O Gharb Al-Andalus


al-Wâsitî, Yahyâ ibn Mahmûd

Ilustração do livro Maqamat Al-Hariri de 1237 executada por Yahya Ibn Mahmud Al Wasiti

O Gharb Al-Andalus, ou Ocidente do Al-Andalus, é o nome do território da Península Ibérica durante o período Árabe, “grosso modo” correspondente à antiga província da Lusitânia Romana. Inclui o actual Sul de Portugal, limitado a Norte de forma inconstante pelos diferentes traçados que a linha de fronteira com os Reinos Cristãos apresentou, e parte das actuais Andalusia, Extremadura e Castilla e Leon Espanholas.

Este artigo pretende descrever os acontecimentos mais relevantes da história do Gharb Al-Andalus, no contexto da sua cronologia, desde a nomeação de Mussa Ibn Nussayr como governador da Ifriqya em 698, até à conquista de Aljezur por D. Paio Peres Correia no ano de 1249.

al-Wâsitî, Yahyâ ibn Mahmûd 1237

Ilustração do livro Maqamat Al-Hariri de 1237 executada por Yahya Ibn Mahmud Al Wasiti

698 _ Nomeação de Mussa Ibn Nussayr pelo Califa Omíada de Damasco como governador da Ifriqya.

A Hispânia Visigoda encontra-se num estado caótico. À degradação económica e social, e à insegurança nos campos e cidades, junta-se a guerra civil levada a cabo pelos descendentes do falecido rei Vitiza, coligados com o bispo Opa de Sevilha, contra um nobre de nome Rodrigo que tinha usurpado o poder. Os Vitizianos pedem auxílio a Mussa para derrotar Rodrigo.

710 _ Incursão ao Al-Andalus de Tarif Ben Xamaún no local onde hoje se situa a cidade de Tarifa, que tomou o seu nome.

711 _ Tarik Ibn Zyad atravessa o Estreito de Gibraltar com um exército de 7.000 Berberes rifenhos da Confederação Nafza e acampa junto ao monte que adquire o seu nome _ Jebel Tarik ou Gibraltar. Derrota as forças de Rodrigo na Batalha do Lago de Janda ou de Guadalete, nas margens do Rio Barbate. Tarik prossegue para Norte e vai ocupar Córdoba, que se rende sem luta, e Toledo, capital dos Visigodos, que conquista.

712 _ Mussa Ibn Nussayr entra no Al-Andalus com um poderoso exército Árabe composto de Yemenitas e Caissídas, reforçado por oficiais Berberes, e toma Sevilha. Daí dirige-se para Ocidente com o seu filho Abdelaziz Ben Mussa e ocupa Niebla, Beja e Ossónoba (Faro), que se entregam sem resistência, dirigindo-se depois para Mérida que é cercada.

713 _ Durante o cerco de Mérida, os Vitizianos revoltam-se em Sevilha, dado que Mussa não lhes entregara a cidade, colocando no poder uma administração de Judeus. Niebla e Beja acompanham a revolta, mas Abdelaziz retoma estas duas cidades. Mérida rende-se após vários meses de cerco. Nos termos da rendição foi garantida aos cristãos a posse das suas terras e total liberdade de culto. As terras dos mortos, dos que fugiram para Norte e da Igreja passaram para as mãos dos vencedores. No cerco de Mérida foi aprisionada Egilona, mulher de Rodrigo, que se viria a casar com Abdelaziz. Após a tomada de Mérida, Tarik encontra-se com Mussa junto a Talavera, num local chamado Almaraz e daí partiram juntos para Toledo. Évora é ocupada neste ano sem combate.

714 _ Santarém, Lisboa e Coimbra entregam-se sem combate a Abdelaziz Ben Mussa, que garantiu aos cristãos dessas regiões a plena posse das suas terras, conforme relata o historiador Mohamed Ibn Muzayne de Silves. Mussa regressa ao Gharb, vindo de Saragoça, preparando a campanha para a tomada do Norte da Lusitânia e Galiza, mas a deterioração das suas relações com Tarik chega aos ouvidos do Califa Omíada, que envia Arrúmi com ordens para os levar para Damasco. Tarik partiu, mas Mussa convenceu Arrúmi a permitir-lhe que conquistasse o Noroeste da Península. Estabelecendo a sua base em Astorga, anteriormente conquistada por Tarik, Mussa conquista o Lugo, Chaves, Viseu e Braga. Nesse ano regressa a Damasco, deixando o seu filho Abdelaziz no governo do Gharb Al-Andalus.

A conquista do Gharb Al-Andalus é sobretudo alcançada através de acordos com as comunidades Hispânicas, a quem são garantidos os seus direitos em termos de posse das suas terras e bens e liberdade religiosa e social.

Conforme referido anteriormente, integrado nas tropas de Mussa vem um importante destacamento de Árabes do Yemen, que ocupam o actual Algarve. O seu chefe, Abu Sabah Al-Yamani é nomeado governador da Kura (província) de Ossónoba, cuja capital é a cidade de Silves. Para além dos Yemenitas, instala-se na zona de Faro um destacamento do Jund (exército) de Egípcios.

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Ilustração do livro Maqamat Al-Hariri de 1237 executada por Yahya Ibn Mahmud Al Wasiti

732 _ O governador do Al-Andalus, Abderahman é derrotado na batalha de Poitiers, pondo fim às pretensões Árabes de ocupar a Gália.

741 _ Entrada na Península de tropas sírias, no seguimento de várias revoltas que estalam com o objectivo de contestação ao poder centralizado instituído no âmbito do Califa de Damasco.

