Agora, passado este tempo todo?

PJ efectua buscas nas casas de Mário Lino, Paulo Campos e António Mendonça
Devem encontrar grande coisa! Novamente se comprova que meter a Justiça a funcionar deve ser o maior desígnio nacional.

O pénis ou a vida?

Os eunucos vivem mais do que os homens não castrados

Fazer mal, especialidade governativa

Finalmente, o governo tornou pública a lista de fundações a abater. É de salutar o fim dos apoios a essa enormidade chamada Fundação para as Comunicações Móveis. Mas é pouco. Muito pouco.

Fundações que não terão qualquer corte: (…) Belmiro de Azevedo, BIAL (…), Fundação Social Democrata da Madeira. Com 30% de corte: Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, Fundação Mário Soares, Fundação Inês de Castro (…). A extinguir: Fundação Paula Rêgo (…).


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6000 manifestantes em Madrid, diz o governo

Por isso 1400 polícias devem chegar.

Foto do El Pais.

Mais um motivo para apoiar a independência da Catalunha

Pode ser que a Madeira siga o exemplo.

61 mil euros em ajuste directo por uma causa perdida

A história conta-se em poucas palavras.

De acordo com as Leis existentes quando termina o contrato de trabalho de alguém, há o direito a uma indemnização, a compensação por caducidade.

No caso dos Professores, a FENPROF tem liderado os processos que pela via judicial têm permitido vitórias umas atrás das outras  – 48 até hoje. No entanto o MEC insiste em não pagar.

Há uma posição da Procuradoria Geral da República, do Provedor de Justiça e outros se seguirão.

Mas, apesar desta realidade, o MEC foi pagar sessenta e um mil euros por ajuste directo a uma sociedade de advogados para que esta elaborasse um parecer sobre o assunto, procurando justificar o não pagamento: as provas estão no site da FENPROF e quem recebeu, de acordo com o referido documento, o dinheiro foi a Sérvulo e Associados – Sociedade de advogados, R.L..

Ou seja, nos tribunais o MEC perdeu 48 processos, mas mesmo assim Nuno Crato foi dar 61 mil euros à Sérvulo e Associados – Sociedade de advogados, R.L.,

Comentários?

– Chegaram vários. Este tem a sua importância.

Não pagarás a dívida dos outros até porque nem terás dinheiro para isso

José Vítor Malheiros enumera hoje as perguntas óbvias:

Devemos dinheiro a quem? E quanto? Quem o pediu e para quê? Onde está a lista das dívidas? Quem a certifica? Quem a auditou?

Blasfémia. Horror. Leva com um chorrilho de banalidades neoliberais que tem o seu clímax nisto:

 Aquilo que se chamava ataques especulativos eram tão somente investidores a deixar de comprar dívida portuguesa e outros receosos a aceitarem apenas juros mais altos.

Nestas cabecinhas delirantes não existe nenhuma coincidência no facto de o “receio” concertado exigir juros especulativos, de o fazerem simultaneamente em vários países, e fingem que 2008/09 nunca existiu em Wall Street. Foi só o défice, esse mantra ritual dos dividocratas. Calhou, foi uma coincidência, porque tinha de suceder, como se dever dinheiro não fosse na história dos estados tão natural como sempre foi. [Read more…]

Aguiar Branco faz variação sobre a cigarra de Macedo

E as formigas são as forças armadas.

O Nariz Vermelho

Os nossos doutoresJá lá vão 10 anos…

Parabéns Operação Nariz Vermelho!

Hoje, no Jornal de Notícias, Beatriz Quintella fala deste projeto que deu à luz e que teve como ponto de partida um artigo que leu em 1993 sobre o trabalho dos Doutores Palhaços que visitavam crianças hospitalizadas nos Estados Unidos.

Já foram muitos sorrisos, muitas crianças que, por instantes, esqueceram a dor e o medo. O trabalho destes doutores palhaços é fundamental, mesmo que demore a chegar aquele sorriso no menino calado, de ar carrancudo e que se coloca sozinho a um canto. (Pode apoiar este projeto aqui).

Penso também nos outros meninos e meninas que, não estando doentes, já sofrem que chegue. Possamos nós, gente comum, dar-lhes um pouco de alegria, tornar-lhes a vida um pouco mais fácil. No nosso dia-a-dia, no nosso trabalho…

Às vezes passa-me pela cabeça, mas não concretizo, tenho vergonha, poderão pensar que endoideci de vez: «e porque não trazer um nariz vermelho no bolso e colocá-lo no momento certo para aquele aluno que não há maneira de sorrir?». « – Não é Carnaval…».

O riso falta também na sala de aula…

A cultura também se exporta

Em meados de Julho passado, foi levada a cena na Casa do Vinhal, em Vila Nova de Famalicão, uma peça de teatro dedicada a José de Azevedo e Menezes, ilustre famalicense cuja vida e obra tive oportunidade de estudar para redigir a dramaturgia.

A peça foi representada pelo grupo de teatro “O Andaime” que é composto por jovens estudantes e dirigido por Fernando Silvestre (direcção, encenação e voz-off), com música duma orquestra da “Arteduca” dirigida por Gil Teixeira,  tendo a produção, no âmbito do projecto “Viver Famalicão”, ficado a cargo da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, entidade promotora da iniciativa que, espera-se, irá repetir por outras ilustres casas famalicenses. É, também, por todos os envolvidos, um belo exemplo do que se pode fazer com amor e paixão à arte.

