
Depois da reclassificação de dívida sénior do Novo Banco para o BES, de que falei aqui e aqui, e depois da conflitualidade que era previsível por parte dos investidores internacionais, surgem hoje duas notícias absolutamente surpreendentes:
- A Bloomberg reporta que o novo Secretário de Estado das Finanças disse na 2ª feira, numa reunião com investidores, que não concordava com essa medida, mas que não fez nada para não colocar em causa a independência do Banco de Portugal;
- O Banco Central Europeu vem esclarecer que “não exigiu nem aprovou” essa medida, atirando a responsabilidade para o Banco de Portugal e para Carlos Costa.
Não sei qual é a ideia, muito provavelmente é tirar de vez o tapete a Carlos Costa. Mas atenção, com as coisas feitas assim fica a ideia/imagem de balbúrdia e de que em Portugal ninguém manda. Nada é pior para a confiança.
Link adicionado às 19:12:
http://expresso.sapo.pt/economia/2016-01-13-Mercado-fecha-a-porta-aos-bancos-portugueses-4






É a herança do governo PSD/CDS em que o meu amigo votou.
Não há aqui nenhuma herança, mas sim decisões do final do ano passado. Para além do que se deita a adivinhar em quem votei, falhando redondamente. Portanto, são muitos erros para um comentário só.
Este é dos que é capaz de votar no espírito do Sá Carneiro ou no clone PLD (só muda uma letrinha) ou coisa que o valha.
Mas ainda nas últimas autárquicas andava de bandeirinha laranja.
Olhó passarinho :
http://www.psd.pt/album.php?a=72157634839328149
A minha atividade cívica é conhecida e pública. Fui militante do PSD e quando discordei, fiz a discordância de forma frontal. E saí do partido devido à deriva para a direita. O PSD é um partido de centro-esquerda e é nesse espaço que me sinto bem. Também fui candidato autárquico nas circunstâncias que são públicas, basta querer saber e pesquisar. Com programa próprio e liderando uma lista do PSD. Coisas de que me orgulho e que afirmo sempre que necessário. Não me escondo atrás de nada.
O PSD nunca foi de centro esquerda.
É desconhecimento seu.
Um partido de centro esquerda não é contra o SNS.
Claro que não é. Por isso o PSD deixou de ser o partido que era… são opções nas quais não me revejo.
Não terá sido ao contrário? Enfim… especialistas em mal-dizer.
As minhas posições públicas são bem conhecidas e são, justamente, públicas. As proximidades são invenção sua. A minha candidatura teve as dificuldades que teve, coisas que também são públicas. Fiz uma candidatura com um programa próprio, que também é público. Aceitei uma candidatura nas listas de um partido, pois na altura ainda era militante. Os coordenadores autárquicos aparecem nas candidaturas: era o caso do Marco António. Nada disso é opção minha. As divergências não são abruptas. Vão acontecendo, vão sendo percebidas, maturadas e um dia formalizam-se. Continuo a ser social-democrata, de centro esquerda, não sou é do PSD que derivou para a direita. Talvez um dia retorne à sua matriz.