750 _ Queda do Califado Omíada de Damasco e instituição do Califado Abássida de Bagdad. Os Omíadas são chacinados no chamado massacre de Abu Fotros, mas dois príncipes, Abderahman e Idriss conseguem fugir para o Magrebe. No Andalus o novo poder Abássida é entregue ao governador Yussuf.

756 _ Abderahman, príncipe Omíada refugiado no Rif, atravessa o Estreito de Gibraltar com um exército de Berberes Zenata, derrota os Abássidas e institui o Emirato Omíada de Córdoba, tomando o nome de Abderahman I. As tropas do Jund egípcio são expulsas do Al-Andalus pelo facto de terem apoiado o representante dos Abássidas, Yussuf, na oposição à entrada dos Omíadas na Península.

764 _ Tribos Berberes revoltam-se na região do Alentejo, comandados por um “fanático aventureiro” de nome Xáquia, sendo a revolta dominada pelo Emir seis anos depois.

Revolta dos Yemenitas de Silves. Apesar de Abu Sabah se ter revoltado contra Abderahman, o facto de o ter ajudado na conquista do Gharb Al-Andalus pesou para que fosse perdoado.

Neste período ocorrem revoltas cristãs e os moradores de Valência transportam por mar os restos mortais do mártir São Vicente para o Promontório Sacrum, hoje Cabo de S. Vicente, de acordo com a Crónica do Mouro Rasis.

844 _ Primeira invasão Normanda. Ataques a Lisboa, Sevilha, Ossónoba, Beja e Setúbal.

859 _ Segunda invasão Normanda, com ataques na costa Ocidental de Portugal, Sevilha e à cidade de Nakur em Marrocos.

875 _ Revolta de Ibn Maruan, o Galego, muladi de Mérida que estabelece em Badajoz e Marvão um reino independente que duraria até ao ano de 925. A revolta de Ibn Maruan daria início a revoltas generalizadas protagonizadas pelos muladis de Beja e sobretudo pelos de Ossónoba.

879 _ Início da Revolta dos Muladis de Xantamarya Al-Gharb, nome que a cidade de Ossónoba adopta nesta altura, ou dos Becres (Banu Bakr). A revolta prolongou-se por três gerações, protagonizadas por Yahya Ben Bakr, Bakr Ben Yahya e Cálafe Ben Bakr. Apesar de a cidade de Xantamarya se afirmar como o centro da revolta, sendo fortificada, a capital dos Bakr é instituída em Silves, que a partir desta data adquire a sua notoriedade.

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Ilustração do livro Maqamat Al-Hariri de 1237 executada por Yahya Ibn Mahmud Al Wasiti

929 _ O Emir de Córdoba Abderahman III termina com a revolta e institui o Califado Omíada de Córdoba, proclamando-se Príncipe dos Crentes. Nos termos da rendição de Cálafe pesou o seu grande prestígio no Algarve, que continuou a governar, reconhecendo o poder do novo Califa e prestando-lhe vassalagem.

936 _ Início da construção da Medina Zahra, por Abderahman III, em honra à sua mulher Zahra. Cidade localizada a poucos quilómetros de Córdoba que se tornaria na residência e sede do poder Califal, uma espécie de Versailles Omíada.

978 _ Abu Amir Muhammad Ibn Abdullah Ibn Abi Amir, de cognome Al-Mansur, Almançor “o vitorioso”, assume o poder como hájibe (primeiro ministro) do Califa Hixam, que remete para um papel de figura meramente decorativa. Construção da Medina Zahira, cidade pessoal de Almançor.

977-997 _ Campanhas de Almançor contra os reinos Cristãos. Destruição de Santiago de Compostela e Barcelona.

1002 _ Morte de Almançor.

1023 _ Início da desintegração do Califado Omíada, com a proclamação do Reino Abádida de Sevilha.

1031 _ Queda do Califado de Córdoba e fracionamento do Al-Andalus em reinos independentes ou Reinos de Taifas (do Árabe muluk at-tawaif, ou reinos fraccionados). No Sul do território hoje ocupado por Portugal, constituem-se quatro reinos de taifas _ um grande reino na zona mais a Norte com capital em Batalyaws (Badajoz), um reino correspondendo à região do Baixo Alentejo com capital em Mârtula (Mértola) e dois reinos no actual Algarve, concretamente os reinos de Xilb (Silves) e Xantamarya (Faro). A Taifa de Xilb é governada pelos Banu Muzayn, família de historiadores e poetas, e a taifa de Xantamarya, Faro, é governada pelos Beni Harun, família de poetas, tomando a cidade o nome de Xantamarya Ibn Harun, nome que viria a evoluir para Faarun e actualmente Faro.

1053 – Conquista de Silves por Al-Mu’tadid e integração do seu território no Reino Abádida. Início do governo do seu filho Al-Mu’tamid Ibn ‘Abad em Silves.

1063 _ Al-Mu’tamid sucede ao seu pai no governo da Taifa Abádida em Sevilha, nomeando Abu Bakr Ibn ‘Amar “al-Andalusi” governador de Silves.

1086 _ Pedido de auxílio de Al-Mu’tamid e restantes reinos de taifas aos Almoravidas para derrotar a ameaça dos reinos Cristãos. Batalha de Zalaca, na qual as forças coligadas dos Reinos de Taifas e Almorávidas derrotam o exército de Afonso VI de Castela e Leão, reforçado com tropas de Rodrigo Diaz de Vivar, El Cid, o campeador.

1091 _ Unificação do Al-Andalus sob o poder Almorávida. Desterro de Al-Mu’tamid e sua mulher ‘Itimad Rumaikya para Aghmat.

