PPP = seis submarinos anuais

Convinha que os manifestantes que hoje acorrerão ao Terreiro do Paço, tenham bem presentes as artes de ilusionismo partidário que rodeiam todos os assuntos públicos. O “caso dos submarinos” tem servido para entradas diárias nos telejornais e é pasto para uma imprensa a soldo. Membro da NATO, Portugal possui hoje um potencial Mapa Cor de Rosa atlântico, reivindicando uma gigantesca superfície marítima,  até agora denominada de Zona Económica Exclusiva. No momento em que já correm sérios rumores acerca de uma “mutualização de recursos” dos países membros da UE – ou por outras palavras, o esbulho deste nosso património -, a classe política entretem-se com os seus excelsos problemas de protagonismo arredonda-contas.

Seis submarinos por ano, é este o preço que as PPP implicam durante mais de duas gerações. Ao actual governo, decididamente falta uma voz política que explique o que em Portugal tem sido feito desde há décadas.

Comments

  1. jorge fliscorno says:

    Mas ó Nuno, submarinos é muito mais apelativo do que uma tal de ZEE. Há que tempos que os espanhóis lhe tentam meter o dente.


    • Pois sim, mas HÁ que dizer a verdade: sem eles, sem os patrulhões, não existirá ZEE. Há que mudar completamente a política nacional e deixarmo-nos de palavrório de ocasião. Sei quem tem um projecto coerente, abrangente e viável, mas o pior é que existem resistências difíceis de ultrapassar. É a estupidez do preconceito sanalfabeto. Fico por aqui.


  2. Pois pode crer e já o escrevi muitas vezes no aventar – a ZEE não será nossa e já espanha se preparou há anos com a maior frora pesqueira que vai “treinando” com pesca ilegal nos Açores (pesca de arrasto) em águas nacionais – açores – por alguna coincidência ha dois dias a TV se passeou por terra que é portuguesa e elegeram a Igreja como o lugar “mais simpatico de Espanha” e mostram o que não devolverem e um senhor até disse se já estamos em paz que diferença faz ser portuguesa ou espanhola esta terra com esta bela igreja – e assim com o descuido da importância do tempo lá fica o lugar espanhol como ficará o mar – ninguém se lembra de tanto Soares como Sampaio, enquanto presidentes terem ido à ilhas Selvagens e mostrarem-se na TV (barcos de borracha da marinha para poderem desembarcar) para que se saiba que são e sempre foram portuguesas tinham sido criminosamente sobrevoadas em vôo razante por aviões MIG espanhóis que fizeram desaparecer e morrer os filhotes das aves dos ninhos ?? ser gente de paz não singnifica deixar os parasitas atrevidos andarem a iberizar-se – só Portar quendo ministro pos na Ordem creio que o Prestige que se partiu ao meio e derramou milhares de toneladas de crude e que espanha atirou para a costa portugesa e ele mandor corveta faz~elo desviar a rota e o crude inundou a Galiza ??
    Espanhóis não por favor – invejosos não por favor – filhos da puta não por favor que já há cá demais – Olivença é portuguesa e o Movimento Cívico está ainda em acção – mas são espanhóis protegidos pelos nazistas europeus – compreendem-se muito bem – não há dignidade nem com o que parece sem importância – mas tem – a Igreja de ?? Olivença que é tão diferente de todo o património religioso de espanha ficará de pé a mostrar a vergonha de espanha mesmo com ONU a recomendar “devolver” – mas o que é a ONU ?? – creio que os países com direito a VETO deixarão de o TER e passarão a ser ytudos iguais – ONU ? apèndice de Washington e NATO ?? para que serve e tem servido co a promulgaçºao de tantas CARTAS de tantos DIREITOS só para os mais predadores com “licença para matar e invadir e sacar” como se fosse filme do 007

    • Nuno Castelo-Branco says:

      Celeste, cada vez parece mais inevitável a “mutualização de recursos”, ou seja, a pura e simples entrega da nossa ZEE a Bruxelas, ou melhor, ao núcleo de países mais poderosos da UE. Quanto à força aérea espanhola, os vôos razantes devem ter sido feitos por outros aviões, pois os nossos vizinhos não possuem MIG.

  3. Maquiavel says:

    Portanto, os submarinos servem para proteger a ZEE.
    O facto de que se pode fazer o mesmo com fragatas que estäo a metade näo interessa para nada.

    • jorge fliscorno says:

      Não invente.

      • Amadeu says:

        Defendamos as lagostas já. Mais submarinos !!

