Isto nada tem a ver com futebol

Há não sei quantos dias que os profissionais de um desporto profissional ou, melhor, de um espectáculo desportivo, estão em férias.

Enquanto isso, em Inglaterra, jogam furiosamente, de três em três dias, no período a que chamam “box day”. Recebeu o nome da caixa das esmolas que neste período se colocava à porta das Igrejas e nos largos das cidades onde se praticavam jogos,  cujos resultados revertiam em dinheiro para a tal caixa.

Esta forma de olhar para esta actividade tem consequências, como seja, que no próximo mês as nossas equipas vão jogar intensamente, recuperando o atraso, só que correm o risco de ficarem pelo caminho nos campeonatos europeus que dão a massa a sério. Iniciam Janeiro sem ritmo, ao sabor das rabanadas e entretanto, metade dos interessados já não sabem a quantas andam. Como se viu ontem em Alvalade. Quando lá cheguei, havia tão pouca gente que julguei ter-me enganado no dia.

Ao contrário, os Ingleses já despacharam grande parte do trabalho, com muito dinheiro a entrar nos cofres dos clubes e agora é só recuperar do esforço.

Esta é a visão dos dirigentes , não dos clubes, mas do dirigismo nacional, que precisam de férias no Natal e então maribam-se para os clubes, para o muito dinheiro que se pode perder e para os clientes pagadores.

Enquanto em Inglaterra, há a visão da programação, da eficácia, de manter uma actividade que é uma industria muito importante e que move milhões, em Portugal, a visão é a da preguiça, das férias , da falta de respeito por quem, legitimamente, acompanha o jogo da bola!

E o pior é que esta diferença se alarga a todas as outras actividades…

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