1095 _ Morte da Al-Mu’tamid no cativeiro de Aghmat.

1114-1116 _ Expedições marítimas Almorávidas à Galiza.

1125-1126 _ Início de um período de intolerância religiosa provocado pelos fanáticos Almorávidas. Revoltas Moçárabes no Al-Andalus.

1136 _ Revolta Moçárabe em Ossónoba (Faro).

1137 _ Partida de Yussuf Ibn Tashfin, chefe dos Almorávidas, para Marrocos, para combater os Almóadas, a segunda dinastia Berbere a ser instituída, tão intolerante e fanática quanto a precedente..

1139 _ Os Almorávidas são derrotados pelo exército de Ibn Arrik Al-Burtuqali (Afonso Henriques) na Batalha de Ourique.

al-Wasiti

Ilustração do livro Maqamat Al-Hariri de 1237 executada por Yahya Ibn Mahmud Al Wasiti

1144 _ Revolta de Ibn Qasi e do movimento Murudine. Instituição dos 2º Reinos de Taifas. A revolta inicia-se em Mértola, estendendo-se a Beja, Monchique, Silves, Ossónoba, Huelva Niebla e Saltes. Ibn Qasi estabelece a sua capital em Silves e o seu centro de operações e retiro espiritual no ribat da Arrifana.

1145 _ Tentativas falhadas dos Muridinos para conquistar Sevilha e Córdoba. Ibn Uarzir, governador de Beja, Évora e Badojoz, alia-se aos Almorávidas  de Ibn Gânia de Sevilha e põe em risco o poder de Ibn Qasi.

1146 _ Pedido de auxílio de Ibn Qasi ao Almóada Abdel Mumen, que para o efeito se desloca a Salé, em Marrocos.

1147 _ Invasão Almóada da Península. Inicialmente a entrada dos Almóadas é conduzida por Barraz, antigo general Almorávida, apoiado por Ibn Qasi e pelo próprio Ibn Uazir. Posteriormente entra-se num período de guerra tripartida entre Reinos de Taifas, Almorávidas e Almóadas. Os reis de taifas prestam vassalagem aos Almóadas de Abdel Mumen, excepto Ibn Qasi.

Aliança entre Ibn Qasi e Afonso Henriques e entre os Almóadas e Afonso VI. Conquista de Lisboa por Ibn Arrik com o apoio dos Franj (cruzados). Massacre de parte da população de Lisboa pelos Franj, após a sua rendição. Conquista de Santarém, Almada e Palmela por Afonso Henriques.

1151 _ Assassínio de Ibn Qasi.

1157 _ Unificação do Gharb Al-Andalus sob o poder Almóada.

1157-1190 _ Ofensivas de Yaqub Al-Mansur, travadas pelos Templários de Gualdim Pais no Vale do Tejo.

1158 _ Conquista de Alcácer do Sal por Afonso Henriques.

1162 _ Conquista de Beja por Afonso Henriques.

1165 _ Início da actividade de Geraldo Geraldes “o Sem Pavor”. Conquista de Évora.

1189 _ Conquista de Alvor pelos Franj, onde são massacrados 6.000 dos seus habitantes. Conquista de Silves por D. Sancho I com a ajuda dos Franj. A cidade pede rendição, que D. Sancho aceita, mas os Franj exigem o saque e o massacre. Ibn Uazir consegue fugir exilar-se em Sevilha com um grupo de combatentes, mas os Franj encerram a cidade e massacram a sua população. Dos seus 30.000 habitantes só terão sobrevivido 15.000. No final D. Sancho incompatibiliza-se com os Franj, já que os portugueses queriam a cidade ocupada pelas suas tropas para a manterem, mas os Franj queriam a sua destruição total. Conquista de Lagos, Monchique, Messines e Albufeira por D. Sancho.

1190 _ Yacub Al-Mansur põe cerco a Silves e reconquista o Sul do Gharb Al-Andalus até Torres Novas.

1191 _ Reconquista de Silves, Alcácer, Palmela e Almada por Yacub e Ibn Uazir.

1195 _ Derrota dos Cristãos na Batalha de Alarcos.

1212 _ Batalha de Navas de Tolosa, na qual os Almóadas são derrotados por uma coligação cristã liderada por Afonso VIII de Castela e que integra os reinos de Leão, Portugal, Navarra e Aragão e as ordens militares de Santiago, Calatrava, Hospitalários e Templários marca o início da desagregação da dominação Almóada no Al-Andalus, abrindo as portas ao 3º e último período de Reinos de Taifas. O Sul de Portugal, cuja fronteira Norte não passava de Alcácer e Beja, integra-se na Taifa de Niebla.

1234 _ Conquista de Aljustrel por D. Paio Peres Correia.

1240 _ Conquista de Cacela por D. Paio Peres Correia.

1242 _Conquista de Tavira por D. Paio Peres Correia.

1247 _ Conquista de Niebla.

1249 _ Campanha de D. Afonso III e D. Paio para a conquista do Algarve. Conquista de Faro. D. Afonso III regressa a Lisbooa e a conquista do Algarve é confiada a D. Paio. Conquista de Albufeira, Estômbar, Silves, Loulé e Aljezur.

