espanha no topo do desporto e o resto são vitórias

A vitória da Espanha no Mundial, além de justa, é fruto da grande aposta do país no desporto.

Nos últimos anos ganhou diversos títulos europeus e mundiais, colectivos e individuais. E em várias modalidades. Futebol, basquetebol, andebol, hóquei em patins, ténis, Fórmula 1, motociclismo,…

Isto não acontece por acaso. É fruto de um longo trabalho de base, de enorme aposta na formação. Acontece aqui ao lado. Deveríamos aprender com eles mas temos uma grande incapacidade para perceber estas coisas.

Cristiano Ronaldo maior do que Portugal?


«Enquanto eu estiver à frente da selecção, se o tamanho da camisola for pequeno demais para algum corpo, não precisa de estar aqui.» – algum dia Carlos Queirós haveria de dizer alguma coisa acertada…

Agora se percebe por que razão determinados jogadores são chamados à Selecção

«Vocês [jornalistas] não sabem o número de vezes que eu chamo deteminados jogadores ao meu quarto.», Carlos Queirós, em conferência de imprensa após o jogo com a Espanha.

FutAventar – como o destino…

A equipa portuguesa na primeira vez que jogou com uma selecção do seu nível e ambas tinham que ganhar, perdeu! Tão simples quanto isto!

O defesa direito era um defesa central adaptado, a vigiar o melhor avançado espanhol? O médio mais recuado não jogava há seis meses , tinha sessenta minutos nas pernas, não tinha rotina nem ritmo? O melhor do mundo não jogou nada? O avançado centro foi substituído por um jovem que corre muito mas não acerta na baliza? O médio ala não se viu? O “10” que sabe inventar espaços não jogou por se ter zangado com o treinador?

Pois foi por essas razões todas, eles são melhores, jogaram melhor, se não fosse o guarda redes, tínhamos levado três ou quatro, que nem espinhas, o resto é mau perder ou não saber ver a bola. O Professor falha no banco, não tem a pontinha de sorte, ou a centelha que leva uns a ganhar e outros a perder? Mais uma razão para não termos passado da fasquia que é a nossa. Oitavos de final, já viram se em vez da Espanha é o Chile podíamos estar nos quartos de final?

Sem ler nem escrever! Agora o melhor é arranjar uma equipa favorita e continuar a ver e a divertir!

Só para quem gosta!

Portugal – Brasil : jogo de empatas

Não serve para nada, ou antes, serve para empatar, que é o resultado melhor para ambos, isto sem broncas pelo meio porque o melhor resultado mesmo, para o Brasil era perder, encontraria o Chile ou a Suiça nos oitavos de final, as equipas mais fracas. Assim, para Portugal só interessa o empate, por uma questão de orgulho porque mesmo perdendo a Costa do Marfim não dá oito à Coreia.

É a oportunidade de fazer descansar jogadores, o Ronaldo, o Raul, o Coentrão , o Ricardo Carvalho e o Pedro Mendes e, já agora, perceber o que foi Pepe fazer à África do Sul. Não só pelo Pepe mas tambem pelo Nani!

Com a Suiça ou o Chile temos muitas hipóteses de chegar aos quartos de final, somos melhor equipa, e menos desgastados. Depois teoricamente poderemos encontrar a Argentina, o Brasil ou a Holanda melhores equipas do que nós.

A Alemanha é a pior de todas estas equipas e a seguir a Inglaterra o que dá alguma margem para Portugal, são equipas do nosso  nível podemos ganhar o que nos levaria à final com o Brasil  a Argentina ou a Holanda e, na final, é o que vier, tudo pode acontecer. Podemos ganhar o campeonato com :

Empate com a Costa do Marfim, equipa do meio da tabela; vitória sobre a Coreira uma das equipas do fim da tabela; vitória sobre a Suiça ou Chile, equipas do meio da tabela; Inglaterra ou Alemanha equipas numa forma muito distante a que nos habituaram  e, verdadeiramente, com um só jogo em que o adversário é superior. E a  final com o Brasil  a Argentina ou a Holanda!

Isto mostra bem que estes campeonatos são máquinas de fazer muito dinheiro e dizem muito pouco quanto à capacidade desportiva das equipas. Em 2004 a Grécia sagrou-se campeã europeia com uma das mais fracas equipas da competição.

Genial:

Um grande momento, mais um, do 31 da Sarrafada:

CHILE e PORTUGAL, MUNDIAL DE 2010!

selecção mundial 2010 e a História que permitiu a sua realidade

 Elenco: Claudio Bravo Goleiro, Real Sociedad; Miguel Pinto Goleiro, Universidad de Chile; Ismael Fuentes Zagueiro, Universidad Católica; Waldo Ponce Zagueiro Vélez Sársfield ; Arturo Vidal Zagueiro Bayern Leverkusen; Gary Medel Zagueiro, Boca Juniors; Gonzalo Jara Zagueiro, West Bromwich Albino; Osvaldo González Zagueiro, Universidad de Chile ; Mauricio Isla Zagueiro Udinese ; Roberto Cereceda, Meio Campo, Colo-Colo; Rodrigo Millar, Meio Campo, Colo-Colo; Claudio Maldonado, Meio Campo, Flamengo; Gonzalo Fierro, Meio Campo, Flamengo;Jorge Valdivia, Meio Campo,  Al Ain; Rodrigo Tello, Meio Campo, Besiktas; Manuel Iturra, Meio Campo, Universidad de Chile; Carlos Carmona, Meio Campo, Reggina; Matías Fernández, Meio Campo, Sporting; Alexis Sánchez, Atacante, Udinese; Humberto Suazo, Atacante, Monterrey; Esteban Paredes, Atacante, Colo-Colo; Héctor Mancilla, Atacante, Toluca; Jean Beausejour, Atacante, América.

