Há um discurso muito anti-autárquico e alfacinha que veste o autarca de província com uma vontade incontrolável de fazer negócios e destruir o país verde sossegado que vamos perdendo.
É recorrente, sobretudo quando se fala de regionalização.
E justifica-se, perante notícias como esta:
A Câmara de (…) decidiu ontem pôr à discussão pública a possibilidade de nascerem (…), junto à linha férrea e nas imediações do rio, sete torres de 18 ou 19 andares cada uma. O plano de pormenor em que se insere esta urbanização, que inclui outros prédios mais baixos, foi encomendado pela autarquia ao gabinete de arquitectura (…), que pertenceu até há pouco mais de dois anos ao actual vereador do Urbanismo (…), Manuel (…).
Mais andar menos andar isto pode acontecer onde haja mar ou estuário em Portugal, porque no passado se assumiram compromissos de ocupação elevados, justifica-se o actual Presidente.
Neste caso a Câmara é de Lisboa, o gabinete chama-se Risco e o Manuel é Salgado.
Ah, e os terrenos pertencem “ao grupo Espírito Santo, à EDP e à Gás de Portugal, entre outros”.






Outra vergonha, há muito que se temia isto. façam as torres que quiserem no cimo das colinas, mas não escondam a malha urbana, a maravilhosa luz da cidade, não ensombrem o rio. Este António Costa já tirou a máscara…