Mapa de Al Idrisi

Mapa do Al-Andalus de Al Idrisi de 1154 . o mapa encontra-se orientado no sentido Sul

Bibliografia

ALVES, Adalberto . “O Meu Coração é Árabe . Assírio & Alvim, Lisboa 1987

COELHO, António Borges . “Portugal na Espanha Árabe” . Editorial Caminho, Lisboa, 1989

DOMINGUES, José Garcia . “História Luso-Árabe” . Centro de estudos Luso-Árabes de Silves, 2010

DOMINGUES, José Garcia . “O Gharb Al-Andalus” . Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves, Faro, 2011

DOMINGUES, José Garcia . “Portugal e o Al-Andalus” . Hugin, Lisboa, 1997

PAULA, Frederico Mendes . “Lagos no Período Árabe” . Câmara Municipal de Lagos, 1997

Comments

  1. Gostei muito do seu post e é realmente uma falha grave na nossa educação a falta de conhecimento do nosso passado islâmico. Mas também esquecemos o nosso passado godo, suevo e alano. Na nossa história passamos de Roma e Lusitânia para Portugal independente.
    Não vamos agora cometer o erro também de desprezar o passado godo, a sua resistência aos árabes e berberes, porque efectivamente a nossa herança goda é grande e sim. Já cá estávamos e reconquistámos. Estas pequenas diferenças têm alcances políticos que convém não desprezar.
    Obrigado também por trazer à memória Al Mutamid e Ibn’Amar. Numa altura que tanto se discute a homossexualidade é também interessante lembrar o amor entre estes dois grandes poetas, embora trágico.

  2. Luis Moreira says:

    Maravilha! Tenho de (re)começar a história…

  3. Que grande aquisição do Aventar!!!

    Já agora, aproveito para deixar algumas questões: sendo um apaixonado por história e tendo alguns, muito poucos, conhecimentos da história do Viriato (embora exista mais lenda que factos realmente históricos) e sabendo que algumas das suas importantes batalhas se deram no que hoje chamamos de Beira alta e Beira baixa, por acaso não conhece mais factos históricos desse período de coabitação, nem sempre pacífica, entre estes povos sobretudo na região da Beira Alta?

    Obrigado e bem-vindo ao Aventar

  4. Pedro says:

    Muito bem, Frederico. O Aventar e os seus leitores vão, de facto, ficar com uma perspectiva “nova” sobre o Islão e a sua ligação a Portugal. Boa!

  5. Frederico Mendes Paula says:

    Caro Xico. Não me compreenda mal. Ao afirmar o meu passado Arabe não estou a renegar o meu passado Godo. Acredito que nós somos uma mistura de povos e civilizações que por aqui passaram e aqui deixaram a sua marca. Nesse sentido não posso concordar com a ideia que já cá estávamos e reconquistámos. Porque os que já cá estavam antes dos Arabes também não eram de cá, nem os que expulsaram os Arabes. A não ser que a perspectiva seja apenas a religiosa.

  6. Não por ser religiosa mas porque era a depositária da tradição e culturas clássicas, que muito prezo, e que resistiu e se sobrepôs aos godos (lembre-se que estes sendo cristãos não eram católicos). Essa tradição ficou e fica em risco com o islamismo. Por muito que admire a cultura e o contributo civilizacional do Islão, (a religião é indissociável da cultura e do processo histórico e político), sinto-me agradecido aos “reconquistadores”. Não há que esconder o nosso lado da barricada, digo eu que me orgulho de ter descoberto na minha genealogia, ascendência com ligações ao Profeta do Islão, fruto dos amores entre godos e “mouros”.

  7. António says:

    Caro sr.

    Se era uma “uma política de alianças e de respeito pelos direitos cívicos e políticos das populações, culminando com a conquista de Toledo, a capital dos Visigodos.” para que eram esses exércitos todos?
    Se era uma política de alianças como foi isso de: “A conquista dá-se nos anos seguintes” .
    “mercenário Geraldo “o sem pavor”, os outros, os mouros, o que eram? Andavam na guerra à borla?

    Sabe porque se deu a Reconquista Cristã? É porque alguma coisa aconteceu antes, de sentido contrário, quem sabe uma invasão Árabe?

    Estas historinhas de sherazade são para quê?
    Sabe porque não gosto disso?
    Porque sou Português, do Norte, sou Celta e orgulho-me disso.
    Por causa desses genes que “navegam no nosso sangue” é que isto está como está.
    No meu sangue não navegam, tenho eu a certeza!
    Mouros?
    Vade retro!

  8. Frederico Mendes Paula says:

    Caro FMSá. Parece-me que no seu comentário há duas questões distintas. Uma tem a ver com a lenda do Viriato. Eu sou um curioso da história e não serei certamente a pessoa indicada para comentar. No entanto parece-me que o Viriato tem muito de lenda, não só ao nível dos seus feitos, como da própria área geográfica em que se movimentava. Já li que ele andava muito pelos Picos de Europa e Serra de Gredos. Outra questão é a da coabitação. No meu texto falo de tolerância e de respeito pelas várias comunidades durante o período arabe (diria que até à conquista Almorávida). Mas é claro que ao longo dos 500 anos que durou o Andalus muitas relações de vizinhança se estabeleceram, assim como tratados que nada tinham de ideologia _ ou seja, houve períodos de aliança entre os muçulmanos e o Reino de Leão contra Portugal e outros em que a aliança era feita com os portugueses contra os leoneses. Como hoje acontece. Quando mais altos valores se levantavam, principalmente estratégicos, não haviam princípios que resistissem…

  9. Sim, na lenda/História de Viriato existe uma ampla discussão da sua área de influência- em Espanha a maioria nem duvida da sua origem nas terras asturianas mas em determinados sectores nacionais e de Espanha existe uma “revisão” histórica que o aponta para bandas mais a Sul.

