Antão Ramos – Voto de pesar da Assembleia da República

Já cá falei acerca do meu Patrono, Fernando Antão de Oliveira Ramos.

Entretanto, aqui fica o mais do que merecido voto de pesar da A.R., para memória futura:

António Borges completamente bêbado

Muita coisa poderia ser dita sobre este discurso de António Borges, o mentecapto. Mas como mentecapto é o registo mais educado que arranjo, fiquemos por aqui.

Não deixem de observar a pose, a geometria dos braços, os trejeitos do focinho, a coreografia das patas superiores. Este animal quando se levantou não fazia o 4. Espero que seja apanhado a conduzir assim e levado a tribunal. Por muito menos já vi gente (ok, humanos, é outra espécie animal) a entrar em coma alcoólico.

A recepção da recessão

Rui Miguel Ventura Duarte*

(Texto publicado no Público de hoje e republicado no Aventar, com permissão do autor)

São duas as ordens de razões com que os defensores Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) sustentam a sua causa: (1) o critério fonético — escrever como se pronuncia, sendo que a escrita deverá ser o testemunho, tão fiel quanto possível, da pronúncia (“Nota explicativa” [NE] n.º 3 apensa ao AO90). (2) a unificação da grafia numa língua que se pretende de comunicação internacional, pelo facto de ter dois padrões escritos (cf. os dois parágrafos finais da NE n.º 2). Concomitantemente, é costume porem em questão o argumento da etimologia, alcunhando-a de “falácia”. E citarem a autoridade de um linguista como António Emiliano, da Universidade Nova de Lisboa, conhecido opositor ao AO90, e as suas reservas no tocante a tal argumentação. No meu artigo “As razões das raízes”, publicado nas páginas deste jornal no passado 17 de Agosto, reconheci, sem reservas, “que a etimologia sofreu desde a reforma de 1911 diversos ataques que a fizeram recuar, com privilégio da aproximação à fonética, afinal o argumento mais utilizado pelos paladinos do AO90”. Com efeito, muitas e complementares podem ser as razões contra o AO, embora possam umas na actual conjuntura ter mais peso do que outras. Considero a actual norma, de 1945, uma base de trabalho suficientemente aceitável; e, como classicista, assumo a causa da memória etimológica ainda restante como uma reserva… “ecológica”. Devemos até lembrar-nos de que antes de a representação se reportar ao significante fónico, os sistemas gráficos primevos constituíam a tentativa de representar ideias. Defendi que a palavra escrita, mais do que um meio, é também objecto de pensamento e reflexão, ela é o mistério a perscrutar. [Read more…]

PPP = seis submarinos anuais

Convinha que os manifestantes que hoje acorrerão ao Terreiro do Paço, tenham bem presentes as artes de ilusionismo partidário que rodeiam todos os assuntos públicos. O “caso dos submarinos” tem servido para entradas diárias nos telejornais e é pasto para uma imprensa a soldo. Membro da NATO, Portugal possui hoje um potencial Mapa Cor de Rosa atlântico, reivindicando uma gigantesca superfície marítima,  até agora denominada de Zona Económica Exclusiva. No momento em que já correm sérios rumores acerca de uma “mutualização de recursos” dos países membros da UE – ou por outras palavras, o esbulho deste nosso património -, a classe política entretem-se com os seus excelsos problemas de protagonismo arredonda-contas.

Seis submarinos por ano, é este o preço que as PPP implicam durante mais de duas gerações. Ao actual governo, decididamente falta uma voz política que explique o que em Portugal tem sido feito desde há décadas.

Grandes exploradores – Francis Drake

O fim da supremacia ibérica nos mares coincidiu, em finais do séc. XVI, com a ascenção económica dos países do norte da Europa, Holanda e Inglaterra. A acção dos corsários, entre outras razões, desempenhou um papel muito importante. É neste contexto que se insere a figura de Francis Drake.

