Ide votar, ide

A Grande Iniciativa Umbilical Da Rentrée – O Grande Prémio “O Liberal Encostado (Ao Estado) Do Ano”

Não é fácil a escolha. A minha seria o cromo do boneco abaixo, nas na falta desse, foi para o Betoneria Amaral, o qual conseguiu a proeza de ter as boas graças do cavaquistão e do socratismo.

Ângelo Correia e os direitos adquiridos

A magia dos números

Isto de números, e no caso de rankings, implica que se pense um bocadinho antes de usar.

Depois de Paula Teixeira da Cruz ter tido um ataque de bom senso e afirmado “está por provar que o sector privado seja mais eficaz do que o sector público“, Carlos Guimarães Pinto foi aos números.

No ensino saca dos rankings do costume. Convinha ler algumas letras, desde um estudo que demonstra o contrário, ao velho exemplo que arrasa os ditos cujos, já para não lembrar o óbvio, quem selecciona alunos obtém melhores resultados.

Aguardo que chegue à saúde mas espero que não tenha de ir parar às urgências de um hospital privado, já para não falar na espectacular oferta que este sector tem no campo da oncologia, por exemplo…

E a Opus Dei?

As listas quando se publicam deviam nascer para todos.

Postcards from Romania (30)

 Elisabete Figuieredo

Fui de comboio ao cinema, infinitamente, até Bucareste

O meu lugar tinha uma janela grande, não dividida. A velocidade do comboio, mesmo não sendo imensa, não me permitiu tirar muitas e, sobretudo, razoáveis, fotografias ao que passava além da janela. Então resignei-me e entre um livro (avancei 200 páginas hoje, claro), o caderninho de apontamentos a que estraguei o elástico, os passeios no corredor e algumas conversas, o que fiz mais foi olhar. [Read more…]

Chegou a Maria Filomena Mónica, evacuar as mulheres e crianças primeiro

Em defesa de Rui Ramos (doutorado em Ciência Política pela Universidade de Oxford) acorre hoje, no Público, Maria Filomena Mónica (doutorada em Sociologia pela Universidade de Oxford) acusando Manuel Loff (doutorado em História e Civilização pelo Instituto Universitário Europeu) de ser “um fanático”.

Depois de assumir isto

Nunca ouvira falar de Manuel Loffe (sic) teria vivido bem sem com ele me ter cruzado nas páginas deste jornal.
Suponho que a direcção não o chama à pedra devido ao medo de ser acusada de censura.

o delírio chega ao ponto de escrever:

Li a História de Portugal, coordenada por Rui Ramos, de ponta a ponta. O seu autor é de direita e eu sou de esquerda

Maria Filomena Mónica é de esquerda? pois sim, e invocando os Grandes Mários, eu sou a Josefa de Óbidos.

Texto da Separata Gratuita de Mário Henrique-Leiria

Colocações de Professores

Na DGAE; No SPN; Na FENPROF; No Arlindo; Nos Profs Lusos;

 

Demita-se, Nuno Crato!

Se não defende a Educação, o Ensino, os Professores e os Alunos.

A Escola Pública vai fechar?

Uma reflexão para ler sobre a Escola Pública, por José Carlos Cidade:

“Ironicamente é num momento de recessão, de grandes dificuldades para as famílias que o governo diminui a capacidade de resposta da Escola Pública, tornando ainda mais complicada a saída da crise. A Escola Pública é uma conquista da República e, em especial, da Democracia que não pode ser maltratada e reduzida a nada por um qualquer preconceito ideológico ou por um qualquer pretexto económico. Fechar a Escola Pública seria fechar o futuro do país.”

Profissão pesadelo

Capa do DiaUma das profissoões mais bonitas, mais respeitadas, mais prestigiantes, torna-se a passos largos na ou numa profissão pesadelo. Quem quer ser professor?

É “humanamente preocupante”: este cenário de desemprego em massa e o futuro do ensino em Portugal, como se escreveu hoje no Público.

Este concurso de colocação foi um massacre, “de uma violência atroz”.