    A minha questão sobre as Beiras deriva de um factor: as inúmeras lendas/histórias da presença Árabe nessa área geográfica – por exemplo, o Vale d´Omil ou Vale dos Mil onde se conta a história do massacre de mais de mil árabes/mouros no monte junto às margens do Rio Távora – conhecida tb pelo nome de Vale dos Sete Castelos Mouros. Além disso, há muitos, muitos anos (não sei precisar quantos mas vou procurar fazê-lo em breve) foram encontrados vestígios que apontam para alguma veracidade nos relatos orais dos antigos habitantes da região – engraçada é a proximidade com inúmeros Dolmens e vestígios de povos pré-históricos, além de vestígios romanos (pontes, caminhos, etc). A proximidade com zonas de minas de ouro e de outros minérios não deve ser obra do acaso – isso e um terreno acidentado mas bastante fértil.

  10. Quando digo “nesta área” falo da fronteira entre o Douro e a Beira Alta.

  11. Além disso, é uma zona com fortes influências de antigas comunidades judaicas e de vastíssimo património histórico pouco explorado e menos conhecido.

    Até no vocabulário dos mais antigos existe uma mistura de português mais antigo, castelhano e, penso, uma influência árabe – que se encontra, igualmente, na agricultura.

  12. Frederico Mendes Paula says:

    O Andalus estava dividido em três grandes zonas _ O Sul, a chamada zona de paz, onde os arabes praticavam uma agricultura de regadio, rica, e onde havia temo e dinheiro para desenvolver artes e actividades de lazer; a zona central, a chamada zona tampão, de solos mais pobres onde se praticava a agricultura de sequeiro, ocupada por tribos berberes; a zona Norte, a chamada zona de guerra, onde se praticava a pilhagem através de incursões ao lado de lá da fronteira. nesta zona, sobretudo ao longo do Vale do Douro havia uma terra de ninguém onde apenas os mais afoitos se aventuravam. Era um privilégio para qualquer guerreiro que se prezasse poder servir na zona de guerra. Devem ter sido tempos de grandes dramas e paixões. Paradoxalmente nesta zona de guerrea existe uma toponímia de origem Arabe riquíssima e subsistem centenas de vocábulos da época…

  13. Frederico Mendes Paula says:

    Caro sr. António. Em relação ao seu comentário devo esclarecer que a referência a Geraldo “o sem pavor” como mercenário deve-se ao facto de esse pesonagem ser proprietário de um exército pessoal com o qual conquistava as praças fortes e as vendia ao rei Afonso Henriques. Relativamente às suas convicções, não me cabe a mim julgá-las.

  14. António says:

    Frederico Mendes Paula :
    Caro sr. António. Em relação ao seu comentário devo esclarecer que a referência a Geraldo “o sem pavor” como mercenário deve-se ao facto de esse pesonagem ser proprietário de um exército pessoal com o qual conquistava as praças fortes e as vendia ao rei Afonso Henriques. Relativamente às suas convicções, não me cabe a mim julgá-las.

    Pois, mas esses emires e califas todos que refere, levavam a tropa toda para a guerra como? Alugavam ou eram proprietários de toda essa gente que obrigavam a obedecer como era costume nessa época?
    Não eram mercenários, sabe porquê?
    Porque eram escravos, súbditos e escravos.

  15. joao j cardoso says:

    Ó Antonio se é celta deve ser alentejano, espaço onde os celtas permaneceram mais tempo.
    Gostei da simplicidade com que aqui de misturaram uns 1500 anos de história. Era como se falassemos dos anos 60 e se comentasse sobre a idade média.

  16. Carlos Loures says:

    É, sem dúvida, um belo post, que vem trazer até nós uma perspectiva a que estamos pouco habituados, pois a história oficial tem sido tecida com outros elementos. Permite, sobretudo, preencher os hiatos que, nos tais livros de ensino, nos fazem saltar por cima de séculos, como se não tivessem existido. Espero que o Frederico Mendes Paula aceite a contestação de algumas das suas afirmações (não feitas da maneira boçal e primária como o Sr. António o fez, nem exprimindo o mesmo tipo de preocupação com a pureza ariana do sangue luso). Refiro-me à questão histórica propriamente dita, que me parece reflectir a perspectiva islâmica. Ora eu, que nem sou cristão nem muçulmano (nem de qualquer outra confissão), gostaria de encontrar uma versão que privilegiasse a verdade histórica, mesmo que em detrimento dos credos religiosos envolvidos. E que esse esclarecimento se fizesse sem preconceitos – por exemplo, nada me repugna aceitar que muitos dos «heróis» cristãos eram bestas mercenárias e que em termos culturais e civilizacionais os Mouros estavam bem mais avançados. O que quero dizer é que também não eram santos. Bem-vindo, Frederico Mendes Paula e parabéns peloseu belo texto.

  17. Frederico Mendes Paula says:

    Obrigado pelas suas palavras Carlos. De facto discussão implica pluralismo, cultura, educação e aceitação da diferença. Senão acabamos a chamar Mouros e Satanás uns aos outros, nível ao qual eu não desço. Relativamente aos “santos e mercenários” é evidente que todos os exércitos tinham (e têm!) tropa contratada. No caso dos Arabes eram utilizados sobretudo contigentes Núbios. Estamos completamente de acordo. A questão do Geraldo “sem pavor” merece da minha parte um comentário especial pela sua singularidade. Ou seja, ele era uma espécie de free-lancer contratado a recibo verde. Trabalhava autonomamente com o seu próprio exército e vendia as praças-fortes ao rei de Portugal.