Relvices

Estava o Relvas na TV a ler um discurso cheio de floreados e valores como aqueles que ele tem demonstrado não ter. Era como assistir a uma dessas novelas dobradas onde os lábios dizem uma coisa e a voz diz outra. Parecia pensativo. Alguma amarelice o preocuparia?

Hoje, às 3!

No Terreiro do Paço!

A vida num Mini

Hoje, no caminho para o trabalho, seguia à minha frente um Mini branco, modelo antigo. Ri sozinha ao imaginar-me dentro daquele carro pequenino, baixinho, gracioso em seus movimentos e deliciosamente lento.

Mais adiante, reparo que meia dúzia deles aguardavam na berma da estrada antes de chegar a Albergaria (Curval). Uma concentração de Mini’s novos e velhos? O Mini branco não encostou: seguiu a sua vida. Teria conhecimento do evento?

Fiquei com estes pensamentos: «A vida ao ritmo do Mini Austin (do antigo), ao ritmo humorístico de Mr. Bean, ao ritmo do caracol, numa escolha pelo modo slow food, num slow life…».

«Difícil». O meu ritmo é mais o alucinante. É mais o querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo para nada perder. Mas aspiro ao slow life… O meu sonho é viver devagar, vagarosamente.

Talvez um destes sábados encontre por aí um daqueles Mini com mais de trinta anos, estimado, invejado.

É que ao sábado os Mini’s saiem à rua em paz!!

Nuno Crato, o travesti

Nuno Crato tem sobre Maria de Lurdes Rodrigues a vantagem de ser uma mulher mais bonita, apesar da barba mal feita, sendo, ainda dotado de uma doçura toda feminina, mesmo com voz grave. No fundo, Nuno Crato é um travesti, o que se confirma, em primeiro lugar, pelo facto de ser um secretário de estado das finanças disfarçado de ministro da Educação.

É nessa qualidade que impõe a austeridade e pratica o empobrecimento, e não me estou a referir a cortes salariais ou a despedimentos de facto, mesmo que não de direito.

O empobrecimento atinge, desde logo, o currículo, reduzindo o contacto dos alunos com áreas do conhecimento que vão da Filosofia às Artes. O aumento do número de alunos por turma e a criação de mega-agrupamentos constituem outra face desse mesmo empobrecimento, tornando mais desumana a escola e, portanto, mais ineficaz o ensino. A austeridade exerce-se sobre os vários apoios a que os alunos deveriam ter direito e afasta da escola professores, técnicos e funcionários. Como qualquer travesti que se preze, Nuno Crato abusa da cosmética. [Read more…]

Convites

Não foi convidado?

Mas quem é que ia cometer esse erro?

Ainda aparecia com os amigos!

E já agora, alguma malta do PS que anda tão preocupada com o Mário Nogueira podiam começar por olhar para dentro…

 

Fotógrafos portugueses

José Magalhães, que lança hoje o seu livro de poesia

Quantos cabem?

Um país inteiro!

Galego do Sul ou Português do Norte?

Hoje, na Universidade de Vigo, explicava a um dos meus professores que um dos meus amigos e parceiro me denominava, enquanto perigoso regionalista nortenho, habitante da Galiza Sul. Ao que ripostou, com sonora gargalhada tão típica de galego, que ele se sentia um português do Norte.

 

Nem todos percebem esta relação verdadeiramente especial entre nós, as gentes do Norte de Portugal e as gentes da Galiza, sobretudo do Sul da Galiza – Tui, Vigo, Ourense, Pontevedra e mesmo, independentemente das rivalidades com Braga, Santiago de Compostela.

 

O Minho sempre foi uma ponte entre estes dois territórios, nunca uma fronteira ou um separador. As margens do Minho ou os montes que unem as duas regiões sempre foram pontos de passagem. Mais recentemente, no século XX, serviram de refúgio da Guerra Civil de Espanha ou de fuga/regresso, conforme as perspectivas políticas, nos primeiros tempos da nossa democracia.

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