Proxenetismo fiscal

-O proxeneta como sempre é o Estado, incapaz de fazer dieta para emagrecer. As putas, são os portugueses. Não sinto qualquer vontade em voltar a trabalhar no meu país. O PSD é ainda mais socialista que o PS. Desde a promessa não cumprida pelo cherne do choque fiscal, que não voto na seita laranja. Se o CDS-PP continuar a ser muleta desta política, é simples, deixarei de votar.

“Novas” Medidas

Em resumo, frente ao precipício sabemos dar o passo em frente:

  • Processo de ajustamento alargado aos privados: aumento da TSU para 18% para todos (de 11%);
  • Desce a contribuição das empresas para a SS para 18% (de 23.75%);
  • Subsídios pagos mensalmente (?);
  • Pensionistas e reformados: mantém-se o corte de subsídios enquanto vigorar o plano;
  • Os rendimentos mais baixos poderão ver devolvido algum do rendimento via reembolso de IRS.

Mais uma vez, não é demonstrado de forma nenhuma, a relação de causa efeito esperada entre estas medidas e os resultados esperados na economia. – Estamos a ser governados pela fé, pela crença, pelo dogma.

Literacia não é para nós

Hoje no DN, a comissária europeia da Educação e Cultura, Androulla Vassiliou e Petra Laurentien (princesa dos Países Baixos), escrevem em conjunto sobre a Literacia (“precisamos de ser mais ambiciosos“).

Transcrevo parte do texto:

A literacia é essencial na vida moderna. Nas sociedades dominadas pela palavra escrita, é um requisito fundamental para os cidadãos de todas as idades. É crucial para a parentalidade, para conseguir e manter um emprego, ser um consumidor ativo, gerir a saúde e tirar partido do mundo digital.

Porém, quase 75 milhões de adultos não dispõem das competências básicas necessárias para funcionar plenamente em sociedade. A próxima geração não está em vias de melhorar esta situação.

(…) A situação em Portugal, embora seja melhor do que em muitos outros países da UE, não deve deixar margem para complacência.

(…) Os dados estatísticos atuais são maus augúrios para o futuro. As pessoas com um nível insuficiente de literacia têm menos probabilidades de completar os estudos, mais probabilidades de ficar desempregadas e de sofrer de problemas de saúde. As crianças cujos progenitores têm competências reduzidas nesse domínio são mais suscetíveis de ter dificuldades a nível da leitura.

(…) O investimento em serviços de educação de elevada qualidade é um dos melhores investimentos que os países podem efetuar.

(…) É necessário colmatar o fosso socioeconómico, causa principal dos problemas de literacia, garantindo serviços de educação de elevada qualidade a todos.

(…) Se existe uma mensagem importante a dirigir aos governos europeus é a de que precisamos de elevar as nossas aspirações. (…)

Isto não é para nós… não temos governos que invistam em educação como se tem visto; vivemos uma grave crise económica; e os nossos governos não aspiram a valores elevados.

Regresso ao trabalho

Aliviado por ter a vida resolvida antes das férias, lá fui passar uma semanita no Oeste em casa de uns amigos da minha irmã.
E que amigos! A dona da casa, a Joana, vive lá com o marido, a filha de 18 anos e a namorada. Namorada da Joana, entenda-se, para grande desgosto do corno manso do marido. Partilham a casa com outro casal – ele é bissexual e ela anda em chats de engate. No meio daquilo tudo, só conseguia pensar para mim próprio: e eu a pensar que era progressista e avançado em matéria de costumes!
Gente marada mas muita simpática – as férias passaram num voar.

Já voltei ao trabalho no meu agora  mega-agrupamento do litoral. Litoral porque não fica bem no interior, mas não tenho vistas para o mar, tenho é vistas para os transportes público  (como sabem, não tenho carro e as várias escolas do Agrupamento ficam longe umas das outras).

Vai ser bonito! Só estou à espera do horário para ver quanto tempo tenho para correr de uma escola para a outra, mesmo que não saiba como é que vou correr. Se calhar vou ter de usar o Subsídio de Natal para tirar a carta e dar entrada para um carrito…
Mas espera! Não vou ter subsídio este ano! Sendo assim, resta-me esperar que o Director se lembre que entre a Secundária (casa fina, gente rica é outra coisa, e lá me deram duas turmas, 4 horas por semana) , a EB 23 que até fica perto (mais 3 turmas) e a outra EB23 dos súburbios (para 11 turmas faltavam 4), não tenha de apanhar muitas vezes o táxi e consiga usar os autocarros.

Portugal tem professores a mais?

O Diário de Notícias está a levar a cabo um inquérito perguntando, aos seus leitores (online), se Portugal tem professores a mais. Resultado às 16 horas de hoje: sim com 55% e não com 45%.

Crato tem aqui um bom exemplo ou argumento de que não somos precisos e que  está justificado o que fez ao “mandar para a rua” 43 mil professores (ficaram sem lugar, que é a mesma coisa). Tinham trabalho até Julho! Eram precisos lá.

Eu não acredito que assim seja. Não acredito que os portugueses pensem exactamente assim.

Vá lá e vote NÃO.