  18. O Geraldo “sem pavor” foi o primeiro Liberal na Península Ibérica, ehehehehehe.

    Se o João Miranda do Blasfémias descobre este post, ainda nos vai pedir para escrever no Aventar, ehehehe.

  19. António says:

    O que se estava a passar aqui, era a venda a incautos, de uma versão tipo história das mil e uma noites da ocupação árabe da peninsula Ibérica.
    Fazê-lo a lorpas é fácil, a outros, não. A gente que entra nas universidades sem a tabuada saber, sequer. Ou graduados ao fim de semana, por fax. Comércio de Kasbah.
    Não contesto o valor da Civilização Árabe. Contesto a forma como se pretende branquear uma nova invasão de mouros a toda a Europa. A toda, não, porque há locais onde nem sequer pensem em pôr-se a cheirar que apanham logo. Sabem porquê? Porque esses locais são habitados por gente culta, com sentido de Identidade Patriótica e conhecimento da sua História, do que sofreram os seus antepassados às mãos do invasor berbere e da luta que travaram para se livrarem deles. Da luta e dos custos. O benefício são os seus heróis nacionais.
    sendo especialmente os mouros de Marrocos um povo tão civilizado, tão amigo de acordos, de consensos, o que lhes custaria resolver a bem a questão do Sahara Ocidental? Nada fazem a não ser oprimir. Escravizar como fazem às suas mulheres e filhas, a quem matam à pedrada se não obedecem ao dono.
    Opressão, imposição pela força e pela morte dos seus ideais e doutrinas é a única maneira que os árabes têm de obter o que procuram. A riqueza dos outros pelo saque, nunca pelo trabalho, pela honradez e pelo esforço. Sempre foi assim e há-de ser. Enquanto conseguirem disseminar-se, hão-de tentar fazê-lo.
    Há sempre quem acredite neles.

    • Maria Santos says:

      Que frustação, meu Deus ! Você é um xenófobo, homem, isso já não se usa. Como algarvia, tenho muito orgulho do meu sangue mouro e por isso interessou-me este artigo. Se não gosta ou não se identifica, desampare a loja, vá comentar nas páginas dos neo-nazis. Haja paciência.

  20. Seja como for, um belíssimo trabalho pedagógico, mesmo para mim, que não sou muito dado à História. Na realidade a História é sempre a História dos vencedores, e dela devemos reter, mais do que a história factual, a essência da sua filosofia político-social.

    Conseguirmos filtrar o nosso sangue, de modo a que ele contivesse só os genes de que a gente gosta, era capaz de ser porreiro. Mas seria bem mais difícil do que separar a farinha do açúcar.

  21. Frederico Mendes Paula says:

    Mas porquê filtrar o sangue? Uma coisa é certa _ se não tivéssemos em nós essa mistura de genes não seríamos quem somos! Eu pessoalmente tenho orgulho no meu legado genético.

  22. António says:

    “Mas porquê filtrar o sangue? Uma coisa é certa _ se não tivéssemos em nós essa mistura de genes não seríamos quem somos!”
    E acha que somos grande coisa?
    Enquanto andámos a saltear e a roubar outros povos, lá nos fomos safando. Acabou o saque, voltámos para casa e foi-nos servido um banquete de milhões e milhões. O que fizemos com isso?
    Nada.
    O que somos agora?
    Nada, ou por outra, somos uns naufragos à beira do afundamento.
    Somos um país cheio de ladrões que sugam o sangue a meia dúzia de compatriotas que ainda vão trabalhando e lutando por manter isto à tona.
    Rica gente com esse tal sangue.

  23. Quanto ao Geraldes, convém acrescentar que ao contrário das lendas e sublinhando o seu carácter de mercenário, como hoje se diz, combateu dos dois lados, ou como eu prefiro, dos vários lados da contenda. Acabou executado em Marrocos, para onde se passou, acusado de dupla-espionagem, se assim se pode dizer.
    O melhor da História, meu caro Adão, é a desmontagem dos mitos, e um historiador não faz a História dos vencedores, quem a faz é alguma historiografia felizmente pouco praticada nos nossos dias.

  24. Pedro says:

    Ó António, homem, então isso faz-se? Eu a pensar que você era o único português puro “Porque sou Português, do Norte, sou Celta e orgulho-me disso”, estou a citá-lo, e você sai-se com esta “E acha que somos grande coisa?” para concluir “Rica gente com esse tal sangue”.
    Afinal você orgulha-se de quê?

  25. Frederico Mendes Paula says:

    Os comentários a este post excedem a minha expectativa pela positiva. Afinal muito existe a debater sobre este problema que durante anos foi tabu neste país. Mas quem mais me surpreende é o sr. António, que por detrás de uma linguagem agressiva, intolerante e nacionalista admite que o que tem é medo da nova invasão Arabe da Europa e ao mesmo tempo tem vergonha de ser português. A verdade é como o azeite misturado na água _ acaba sempre por vir ao de cima…de facto o homem por regra tem medo daquilo que desconhece…

  26. António says:

    Afinal você orgulha-se de quê?
    Pergunta Pedro.
    Disto, por exemplo:
    De mim e mais meia dúzia de compatriotas que ainda vão trabalhando e lutando por manter isto à tona. Não da cambada de ladrões que nos chula todos os dias.

    De não ser um parolo que acredita em falinhas mansas, um ignorante da História da minha Pátria.

    Se fosse um Espanhol que viesse contar a versão deles do que se passou, caía o Carmo e a Trindade, mas como o ser políticamente correcto é que está na moda, vale tudo. Cospem-vos na sopa e comeis.
    Pensem mas é em trabalhar e puxar este País para cima em vez de acreditarem em tudo que vos dizem.
    Acordem!