Ora, da peça de teatro, faz parte uma curta-metragem com os personagens José de Azevedo e Menezes, Vicente Pinheiro (da Casa de Pindela) e Bernardino Machado, cuja acção decorre durante as suas juventudes (1868). Foi realizada por Paulo Lima, que este ano foi estudar cinema para Barcelona e cujos trabalhos, como aquele de ora falo e outros (que aqui voltarei para falar), demonstram já o quanto promete. Aqui está ela:

Eu, cigarra, me assumo

Por Noémia Pinto

Sinto-me insultada.
E não devia sentir-me assim.
Tentaram ser pedagogos e chamaram-me cigarra. Com toda a razão. Talvez tenha sido isso que me ofendeu mais. Chamarem-me preguiçosa, mandriona, gastadora, irreflectida, pouco previdente e tudo o mais implícito no termo e terem razão para o fazer.
Neste momento sou, como infelizmente o são milhares de Portugueses, uma cigarra. Vivo da ajuda de terceiros. Não sou capaz de prover ao meu sustento e ao sustento dos meus dependentes, a saber, duas crianças, dois cães e quatro gatos. Não soube poupar os ganhos exorbitantes (!!!) que tive até há algum tempo atrás e agora estou na penúria, a viver da caridade do Estado, ou seja, a viver da caridade de todos os meus compatriotas.
Mas deixem-me contar a história desta cigarra.
Comecei a trabalhar com 17 anos de idade. Como operária numa fábrica. Tinha reprovado na escola e, depois de completar o 9º ano de escolaridade, a minha mãe pôs-me a trabalhar. Já aí se notava a minha «costela» de cigarra. Eu não queria ser operária. Não queria trabalhar. E a minha mãe, formiga muito trabalhadora, obrigou-me. O Director-Geral da fábrica, também ele um homem de trabalho, uma grandessíssima formiga, disse à minha mãe que eu não queria trabalhar e, por isso, ia pôr-me na linha de produção, apesar de os meus testes psicotécnicos terem sido os melhores de todos os candidatos.
E lá comecei eu, mas como boa cigarra poliglota que sou, evidenciei-me pelos conhecimentos de Inglês. Vá-se lá saber como é que num departamento de produção se repara que uma formiga fala línguas estrangeiras… Fui observada frequentemente e prolongadamente e o novo Director-Geral achou que eu era mesmo o insecto perfeito para ser sua tradutora/ secretária. E esta formiga lá saiu do carreiro… [Read more…]

A felicidade também faz um jornal

Hoje, Miguel Esteves Cardoso (Público) sacia-nos com estas palavras, poesia perdida (?), poesia que não é um engano nos dias que correm, poesia que é a nossa maior necessidade. As suas palavras – intencionalmente encaixadas entre notícias de austeridade, troika, dívidas, TSU, pobreza, desaparecimento da classe média, etc.- que, com amor se casam uma às outras, como MEC e Maria João, falam do que verdadeiramente interessa na vida, ofuscado pela miséria que nos aparece mais visível:

O futuro contém a nossa morte e, depois dela, o infinito de nadas, chato como o ferro do cosmos, que antecedeu os nossos nascimentos.

A felicidade, se calhar, é desejar que as coisas não piorem muito, de dia para dia, para não se notarem tanto.

O presenteaquilo que ainda se tem, a começar por estar vivo e lembrarmo-nos de termos estado pior — é a felicidade maior, somada às memórias de felicidades que continuam vivas e que nos fazem sorrir, pertencer e desejar bem aos outros que ainda não as tiveram. Se não nos lembrarmos de termos estado pior ou não tivermos a esperança de ficarmos melhor, já não conta como felicidade; já não conta como presente. Não é só dizer “eu ainda consigo”: é preciso também haver a consciência de ter prazer, não em conseguir, mas nas coisas que se fazem.

Todos sabemos o que nos espera. Interessa apenas decidir não tanto o que fazer enquanto esperamos como descobrir as formas que ainda nos restam de nos distrairmos. A distracção é a forma mais exaltante da vida. Quem se pode distrair — amando, lendo, pintando, trabalhando, coleccionando, politicando — não pode ser inteiramente triste, não por não estar apenas simplesmente não-morto e vivo, mas por ter encontrado a maneira de fazer pouco do presente, em atenção ao passado ou ao futuro lembrado ou desejado, como momento e movimento em direcção a eles.

Restam as consolações.

Quando é ser momento ou movimento a única coisa, para se ser feliz, que se quer.

À atenção do ministro Álvaro


O design da Pastelaria Semi-Industrial Portuguesa

via Tiago do 5 Dias

Morte e impostos

Hoje, no Escrito na Pedra (Público):

“Nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos” – Benjamin Franklin (1706-1790)

 

 

Miguel Macedo diz que os portugueses têm de ser menos bois e mais rãs

Miguel Macedo, depois da gaffe da cigarra e da formiga, poderia estar preocupado com a imagem, mas, segundo fonte do seu gabinete, “felizmente, não tem vergonha na cara. Para além disso, como está sempre a abrir muito os olhos e tem uma voz demasiado grave, anda constantemente entontecido, pelo que não se apercebe das consequências do que diz, sendo imune ao arrependimento, o que é imprescindível num político.” [Read more…]

Caminhos da Memória: A trajectória dos Judeus em Portugal

As perseguições, as conversões e a expulsão dos Judeus, o rei D. Manuel I e a Inquisição.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI
Unidade 5.2. – Os novos valores europeus

Les fables de La fontaine

Marie-Jo Lafontaine

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