O Ano da Res Publica

No início do ano que comemora os 100 anos da implantação da república acho que vem a propósito referir-me ao livro Cidadãos pelo Ambiente editado pela Esfera do Caos.

Uma das motivações para comprar este livro foi ter começado a fazer parte da Campo Aberto, isso levou-me a querer conhecer um pouco mais do que já foi feito na área do ambiente nos últimos anos, principalmente no domínio da participação pública e através de associações.

Este é um livro com relatos variados desse tipo de actividades, desde campanhas para tentar evitar que fossem cometidos alguns atentados ambientais até projectos concretos de implementação no terreno de projectos, por exemplo, de conservação ou recuperação de espécies animais / vegetais.

Ficam-me alguma notas gerais a propósito deste livro, uma delas é o apoio que algumas empresas normalmente conotadas com aspectos mais negativos na sua relação com o ambiente deram à execução de projectos ambientais. Nos dias que passam parece-me inevitável ficar de pé atrás em relação aos reais objectivos destes apoios… eu tento não ter uma abordagem muito cínica no que diz respeito a este tipo de acções… acima de tudo questiono-me se há coisas que têm valor absoluto e não podem ser objecto de simples medidas compensatórias.

Outro dos pontos é a relação com o estado, a política e as leis. Uma relação normalmente complicada porque muitas vezes fica a ideia que as leis não são para cumprir, que qualquer formalismo serve para impedir que as eventuais boas intenções com que essas leis foram feitas sejam depois efectivamente implementadas.

E no entanto este não é um livro negativo, apesar de me ter focado em dois pontos que se calhar podem ser vistos dessa forma. Acima de tudo este é um livro inspirador porque demonstra o que outros já fizeram… nós só temos que conseguir fazer melhor!

Comments

  1. Nuno Castelo-Branco says:

    Aqui está um assunto que interessa muito mais que comércio de “robalos”, etc. Sou um admirador dos postulados de Ribeiro Telles e creio que já é tempo de deixarmos de ver o arbusto, para vislumbrar a floresta. Este país terá de se preocupar com o que verdadeiramente importa: o futuro.

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