O 15 de Setembro correu mesmo bem

O Merdina Carreira está chateado. Ainda vai para o governo e lá teremos saudades dos que lá andam.

Magnífico Reitor

Discutível mas imperdível, o discurso na Abertura Solene das Aulas de João Gabriel Silva, Reitor da Universidade de Coimbra.

A reabilitação de João Franco

Num daqueles impulsos que tão bem o caracterizam, o senhor doutor Mário Soares ainda acusa o corte de subsídios desfechado sobre fundações privadas que medram com dinheiro público. Agora, numa revanche à la française, decreta a urgência da corrida a pontapés do governo saído de uma maioria eleita há pouco mais de um ano. Deve andar bem influenciado pela nova praxis imperial sediada em Bruxelas, trauteando a conveniência do encontrar de um luso-Monti  que satisfaça os apetites da tal Europa federal que continhas bem feitas, não existirá.

João Franco governou por decreto, mas com eleições marcadas para 5 de Abril de 1908. Mário Soares inverte a situação: fazem-se eleições e depois arranja-se um governo que nada tenha a ver com as ditas cujas. No tempo de D. Carlos I, governar com liberdade de imprensa e de reunião, mas através de decretos que não iam ao Parlamento, chamava-se – abusivamente, é verdade – governar “em ditadura”.

O único problema a colocar aos entusiastas de soluções expeditas gizadas pela plutocracia, consistirá no seguinte: no circo da política nacional, não existe alguém que remotamente chegue à unha negra do pé esquerdo de João Franco. Percebeu, Dr. Soares?

Sondagem – Universidade Católica

PS – 31%
PSD – 24%
PCP – 13%
BE – 11%
CDS  – 7%

Aqui

A carta de Pedro Dias ao governo

Sendo um péssimo discípulo do Mestre, como entre alunos e antes de existirem mestrados o tratávamos, sempre tive muito orgulho em ter aprendido com Pedro Dias. Politicamente é outro filme, muito embora conheça o seu percurso político, da oposição antes de 74 ao PPD pouco depois. Homem honrado sempre o conheci:

Exmo. Senhor Doutor Rui Pereira

Muito Ilustre Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Cultura

Venho, por este meio, manifestar a V. Exa. o meu desconforto pela situação que me foi criada, com os sucessivos adiamentos da minha saída da direcção da Biblioteca Nacional. Ficou claro, quando do surpreendente convite que me foi feito, que só o aceitaria, pelo período necessário que decorresse até à reabertura ao público da Biblioteca Nacional de Portugal. Acaba de passar um ano sobre essa data, em que, todo o espólio da instituição, fisicamente ou através de meios informáticos, voltou a estar disponível. Apesar dos meus apelos, e da minha renúncia formal, em 28 de Dezembro passado, não fui dispensado, acrescendo que, desde 1 de Abril último, por motivo da entrada em vigor da nova Lei Orgânica, me encontro em gestão corrente. Os prejuízos pessoais e familiares para mim são grandes, e do ponto de vista de saúde ainda pior.

Mais ainda, não só não me revejo na politica do Senhor Primeiro Ministro, como estou completamente contra ela, e não reconheço legitimidade ao Governo para se manter em funções, por ter renegado todas as promessas feitas ao eleitorado, e que constituem a base da sua legitimidade democrática.

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Congestões

Alguém informe o CDS que há mais congestionamento nos centros de desemprego do que na rotunda do marquês.

Ricardo M Santos

Os problemas de comunicação do governo

Por muito que queiramos (ou quiséssemos) olhar para os políticos como casos individuais, o seu comportamento é demasiado estereotipado para que o mereçam, tornando, por exemplo, as Farpas queirozianas textos infelizmente intemporais, tal é a triste semelhança entre os politicotes da Regeneração e os espécimes ministeriais nossos contemporâneos.

