A crise

Hoje discute-se a crise da República, como agora se diz. Ontem o Presidente da República disse que foi ultrapassado pelos acontecimentos desta crise que, disse ele, começou há alguns dias. Erro. Esta é uma crise que vem de há décadas e, verdade seja dita, não é só de Portugal. É do ocidente e de Portugal ainda mais face, à sua débil economia.

Esta é a crise de um sistema económico que resolveu transferir a sua capacidade produtiva para oriente, onde a ausência de responsabilidade social compete com o elevado nível de vida ocidental. É a crise de países que decidiram abrir as fronteiras sem cuidar que a competição que aí vinha era leal. É a crise que fez a riqueza do lobby da importação e distribuição. É a crise de um ocidente que vai gastando o que amealhou em sucessivos anos de prosperidade económica, tendo sido transformado num mero mercado consumidor.

Hoje discute-se o calendário que o PS escolheu para ir de novo a votos. Em simultâneo, um número incerto de empregos nasceu a oriente, em número semelhante àquele que desapareceu no ocidente.

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