A arte como solução contra a epidemia de plástico no oceano e nas praias portuguesas

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Apresento-vos Goby, The Fish. Trata-se de um escultura feita de arame e malha de ferro ou aço, a fonte não é esclarecedora, instalada numa praia não faço ideia onde, algo que de resto é complemente irrelevante para o caso, onde se pode ler: “Goby loves plastic, please feed him”.

Esta foi a solução que as autoridades locais encontraram para substituir os velhos contentores. E o sucesso foi imediato, principalmente entre as crianças. Todas querem alimentar o Goby! E quanto mais se alimenta o Goby, menos plástico fica no areal das praias. Menos plástico chega ao oceano, que, neste ritmo, poderá em 2050 ter mais plástico do que peixes. [Read more…]

A praia de Mangualde não é para parolos

A prática de ir a banhos, marítimos, começou nos arredores de Lisboa e ao longo do século passado foi-se espalhando pela nossa defunta faixa costeira. A genial ideia de fazer da areia uma churrasqueira de pele humana, entremeada com uns mergulhos no pobre Atlântico, é responsável pela maior atentado ecológico e paisagístico da nossa história. Onde havia dunas, areais, paisagem, hoje temos apartamentos, bares e consumidores compulsivos de protector solar.

Como todos os que amam o Mar, odeio as praias, tal como estão desde a década de 70. Ainda me recordo delas, local de trabalho dos pescadores da arte da xávega, da praia sem toldos, chapéus e outras barracas, mas já recordo pouco. [Read more…]

As pontes são boas pr'a todos!

Os hotéis estão cheios no Algarve, as praias da Linha e da Costa não aguentam mais ninguem, a cidade está vazia de pessoas e carros. É o que se chama o paraíso!

Crise, que crise? Aumentam os impostos, as famílias estão superendividadas, vamos todos viver pior, 40% dos portugueses vivem na dependência do estado, o desemprego está nos 10,8%, o rendimento mínimo e os subsídios são uma miséria, mas o que é certo é que os hotéis e as praias estão cheios.

Gasta-se gasolina, carro, alimentação, dormidas e há sempre uns trocos a que não se pode fugir mas a vida é para quem sabe dar a volta por cima. “Eles ” vão tratar disto, vais ver que vem massa lá de fora, achas que os camones dos alemães deixam cair isto? e então o sol e o inverno sem neve que os gajos vêm para cá apanhar? E a cerveja? E o vinho? Pá, não te apoquentes que há sempre algum…

E o pessoal que fica cá dentro, na cidade, está tambem de férias, restaurantes meio cheios, ruas desertas, passeios sem carros, esplanadas magníficas só para uns quantos felizardos, até o Museu de Arte Antiga estava só com uns camones lá de fora, deu para estar sentado a olhar para “Os painéis de S. Vicente”, há uma nova teoria sobre uns números que aparecem na bota de um dos Infantes, pode ser a data e a assinatura do pintor…

E o PIB? Que se saiba esse gajo foi para as Bermudas levar com um ciclone na tola e um dia destes aparece aí com um chapéu de abas largas à maneira. E, logo a seguir temos o campeonato do mundo, hoje já houve festa , milhares de entusiastas a despedirem-se dos jogadores ao longo do caminho de Oeiras para o aeroporto.

Já viram se o aeroporto fosse em Alcochete?

Governo tem acordo com Espanha sobre Olivença

Estará na calha a conclusão do acordo entre o Governo português e o Governo espanhol, quanto a Olivença, dependente de  avaliação constitucional, embora o Tribunal Constitucional espanhol não esteja na melhor fase.

Tudo terá sido tratado directamente entre Sócrates e Zapatero, por telemóvel, usando linguagem codificada a pedido do Primeiro-Ministro português.

O acordo prevê que Olivença passe a integrar o território português e o território espanhol, rotativamente: um ano é portuguesa e outro ano é espanhola. A administração será feita por gestores de nomeação política, e todos, portugueses e espanhois, terão de usar o Magalhães.

Em compensação, todas as concessões de aluguer de barracas, cadeiras e bicicletas, com como os postos de venda de gelados, nas novas praias de Madrid, já anunciadas pelo Ministro das Obras Públicas, António Mendonça, no âmbito do TGV – onde se inclui, por exemplo, Cascais e Estoril -, serão adjudicas a custo zero, sem limite temporal, a empresas de capitais exclusivamente espanhois, e terão o mesmo regime fiscal das “lojas dos chineses”.