  27. António says:

    Sr. Paula:
    A lmpada do Aladino, aqui não pega.
    Pega e deve dar alguma luz em terra de cegos, com gente cega.
    Não é o meu caso.
    Vejo muito bem, ao perto e à distância.
    Com que então o Geraldo é que era o mercenário?
    Novos tempos, novos métodos.

  28. António :
    Sr. Paula:
    A lmpada do Aladino, aqui não pega.
    Pega e deve dar alguma luz em terra de cegos, com gente cega.
    Não é o meu caso.
    Vejo muito bem, ao perto e à distância.
    Com que então o Geraldo é que era o mercenário?
    Novos tempos, novos métodos.

    Não sendo cego, o sr. António pode ir ler um livro de História de Portugal, por exemplo a mais recente biografia de Afonso Henriques, ao invés de vir com estórias da carochinha e de aladinos?

  29. Ao António
    Você diz-se de origem celta. Um povo que terá habitado a Galiza há milhares de anos atrás. Mas tem a certeza que uma das suas antepassadas não estaria lavando a roupa no Lima quando os legionários de Decimus Junius Brutus ali ter-lhe-ão ensinado quantos capítulos tem a Eneida e conspurcado assim a pureza celta? E terá você a certeza de que nenhuma antepassada sua se atravessou à frente dos guerreiros suevos do rei Hermerico que cansados de minhotas a tenham entregado aos homens das tribos vândalas e alanas? E aquela outra avozinha que caiu de amores por aquele soldado visigodo de longos cabelos e retorcidos bigodes?
    Já por certo terá esquecido aquela matrona, sua longuíssima antepassada, cuja peregrinação a Santiago de Compostela, logo lhe havia de calhar na mesma altura da peregrinação de Al Mansur que, enfurecido pela falta de figos secos, resolveu deitar fogo àquilo tudo e violar quantas cristãs visse?
    E o que dizer daquela outra que se banhava nas mansas águas do Minho e não se deu conta daqueles vikings e normandos e até aos dias da sua morte nunca percebeu o que lhe caiu em cima e porque razão cheirava a peixe podre?
    E depois convém não esquecer daquela avó escrava, neta da rainha Ginga com quem o tio de Riba-Douro se deliciava em cafunés. E aquele outro primo que veio do Brasil com uma mulher meia índia, meia negra, a quem toda a aldeia vinha espreitar.
    E lembre-se daquela avó a quem os franceses fizeram um filho a quem ela pôs o nome de François e a seguir vieram os ingleses e ela a outro filho pôs o nome de James.
    Ainda tem a certeza de que é celta?

    • Luís Moreira says:

      Xico, a mistura é boa para os genes…mas no Minho encontra-se muita criança loira e no Algarve muita com os olhos negros.

  30. Luis Moreira
    Percebo o que quer dizer, mas olhe que no Algarve deve haver muito mais crianças loiras que no Minho ):
    Qualquer estudo genealógico de famílias, e o estudo da história, aliado à geografia e ao discorrer do tempo, o fará ver que é um disparate, somente um mito para efeitos políticos, essa de que a galiza será celta do ponto de vista genético. Não digo que muitos aspectos culturais o não sejam, mas não na genética. A diferença que se encontra na península entre a galiza e o resto terá muito mais a ver com as diferenças entre suevos e visigodos do que com os celtas. É uma moda como outra qualquer. E uma moda perigosa.

  31. Frederico Mendes Paula says:

    Também há situações com carácter puramente local, como é o caso do Alvor, terra onde existe um grande número de pessoas alouradas e de olhos claros, que se explica pelo facto de a esquadra inglesa aí ter estado fundeada durante uma boas décadas…

    • Luís Moreira says:

      É verdade Frederico.E na rota das invasões Francesas, há muita gente loura e de olho azul…

  32. Pena é que a sinfónica de Chicago não fique por cá uns tempos. Sempre apurávamos o nosso sentido musical ):

  33. Pedro says:

    O celta puro e orgulhoso parte para a baixaria e para o insulto. António, vá conviver com outros celtas iguais a si e páre de conspurcar uma página e um texto que você não merece. Pelo menos eu, da minha parte, não lhe volto a dar troco.

  34. Frederico Mendes Paula says:

    Deus perdoe ao António pela sua ignorância e a todos nós também.

  35. Amadeu says:

    Mas … mas … hó amigo Paula, então mas o amigo agora vem-me dizer, que a história de Portugal entre os anos de 711 e 1246 foi Árabe ? Os Gregos e os Cartagineses, os Suevos e os Visigodos ainda vá que não vá. Agora … Árabes ??
    E que afinal até Fátima retira o seu nome de Fatma, filha do profeta ? Que as palavras começadas por AL têm quase todas origem árabe ? Que o Castelo de São Jorge em Lisboa foi construído por Árabes ?

    Mas o cúmulo é dizer que até nos meus ( e nossos ) preciosos fluidos corporais há resquícios de árabes !!!
    Com franqueza … Acho que está a ir longe demais … Não há necessidade !!!
    Oxalá não seja castigado …

    Salamaleques a todos …

  36. Frederico Mendes Paula says:

    Caríssimo Amadeu
    É isso mesmo que quero dizer, mas com algumas correcções:
    A história de Portugal não foi Árabe. Foi portuguesa, mas protagonizada por esses nossos antepasados Árabes.
    O nome de Fatima é o de Fatima filha do Profeta Mohammed Rassul Allah salaLlahu alaihi ua salam.
    Não são só as palavras começadas por AL que têm origem Arabe. As começadas por ODE e BEN também, assim como todas as que em Arabe têm como primeira letra uma consoante SOLAR, que absorve o L do artigo AL e duplica o seu valor, como por exemplo AZEITE, que em Arabe se escreve ALZAIT, mas lê-se AZZAIT.
    O castelo de S. Jorge foi de facto construído pelos Arabes.
    Em relação aos genes, tema que foi bastante debatido aqui, lembro o meu amigo que o meu amigo antes de ser careca tinha o cabelo encaracolado, o que poderá muito bem ter origem em genes Africanos ou do próximo Oriente.
    De tudo o que afirma o mais certo é a penúltima frase “Oxalá não seja castigado”, porque o castigo que temo vem mesmo de Allah.
    Alaikum Salam!