Portugal Não tem professores a mais! Precisa de todos, para bem da qualidade do ensino.

Com menos professores, os que ficam estarão ainda mais sobrecarregados do que anteriormente.  Em 2009, a OCDE acusava esta situação em Portugal.

Mas ninguém fala nisto. Nuno Crato faz orelhas moucas a relatórios como este. Dá-lhe jeito.

Há professores a mais?

A entrevista de Maria de Lurdes Crato ao Jornal Sol (II)

Um dos elementos de análise de Nuno Crato ao Jornal Sol é o número de alunos, a decrescer e, como consequência, a necessidade de diminuir o número de professores.

Uma consulta rápida às estatísticas disponíveis sobre o número de alunos matriculados na Educação Pré-Escolar e nos Ensinos Básicos e Secundário mostram que a realidade de Nuno Crato não é tão simples como o Ministro a define.

Há uma redução dos alunos inscritos de 2009 para cá, mas entre 2005 e 2011 há um saldo positivo de 275602 alunos inscritos no sistema educativo. Não nos parece que as políticas educativas de um país possam ser medidas em função do que se passa no ano x ou no ano y. Há uma evidente necessidade de procurar tendências de médio e longo prazo e é isso que tentamos fazer agora.

2005/2006: 1648134;

2006/2007:1670763;

2007/2088:1701482;

2008/2009:2056148;

2009/2010: 2014634

2010/2011: 1923736

Continuar a ler “A entrevista de Maria de Lurdes Crato ao Jornal Sol (II)”

Manual escolar

Daniel Oliveira tem razão e apenas escreveu aquilo que muitos dizem há décadas. Este tema dos manuais escolares, está precisamente na mesma linha daqueles outros tabus anti-fascistas, como a enxurrada de “senhores doutores” ao estilo Freixial pós-1974. Manual escolar é para alguns, um sinónimo de 2ª República. Pois não devia ser.

Que venham os ditos livros únicos, definidos e produzidos pelo Ministério da Educação. Livros que possam permanecer nas escolas durante alguns anos e passem pelas mãos de vários alunos. O desperdício e os escandalosos negócios que exaurem uma imensidão de recursos – sejam eles familiares ou decorrentes da própria produção dos livros -, podem e devem ser evitados.

É claro que tudo isto seria muito interessante, desde que alguns desses manuais – os de História, por exemplo -, não passassem a ser veículos de transmissão de preciosidades dos tempos em que a minha bisavó era uma menina uns anos mais nova que o estudante Salazar : finda a 2ª República há duas gerações, nada de Trotsky, nada de Estaline e nem sequer Cunhal.

A entrevista de Maria de Lurdes Crato ao Jornal Sol

Em tempos a mais famosa Ministra da Educação deu uma entrevista em que afirmava a vitória junto do povo, apesar de ter perdido os professores.

Numa entrevista ao Jornal Sol, o ex-comentador televisivo Nuno Crato segue o mesmo caminho e entra por atalhos que o colocam do lado errado do filme:

Está preparado para sofrer contestação de rua como a que teve Maria de Lurdes Rodrigues?

Eu acho que não. Acho que não vai acontecer. Por uma razão: eu percebo que haja grandes problemas em alguns sectores, eu percebo a situação humana em que estão muitos professores contratados – eu percebo isso. Mas também creio que existe um entendimento por parte dos professores e por parte dos directores de que nós estamos a trabalhar para melhorar a Educação em Portugal. Portanto, tenho o maior respeito pelos nossos professores e pelos nossos directores. Estamos em contacto permanente. Oiço muito directores e oiço muito professores.

Mas não lê os blogues onde eles fazem comentários ácidos à sua política?

Não, não leio os blogues. Não tenho tempo e não considero que seja uma coisa muito importante. Prefiro ouvir as pessoas cara a cara. As pessoas descarregam as suas idiossincrasias das mais diversas maneiras. Não estou preocupado com isso, estou preocupado com o trabalho dos professores e dos directores.”

Continuar a ler “A entrevista de Maria de Lurdes Crato ao Jornal Sol”

Crapulices

Houve uma criatura que mentiu acerca do que Rui Ramos escreveu na “História de Portugal”. E, com base naquilo que Rui Ramos não escreveu, chamou-lhe “fascista” e outros insultos.

Margarida Bentes Penedo não identifica a criatura, não localiza onde lhe chamou fascista, nem especifica os restantes insultos.

Mente. São assim os defensores de Rui Ramos.

Tal como neste documentário da Nato sobre o Portugal  de 1956 onde aos 13m18s Salazar até vota. A ilustração perfeita do Portugal inventado por Rui Ramos e que tantos seguidores tem. Depois de mentirem cem vezes já Salazar salvou a pátria e Manuel Loff lhe chamou fascista. Ao Rui Ramos, é claro.

Via Quadro Preto Riscado a Giz

Romeu e Julieta

Uma das obras mais importantes de Shakespeare, que segue muitas das características do teatro clássico. Das várias versões para teatro e cinema disponíveis na net, destaca-se a obra-prima de Zeffirelli, de 1968, legendada em português.
ficha IMDb

Carregue para ver o filme

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI
Unidade 5.2. – Os novos valores europeus