Frei-Padre de Esquerda-Garganta

Creio que Francisco Louçã, uma vez mais, não tem razão ao considerar que Portugal deve revoltar-se contra a austeridade e aquilo a que chama uma “política de terra queimada” as quais, austeridade e política, diz, só conduzem ao desastre e à falência da economia. Pelo menos não é contra isso que nos devemos revoltar e não porque não devamos, apenas porque não podemos. Devemos, sim, revoltar-nos contra os consabidos ladrões impunes que o Regime protege dentro e fora do País, apesar das minas e armadilhas deixadas para trás, lesivas dos interesses gerais e do Estado. Devemos revoltar-nos contra os emissores de mentiras passadas, absolvidos pelo hábito nacional do olvido, indulgenciados pela nossa fraca memória. Aliás, os eleitorados europeus mostram não querer “terra queimada” como forma de luta contra a “terra queimada” austeritária em decurso, porque o abismo atrai o abismo. Um padre político, ainda que de Esquerda, como Louça, é sempre um padre: pode açular as massas ao sangue ou à castidade e ficar de fora a ver aonde param as modas. Mas isto não vai lá de todo com Beatério de Esquerda, Chico Louçã! Não vai. Já devias ter percebido isto. Por que não visitas empresas inovadoras e de sucesso, como faz o Daniel Deusdado, ao escrever, hoje, no JN, sobre a ADIRA?! Era mais por aí.

Comments


  1. Não está em causa a liberdade de opinião, nem de crítica.
    Está em causa a forma deselegante como é feita.
    As ideias combatem-se com ideias.
    Chamar padre a Louçã é tão descabido, que evidencia a falta de argumentos de crítica.

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