15 de Setembro, também em Coimbra


E era bom que numa qualquer praça de todas as cidades também.

Evento no facebook

Sábado, no Porto, de Branco

De BRANCO para simbolizar Mãos LIMPAS para agarrar o futuro do País!

Vamos a isso!

O Ártico em vias de extinção? Óptimo!

É uma excelente notícia. Aparentemente, o Ártico estará em vias de extinção. Se a notícia indicasse a possibilidade de o Árctico estar em vias de extinção, seria péssimo. Como é o Ártico, não faz mal nenhum. Antes pelo contrário: ainda bem. O Ártico não nos faz falta nenhuma. O Árctico, sim, faz-nos. Muita.

Nota: Segundo a Visão, o texto em apreço foi escrito em 9 de Setembro. Setembro. Com maiúscula? Óptimo.

Passos Coelho comenta as medidas do governo

Vale a pena ler a mensagem que o Pedro deixou no facebook. Tanta vacuidade faz com que seja um fortíssimo candidato a Belém. Os erros de português são da responsabilidade do autor do texto.

Amigos,

Fiz um dos discursos mais ingratos que um Primeiro-Ministro pode fazer – informar os Portugueses, que têm enfrentado com tanta coragem e responsabilidade este período tão dificil da nossa história, que os sacrificios ainda não terminaram.

Não era o que gostaria de poder vos dizer, e sei que não era o que gostariam de ouvir.

O nosso país é hoje um exemplo de determinação e força, e esse é o resultado directo dos sacrifícios que todos temos feito. Porém, para muitos Portugueses, em particular os mais jovens, essa recuperação não tem gerado aquilo que mais precisam neste momento: um emprego. Quem está nessa situação sabe bem que este é mais do que um problema financeiro – é um drama pessoal e familiar, e as medidas que anunciei ontem representam um passo necessário e incontornável no caminho de uma solução real e duradoura.

Vejo todos os dias o quanto já estamos a trabalhar para corrigir os erros do passado, e a frustração de não poder poupar-nos a estes sacrifícios é apenas suplantada pelo orgulho que sinto em ver, uma vez mais, do que são feitos os Portugueses.

Queria escrever-vos hoje, nesta página pessoal, não como Primeiro-Ministro mas como cidadão e como pai, para vos dizer apenas isto: esta história não acaba assim. Não baixaremos os braços até o trabalho estar feito, e nunca esqueceremos que os nossos filhos nos estão a ver, e que é por eles e para eles que continuaremos, hoje, amanhã e enquanto for necessário, a sacrificar tanto para recuperar um Portugal onde eles não precisarão de o fazer.

Obrigado a todos.

Pedro

Quem com menos faz mais…

 

Foi assim em Braga esta noite. A organização (Braga 2012 CEJ) esperava umas 20 a 30 mil pessoas. Eram os concertos (Buraka, The Gift e Mafalda Arnauth), eram oito zonas temáticas e era o terceiro momento do Festival do Norte (do TPNP) com teatro de rua. Para surpresa de todos, mesmo, foram mais de 80 mil pessoas e a Protecção Civil diz que este número é muito, mesmo muito conservador.

 

O comércio esteve aberto toda a noite e madrugada. Diversos estabelecimentos de hotelaria, situados um pouco por todo o centro histórico, tiveram de encerrar mais cedo pois tinham esgotado as refeições e o mesmo aconteceu com muitos bares e pontos de venda de bebidas com stoks esgotados. A afluência de público superou, largamente, a que se regista na noite de S. João, na Semana Santa ou mesmo na Braga Romana (e ainda por cima a chuva fez a sua tradicional aparição). Foram oito espaços temáticos envolvendo teatro, dança, música (fado, reggae, clássica, rock, pop, electrónica), multimédia e os 20 espectáculos de teatro, música e projecção multimédia do “Cidades Invisíveis” no âmbito do Festival do Norte. Foi assim, absolutamente arrasadora a Noite Branca da Capital Europeia da Juventude.

 

Uma nota final que diz muito sobre um tema que continua na agenda. Este evento único do Norte, por sinal o que mais gente juntou nas ruas, tirando o S. João do Porto, em 2012 (por agora) não contou com a presença da RTP que, segundo a mesma, não tinha ninguém na redação para fazer a cobertura. As privadas: SIC, TVI e Porto Canal, com menos de metade dos meios humanos e técnicos, estiveram presentes (já nem vou falar sobre a imprensa escrita ou as rádios, em força). Ou seja, com menos os privados fazem mais. A RTP, para não variar, com mais faz menos. Depois admiram-se com a privatização…  

 

Diz-me as tuas palavras, dir-te-ei quem és

 Ferreira Fernandes escreveu hoje mais uma interessante crónica na revista Notícias Magazine: «A palavra mais palavra do mundo: palavra». Refere-se ao jornalista, membro do júri Goncourt e apresentador de programas de TV francês Bernard Pivot (1935), que se tornou, “durante décadas, uma das personagens mais poderosas de França”.

Num dos seus programas televisivos em que entrevistava gente famosa como Woody Allen, Pivot perguntava-lhes “qual a sua palavra preferida?”. Woody Allen, como não podia deixar de ser, respondeu: “Não posso dizer, a minha mãe pode estar a ver o programa”. Outros disseram «tendresse» (Giroud), «lumière» (Mastroianni), outro «concupiscência».