      • Nuno Castelo-Branco says:

        Jorge, não estou a inventar seja o que for. Ou querem o Mapa Cor de Rosa atlântico, ou não querem: a questão é simples, não é? Se o querem, há que ocupá-lo, não chega a conversa que a ninguém lá fora interessa ou impressiona.

        • Amadeu says:

          Atenção, atenção. Século XIX ? Século XXI chama.

        • jorge fliscorno says:

          O “não invente” era ali para o Maquiavel e a sua tirada de usar as fragatas e tal. Quem está dentro do assunto sabe que o que escreves no post é um bom relato da situação. Voltarei ao tema com tempo.

    • Maquiavel says:

      Portanto, os submarinos servem para proteger a ZEE.
      O facto de que se pode fazer o mesmo com fragatas que estäo a metade do preço näo interessa para nada.

    • Nuno Castelo-Branco says:

      Maquiavel, os submarinos são apenas uma parte – a tal stealth, oculta e estrategicamente muito válida – do caso. Vá agora falar publicamente de fragatas ou até, dos patrulhões que SÃO MESMO necessários e verá o que lhe respondem. A Defesa Nacional e um tema tabu e as FA são apenas um recurso para golpes de Estado. A coisa está mesmo em fase de total decomposição, os do “esquema vigente” querem tudo, desde que nada se faça. Enfim, o costume, para nem sequer falarmos do que representa a construção naval militar para a nossa indústria. Enfim, este regime é o que é e não me venham ja argumentar com tretas “pacifistas”. Lembra-se do caso dos Chaimites que o Xá quis encomendar e que os “democratas” não quiseram construir e vender? Pois…

  4. Carlos Pinheiro says:

    Artigo interessante por vários motivos, a saber:

    As PPP foram os negócios mais imaginativos que se podiam fazer para a época em que foram começados, mas também os mais ruinosos para o país. Começaram com a Ponte Vasco da Gama, quando tal não era minimamente necessário, mas serviu para encher os bolsos a uns tantos e nós sempre a pagar com língua de palmo e continuaram depois até ao governo anterior que fez disso um cavalo de batalha a peso de ouro, que não temos. E este governo que sabia de tudo, já fez alguma coisa de jeito para acabar com a mama desenfreada? Não. Se calhar não interessa, e nós, cada vez mais vez mais pobres, somos espoliados daquilo que nos faz falta para comer, para enchermos a pança aos pançudos.

    Agora sobre os submarinos, efectivamente somos levados a crer que seriam uma peça fundamental para o patrulhamento da nossa ZEE. Mas para que os mesmos pudessem exercer cabalmente a sua missão, a mesma teria que ser desenvolvida em equipa com os Patrulhas que já não temos, com as Fragatas que estão a acabar e com os meios aéreos também a escassear.

    Admitindo que as contas das PPP dariam os tais seis submarinos por ano, é caso para perguntar quanto é que a economia paralela daria em submarinos por ano? Talvez uma dúzia deles. E então o que é que se está a fazer para combater a tal economia paralela? Talvez tanto como se está a fazer para renegociar as PPP. Não será assim?

    E o que é que se está a fazer para recuperar os tais 9.000 Milhões enterrados no BPN? Também seriam mais nove submarinos!

    E a renegociação das rendas energéticas quantos submarinos dariam?

    E se cortassem 50% nos Orçamentos da AR e da PR, 30% nos vencimentos dos políticos, assessores, secretários, etc., a totalidade das famosas subvenções aos chamados “senadores”, 50% das subvenções estatais aos partidos políticos, se cortassem como deve ser, com isenção e dignidade a maioria dos apoios às fundações e bem assim os benefícios fiscais às mesmas, se calhar, digo eu, conseguiríamos comprar, pelo menos, um patrulha oceânico todos os anos.
    Resumindo e concluindo, parece que estamos metidos num barco sem fundo ou num avião que já não tem asas.

  5. Fernando says:

    Submarinos para patrulhar uma ZEE a’ superficie ou submersos?! Fico confuso. O que em mim nao e’ de admirar.
    Suponhamos ( em ficcao Julio Vernista) que o “perigo” vinha do mundo do silencio; e’ com 2 submarinos que evitamos essa invasao?
    E que tal usar navios-patrulhas em vez de subamrinos?
    Quando Portugal ( digamos os interessados) compraram 2 submarinos, esta compra fez-me recuar no tempo em que minha saudosa mae comprava pelo Natal uma caminote de madeira. Vaidoso puxava aquele brinquedo com um cordel. A compra dos submarinos foi um bordel politico. Somos nos que agora temos pagar os orgasmos.


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