Sempre que algum aspecto da governação suscita crítica ou revolta, lá surge um sequaz do governo a choramingar que os ataques resultam da dificuldade em explicar as medidas. Na realidade, o governante limita-se a agredir o cidadão, esperando que este compreenda que o soco que lhe acerta na queixada é, afinal, beijo apaixonado, manifestação evidente de um amor mal compreendido. No fundo, o governo pouco difere do perpetrador de violência doméstica que explica à vítima que a quantidade de porrada é directamente proporcional à paixão. [Read more…]

A Maria João Marques será uma criatura?

É possível. Sem dúvida que burra e ignorante. Vá ler poesia,  cresça, minta menos e apareça.

Más-línguas

José Cândido
Porto, 18-09-2012
– Tenho lá uns livros na estante que estão bons para ser trocados por uns bonitos, com cheiro a novo, onde assino?
– Olha, e eu estou farto de colocar letras que não servem para nada! Ainda bem que estamos de acordo…
– E sempre fazemos um sainete com os falantes próximos da nossa língua, até conheço um…mas isso agora não interessa!…
A ditadura encapotada de um governo já extinto, mas com estranhos reacendimentos no actual, ditaram que para escrevermos bem, teríamos que abdicar de um conjunto de letrinhas, acentos e demais acessórios, para que pudéssemos apresentar ao Mundo como uma grande comunidade falante e escrevente, com notáveis vantagens económicas para o país. Em vez de se editar um livro do Saramago em Português de Portugal e outros tantos nos portugueses diversos que se espalham pelo Mundo (e dos quais, por ignorância, só conheço o «brasileiro»), seria possível, com algum corte e costura, e por meio de uma manobra de reengenharia linguística (talvez mais gráfica), editar massivamente milhões de cópias do dito autor (ou de qualquer outro, entenda-se), e todos ficavam felizes.
Cega de tanta felicidade, a ditadura estabeleceu que não haveria espaços a qualquer contestação e obrigou logo logo as nossas criancinhas – o futuro do país – a tragar aquela coisa que tão bem dormia, e alguém quis acordar. Os dicionários, bafientos, que os pais das crianças tinham nas prateleiras e que serviram os seus pais, e quiçá os seus avós passavam a peça de museu. Portugal é um país moderno, cheio de autoestradas vazias, e demais infraestruturas sem manutenção ou aproveitamento, e como tal, necessitava também de renovar toda a frota de livros.

O Sacro e Pontifical Soares Falou Outra Vez

O monolítico burguês Mário Soares, o grande empedernido de todas as gulas, a grande caricatura da caricatura do socialismo, grande desgraça e pai de muitas, voltou a falar. Falara já ontem. E amanhã falará com o peso e a importância de um peido solene. [Pacheco Pereira, falhado e tortuoso político em quem ninguém votaria, é outro que de vez em quando também emite raivosamente]. Mas Soares tem mais peçonha. Décadas e décadas de boa vida só agora ameaçadas determinam que emita sinais de fumo e odores a corno queimado.

A sua tristeza e irresponsabilidade pronunciativas não poderiam ser maiores. Daí o passar para as palavras todo o anquilosamento moral acumulado nas carnes laicas. É como se agora nos quisesse descolonizar outra vez. Parasitariamente, para ele o dinheiro da Troyka aparece sempre. Por isso berra com a delicadeza, o sentido de Estado e a ponderação com que descolonizou África. Para que lhe fazem perguntas, meu Deus?! O inquieto e túrbido Soares está somente atormentado consigo mesmo nos proventos ameaçados e com a Fundação sujeita a um corte de 30% por parte do Governo Passos.

Mário, Vossa Antiguidade não consegue sofismá-lo. Vossa Autoridade aparece agora tão castigadoramente a pronunciar-se sobre o Governo Passos como se o Passado não pesasse. Como é que Vossa Sujidade só aparece agora como soberaníssimo desdenhador de uma governação? Como é que Vossa Pontifical Vestustade só anatemiza a Troyka e o Passos, com frases cortantes só dedicáveis a canalhas, a ditadores e a assassinos?!