Eu sou professora. Tenho trabalho este ano. Mas sinto-me deprimida e revoltada com a situação de familiares meus, professores de EVT (entre os cerca de 2000 candidatos nenhum foi colocado) e do 1º ciclo, e de todos aqueles que não têm trabalho este ano.

“Só foram colocados 7600 professores dos 51 000 que se candidataram”. São cerca de 43 000 sem trabalho. Como se não houvesse tanto a fazer nas escolas. E depois exige-se aos professores o sucesso dos alunos… Querem alunos motivados, mas os professores têm que estar motivados primeiro.

Mas o que é isto?

É um profissão em crise. É o ensino em Portugal perto do abismo. Os alunos são vítimas e os pais ainda não viram isso. O que é que as Associações de Pais estão a fazer perante o número de alunos por turma (entre os 26 e os 30)? Ou turmas de 32 no caso do ensino articulado?

A Armada: O outro lado do descobrimento

rta de animação inspirado na Carta de Pero Vaz de Caminha e em Os Lusíadas de Camões. Muito bom.
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Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.

Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo

Postcards from Romania (29)

Nove horas de comboio

A Eniko vem para me levar à estação e despedir-se de mim. Custa um bocadinho, é certo, abraços e beijos e eu entro no comboio que me há-de levar a Bucareste supostamente em 8 horas e meia e a Eniko ali fica, do outro lado da janela, as duas maluquinhas a falar por gestos, a mandarmos beijinhos, a sermos ternas. E eu cá acho bonito.

O comboio parte da estação de Cluj-Napoca às 14h10 em ponto. Quem disse que na Roménia os comboios não andam a horas, engana-se. Partem geralmente a horas, mas algures pelo caminho vão perdendo a pontualidade… tem sido sempre assim. De qualquer forma os atrasos, mesmo do regional velhíssimo em que andei entre Brasov e Sighisoara, nunca ultrapassaram a meia hora. Aconteceu hoje e em vez das 8 horas e meia, demorámos 9h a percorrer um pouco mais de 400 km. São imensas horas, bem sei, para tão pouca distância. Mas a linha entre Cluj e Brasov é antiga e, embora o comboio – um intercity – suportasse velocidades maiores, a linha não. Por isso, nada a fazer senão estar fechada dentro do comboio as horas que forem precisas. A minha mãe há-de gostar de saber que só fumei, nessas 9 horas, quatro cigarros. Sinceramente, tenho os níveis de nicotina muito em baixo, embora tenha tentado repô-los assim que me apanhei na Gara Nord, em Bucareste. [Read more…]

Pelo NOSSO futuro, façam a VOSSA parte

Hoje abdiquei de um dia bem especial por uma causa maior. Aquela a que decido parte da vida há uns anos. Os Professores e a Escola Pública. Saíram as colocações.

Estive na Avenida dos Aliados no Porto para, em tempo real, mostrar ao país a vergonha que Passos Coelho, Paulo Portas e Nuno Crato trouxeram para as nossas escolas.

Sobre o desemprego provocado, por opção, subscrevo integralmente o António Nabais.Voltarei com uma reflexão pessoal mais tarde.

Por agora queria só partilhar a minha tristeza pela TUA ausência! Sim! A TUA que és Professor e que preferes o silêncio da tua casa, ou os likes no face, os comentários nos fóruns e nos blogues e que teimas em não perceber a importância da  rua!

Preferes bater nos sindicatos e em especial na FENPROF – hoje é um bom dia para me dizeres onde andam as outras amostras de sindicato- em vez de fazeres a tua parte.

Hoje é um daqueles dias! Eu faço a minha parte! Posso fazer mal, mas faço! Pode ser uma atitude ingénua e até pouco eficaz. Admito que sim, mas até prova em contrário não estou a ver outra melhor.

Qual foi a tua desculpa para hoje? Dentista? Compras? Micose?

Como costumo dizer, estou “efectivo à porta de casa“, a minha parte está feita, mas nem por isso perco uma (uma que seja!) oportunidade de lutar.

E tu? O que tens feito por ti? Acorda! 

Nota: desculpem lá a azia, mas o power volta na segunda-feira.