…para Sérgio Aurélio da PCmedic que me ajudou com as imagens…

…e Fernando Pessoa que colaborou com ideias…

Viva a Selecção Portuguesa do Mundial de 2010, que hoje goleou sem respeito nem  piedade e se nenhum dó, a selecção da Korea do Norte, que correu imenso para salvar a sua honra, e o impiedosos, descobridores do mundo como se pensam, esquecem que há países que  não podem ser atacados de forma vil, como foi no Japão, nos anos 500 do Século I, ou os Indianos, anos mais tarde. Nem se lembraram que havia Estados livres na África, e a atacaram, como à Korea. Coitados de nós, os denominados países do Terceiro Mundo, olhados pelos Senhores da Europa, com imensa tristeza. Não é em vão que no meu texto sobre o auto exiliado Saramago, que foi maltratado no Portugal que amava e que nem a nossa Soberania louvou ao nosso poeta por estupidezes, não em vão, digo: silêncio, o poeta descansa para escrever o seu próximo texto que nos deve enviar a todo minuto desde a casa de Pessoa ou dos Bicos. Portugal tem esse terrível defeito, de gritar, festejar, beber até o alcoolismo, quando são outros os que fazem o trabalho. Antes, guardam silêncio pela sua inata insegurança que levara ao Zé a nem ter honras fúnebres no seu enterro.

É assim também que pensam dos coitados sul-americanos, que nem se importam em proferir a notícia que a seguir ao jogo de hoje às 12.30, havia um Chile a combater pela sua mais valia, lucro de honra e ser aceite como os portugueses têm a manha de se aceitarem a si próprios como os melhores. Ai! do que não será se vencer o Mundial! Ai! do que será se o não o conquistar! Se vencer, duvido, não termos  festa de meses completos; se perder, rápidas desculpas sobre de quem é a falta, porque nunca assumem as suas  próprias derrotas.

Sou hispano,anglo, chileno e luso, mas doí-me este comportamento pouco arrogante do meu povo descobridor de outros.

Será o Chile assim?

Não é comigo, hoje, falar dos jogadores da Selecção do Chile do Campeonato Mundial de Futebol de 2010. Os comentaristas, as notícias, os jornais comentam, analisam, sabem do que tratam. Apenas queria dizer que vi o desempenho da selecção e como a nossa anterior Presidenta da República, Michelle Bachelet,

Antiga Presidenta do Chile, filha do socialista General Bachelet, torturados juntos

 estava presente, prestigiando, com a sua linda presença de Senhora, o desempenho elegante, a forma de atacar e o golo marcado à República das Honduras – país da América Central, com Tegucigalpa, como capital é limitado a norte pelo Golfo das Honduras, a norte e a leste pelo Mar das Caraíbas (por onde possui fronteira marítima com o território colombiano de San Andrés e Providencia), a sul pela Nicarágua, pelo Golfo de Fonseca e por El Salvador e a oeste pela Guatemala.

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Parabenizar quem o merece

É tempo de reconhecer que o jogo com a Costa de Marfim tinha uma dificuldade acrescida: do outro lado estava um treinador que conhece bem Portugal e soube contratar o melhor que havia para tramar Carlos Queiroz.

Empatar, nestas condições, foi mesmo o resultado possível.

Só espero que a Vossa Senhora de Scolari não esteja a aconselhar os coreanos.

O Brasil não passa… 1×2 aqui no aventar!

https://i0.wp.com/mundial.4linhas.com/imagem/060701212655.jpg?resize=400%2C336Esta equipa não me entusiasmou nada! O Brasil não é, nem de perto nem de longe, o grande Brasil. Tem uma defesa onde  joga um grande jogador – Maicon – os outros são jogadores de craveira média, dois médios muito lentos e um ataque com Robinho e pouco mais!

O Káká está longe da forma não liga a equipa. Fica aqui a aposta para quem quiser, deixe o seu vatícinio. Para mim é: Portugal, Costa do Marfim, Brasil, Coreia!

E a sua?

Este é um país adiado

portugal-bandeira

Este é o país onde um deputado ‘toma posse’ de gravadores de jornalistas mas, 50 dias depois, nada ainda lhe aconteceu.

Este é o país cujos governantes aumentam impostos por ficarem surpreendidos – em permanência – com o que acontece no mundo, mesmo depois de terem sido alertados por dezenas de especialistas em economia.

Este é o país que não obriga os alunos a estudar, preferindo transita-los de ano como medida de ‘incentivo’.

Este é o país que mascara estatísticas de desemprego ou de criminalidade por ‘erros‘ ou para ‘corrigir’ as fórmulas.

Este é o país onde um governo quer aplicar impostos de forma retroactiva.

Este é o país de um governo que aumenta impostos mas continua a querer gastar milhões no TGV.

Este é o país de um governo que constrói uma auto-estrada (A29) em cima de uma estrada nacional (EN 107) e depois quer cobrar pela sua utilização.

Este é o país de líderes de oposição tão patriotas que preferem gerir os seus calendários políticos em função das conveniências pessoais e não das necessidades da população.

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