  37. António says:

    Sr. Paula,
    Tente escrever coisas destas, mas de sentido contrário, num sítio qualquer lá de Marrocos. Coisas a dizer que eles assim, eles assado.
    Homem, até o comiam, mas apedrejavam-no primeiro.
    Não leve a mal, mas sabe como é,
    Quem não se sente, não é filho de boa gente.

  38. Amadeu says:

    O amigo António é um cromo. O que eu me rio com os seus comentários. Só me fazem lembrar o Diácono Remédios. Liberte-se dessas coisas. Se ajudar, imagine-se no paraíso com 30 virgens, encomende uma dançazita do ventre ao domicílio, fume qualquer coisa de Marrocos.

    Vai ver que não perde nada de si mesmo

    • Miguel Dias says:

      Venho eu um ano e um mês depois deparar-me com a mesma situação e encontrar-me, tal como o sr. Amadeu, a rir com os comentários do “cromo”.

      Amigo António, tendo orgulho na sua Pátria, terá, certamente, de perceber que “Pátria” é um conceito que engloba todos os vários factores que se confluíram para formar esta amálgama a que chamamos “identidade cultural”. Assim sendo, mantemos várias características e tradições de todos aqueles que por cá passaram, restando como demanda superior a busca do conhecimento – sempre imparcial – do nosso passado e das nossas raízes, sejam elas quais forem.

      Mas talvez um ano depois o sr. já se tenha apercebido disto, não?

  39. Fernando Moreira de Sá says:

    Uma entrada de Dragão! Nunca vi um primeiro post de um autor do Aventar arrancar logo com tantos comentários!!!

    Parabéns!

  40. Frederico Mendes Paula says:

    Tolerância não é admitir mais aceitar os outros como são. E eu aceito o António como ele é, apesar de ser pobre de espírito, ignorante e pouco inteligente. Foi Deus que o criou e não me cabe a mim julgá-lo. Só não aceitarei comentários como os de ontem, que apaguei, em que o António perdeu a noção da realidade _ obsceno, raivoso e fora de si.

  41. ahmed says:

    #3 por ahmed em 26 de Janeiro de 2010 – 17:53

    boa tarde amigos, amanhã 27/1é o dia do memória«shoah» é que esperamos que não se repita.eu tenho uma pergunta..é se alguém si interssa cordialment pode-nos a dizer quantos eram os judeus na toda europa antes da segunda guerra mundial.é só para a história..obrigado

  42. Amadeu says:

    No Holocauto Nazi morreram 17 milhões de soviéticos (sendo que 9,5 milhões de civis); 6 milhões de judeus; 5,5 milhões de alemães (3 milhões de civis); 4 milhões de poloneses (3 milhões de civis); 2 milhões de chineses; 1,6 milhão de iugoslavos; 1,5 milhão de japoneses; 535 000 (330 000 civis) de franceses; 450 000 (150 000 civis) de italianos; 396 000 de ingleses, e 292 000 soldados norte-americanos.
    (fonte : wikipedia )

  43. No Holocausto nazi só morreram judeus. Os números que refere são os de vítimas da II Guerra Mundial.
    Holocausto é uma expressão judaica, e refere-se ao seu povo.
    Quantos judeus viviam na Europa e quantos morreram não se sabe com exactidão. Sabe-se que morreram mais do que deviam ter morrido, porque um bastava para terem morrido demais.
    Mas é sabido que proporcionalmente morreram mais ciganos que judeus. Sucede é que os ciganos não têm poder económico para produzir televisão (a expressão Holocausto só pegou depois de uma série com o mesmo nome).

    Amadeu :
    No Holocauto Nazi morreram 17 milhões de soviéticos (sendo que 9,5 milhões de civis); 6 milhões de judeus; 5,5 milhões de alemães (3 milhões de civis); 4 milhões de poloneses (3 milhões de civis); 2 milhões de chineses; 1,6 milhão de iugoslavos; 1,5 milhão de japoneses; 535 000 (330 000 civis) de franceses; 450 000 (150 000 civis) de italianos; 396 000 de ingleses, e 292 000 soldados norte-americanos.
    (fonte : wikipedia )

  44. Amadeu says:
  45. Amadeu says:
  46. ahmed says:

    muito obrigado sr.Amadeu e ao sr.J.J.Cardoso.
    é que no jornal italiano «c.della sera» um bispo polonês questionou sobre o numero dos judeus mortos no holocaust,e este foi considrado do jornal como um escândalo!
    «um bastava para terem morridos demais» é uma frase que se aplica um grande valor..obrigado

  47. Frederico Mendes Paula says:

    O João José tocou num ponto fundamental _ a importância do poder económico, e consequente controlo dos média, na formação da opinião pública. De facto quando se fala em nazismo fala-se em judeus. Não se fala em ciganos ou outras raças perseguidas, nem em oposição política ao nazismo.

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