Vinhas-me ao pau!

Uma festa minhota de família, dificilmente não tem no seu programa uma sueca. Refiro-me, obviamente, ao jogo de cartas.

Trata-se de uma prática desportiva altamente sofisticada, contando, inclusive, com sinais codificados para que os parceiros troquem informações durante o jogo sem que se quebre a regra de que não se fala durante a partida.

O melhor de tudo, são os comentários no fim de cada jogo, quer entre os jogadores quer entre a assistência que vai circundando a mesa de jogo e fazendo comentários em surdina. Tais comentários em cada final de partida quase sempre se reportam ao modo como determinada jogada foi feita e como deveria ter sido, as más opções de um jogador ou de parceiros e qual seria a opção certa.

É neste momento que se assiste às mais bizarras afirmações e conversas, do género:

“- Vinhas-me ao pau! Eu baldava a copa no teu pau e ficava ao corte.”

“- Se ele vinha ao pau eu cortava-lho, que eu estou seco.”

“- Metias o pau na copa, e ficavas ao corte.”

Ver chefes de família a ter conversas deste tipo, ainda para mais em ambiente familiar, onde muitas vezes o diálogo é entabulado entre pais e filhos, fez-me sempre alguma confusão. Fui-me habituando a estas coisas, mas, confesso, que ainda hoje acho um pouco estranho. E esta passagem de ano, passada com família e amigos, não foi excepção.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Ehehehe boa malha!


  2. Desde início que sou contra. Desde o embrião que sempre pensei ser um embrião de aborto, ou pelo menos de um nado-vivo insípido, uma espécie de cheese-kake, para substituir os bons bolos dos nossos antepassados. A nossa língua é uma sinfonia, que o povo vai tocando, fazendo as mudanças naturais a um ritmo semelhante ao que se passa com a evolução. Não sou expert nestas coisas mas penso que nunca se deve pôr o carro à frente dos bois. Nem sempre alterando o que nos parece complicado significa melhorar. É como ir à nona sinfonia e retirar as partes mais difíceis, a fim de que muitos a toquem de forma mais fácil.


  3. Peço desculpa mas este comentário era ao acordo ortográfico

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