A nossa obtusidade deve ser incomensurável para não perceber os rótulos que todos os dias comummente e burguesmente Vossa Anquilosada Senilidade apõe a este Governo afinal herdeiro de um outro, esse, sim, repleto de ladrões, de glutões, de incompetentes e comissionistas, como aliás foi e é Vossa Inefabilidade Furtiva. Mexe-se num privilégio de Vossa Endestésica Senhoria e logo sente por dentro mais fúria que a dos gatos por fora, quando lhes amarram campainhas ao rabo. Vossa Voracidade não tem uma palavrinha para qualificar os roubos e as devastações perpetrados pelos recentes anos socratistas-socialistas?! [Read more…]

Como de costume

O interesse dos partidos está a frente do interesse do país. É o que se conclui das últimas movimentações.

Crespôlandia

indecentemente roubado a Jota Digit Media

Crespo compara uma empresa com 17 canais de rádio e televisão, delegações e correspondentes no país e do estrangeiro, com uma televisão que tem 6 canais e outra com 2 canais de TV.

Crespo afirma todas as noites que a RTP custa 1 milhão de Euros por dia.

Para ele, este ano acabou no dia 23 de Agosto, com 235 dias apenas.
Ou seja, já estamos em 2013, Dezembro passou e o mundo não acabou.Crespo insistirá na ideia e 2013 terá apenas 180 dias. O Reveillon será a 29 de Junho.

Crespo sabe com a “excelência da informação” que tem, que a RTP custa 0,13% do PIB nacional, 23% a menos do que a média europeia. [Read more…]

A TSU posta em versos

Relaxa a rigidez do mercado de trabalho devido a redução do custo do salario com possibilidade de renegociação.

João Mirandaipsis verbis

O Nome da Rosa

O clássico «O Nome da Rosa», baseado no romance de Umberto Eco, é obrigatório para o estudo desta matéria, nomeadamente a acção da Inquisição. As cenas do tribunal, bem como as da tortura que o antecedem e a razão de todos os crimes na abadia, que nos remetem para o Index, são imperdíveis. É por aqui que se pode começar a mostrar aos alunos o que foi o Tribunal da Santa Inquisição da Igreja Católica ao longo dos séculos.
Ficha IMDb

Carregue para ver

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI
Unidade 5.2. – Os novos valores europeus

Por Terras de Cervaria (V)

Os sonhos molhados de Camilo Lourenço

Camilo Lourenço, mais do que um carreirista, é um medinacarreirista. Tal como o exemplar matricial, vive convencido de que é o grilo falante do portuguesinho, esse pinóquio que substituiu a mentira pelos gastos “acima das suas possibilidades”. Enquanto ao mentiroso de madeira lhe crescia o nariz, ao portuguesinho minguam-lhe os bolsos, para gáudio do Camilo que vê nesse encolhimento uma manifestação da justiça divina, não faltando muito para lhe ouvir gemidos de êxtase, sempre que o luso gastador é vergastado por mais um corte salarial ou um aumento de impostos.

Quando já não parecia possível descobrir mais delícias orgásticas causadas pelo cilício da austeridade, eis que o Camilo é surpreendido por uma tumefacção benfazeja, diante da visão do portuguesinho açoitado pela Valquíria Merkel. Chega a mesmo a sussurrar de olhos fechados: “Dá-lhes Angela, dá-lhes. Com força!” Adivinhando o clímax, sorri, entreabrindo os lábios, imaginando a raça superior a pisar os pigmeus da periferia, esses porcos que cospem no prato “greek style”. E é então, ao sentir-se tão superior no desprezo que se manifesta em inglês, que vê luzes, relâmpagos, foguetões. O que lhe vale é ter sempre um par de calças sobresselente à mão. “Ah, Angela, Angela!”