A tese de Pivot é: diz-me as tuas palavras, dir-te-ei quem és. Revelamo-nos nas palavras que escolhemos. Não podemos resumir uma vida numa palavra, “mas buscando na memória, que está cheia de palavras, mesmo quem não quer ser escritor faz um belo livro”.

Há um ano atrás publicou-se o seu livro Les Mots de Ma Vie que, penso, não está editado para português (espero que o seja em breve).

Penso agora nos nossos políticos. Como eles se revelam naquilo que dizem… Político, diz-me as tuas palavras, dir-te-ei quem és.

E, já agora, caro leitor e leitora, qual a sua palavra preferida?

Nova sinalização rodoviária horizontal

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A Junta de Freguesia de Queluz adicionou nova sinalização rodoviária horizontal ao código da estrada. Significa: atenção eleitores, fizemos aqui uma corridinha. A Câmara de Sintra tem um camião/palco para eventos públicos e tem material de sinalização para provas desportivas. Tudo isto foi usado. Não o poderia ter usado também para as indicações da prova em vez ter andado a pintar a estrada? Poder podia mas não era a mesma coisa.

Temos mesmo de apoiar um dos lados?

Cirurgião francês volta de Aleppo, diz que metade dos rebeldes são não sírios que querem estabelecer uma teocracia (em inglês) – Isto não é surpresa para ninguém, mas é engraçado ver no mainstream.

A imagem da semana

E sua legenda.

Ceuta nos primórdios da ocupação portuguesa

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Vista de Ceuta a partir da Serra da Ximeira

A conquista de Ceuta em 1415 marca o início da expansão portuguesa em África e tem fortes motivações económicas e de estratégia local. Ceuta era nos inícios do século XV a grande ameaça aos navios portugueses e à costa do Algarve. Ponto estratégico para o domínio da navegação no estreito de Gibraltar, com uma situação geográfica que a tornava facilmente defensável, base da guerra de rapina de corsários e de apoio ao Reino de Granada, Ceuta era principalmente um importante entreposto comercial, que escoava para a Europa as mercadorias que chegavam do Oriente através das caravanas e “o porto da navegação que se fazia entre os dois mares”. (LOPES, 1989, pág. 10)

Para a sua conquista, D. João I utiliza uma armada de 270 navios e cerca de 30.000 homens. O ataque é cuidadosamente planeado e mantido no máximo secretismo, sendo precedido pelo envio de espiões que estudam meticulosamente as suas defesas e determinam os seus pontos fracos. “No dizer do seu cronista, Azurara, seis anos antes já D. João I se ocupava dela; mas seguramente se sabe que se trabalhava para ela desde 1412” (LOPES, 1989, pág. 5). Mas após a conquista a população abandona a cidade, e o bloqueio imposto pelo sultão de Fez inviabiliza o cultivo dos terrenos circundantes e o desvio das rotas comerciais para outros portos provoca o seu declínio.

“Ceuta tornou-se pouco mais do que uma grande e vazia cidade-fortaleza varrida pelo vento, com uma dispendiosa guarnição portuguesa que tinha que ser abastecida continuamente através do mar”. (LOPES, 1989, obra citada) [Read more…]

Diogo Ramada Curto: Por um debate de ideias num panorama sem crítica

O historiador Diogo Ramada Curto, colaborador do PÚBLICO na área da História, publicou ontem este artigo onde analisa a polémica entre os historiadores Manuel Loff e Rui Ramos a propósito da História de Portugal

O debate em torno da História de Portugal coordenada por Rui Ramos ganhou foros de tema relevante em muitos círculos de opinião. Trata-se de uma obra que merece ser discutida pelas suas interpretações e pelo que representa de esforço de síntese. Num panorama cultural avesso a críticas ou onde estas facilmente derrapam no comentário truncado e numa guerra de bandeiras, discutir a obra em causa é um sinal de respeito pelo trabalho desenvolvido pelos seus autores.

A este respeito, António Barreto relembrou há dias o que dissera em 2009, quando apresentou na Sociedade de Geografia o livro coordenado por Rui Ramos: “Os regimes políticos modernos e contemporâneos, de Pombal à Democracia, passando pelos Liberais, pelos Miguelistas, pela República e pelo Salazarismo, eram finalmente tratados com igual serenidade académica, sem ajustes de contas” (PÚBLICO, 3-9-2012). A “serenidade académica” equivale, no entender de Barreto, a uma “normalização” sobretudo do século XX, “marcado por rupturas e exibindo feridas profundas”. Ou, numa outra formulação: tanto a 1.ª República como o Estado Novo estiveram “mais do que qualquer outro período, submetidos à tenaz de ferro das crenças religiosas e ideológicas e ao ferrete das tribos”, e a História em causa ajudaria “os portugueses a libertarem-se de fantasmas”. Em suma, “serenidade académica” e “normalização” contrariam os usos ideológicos a cargo de tribos, correspondendo estas às “várias formas de “nacionalismo” e “marxismo”” que dominaram “a disciplina durante décadas”. [Read more…]

Volta a Portugal em apupos

Pedro Mota Soares em terras limianas. Não há respeito.

O Príncipe

Um interessante documentário, legendado em português, sobre Maquiavel e a sua obra «O Príncipe». Remete muitas vezes para a actualidade, numa associação constante entre o passado e o presente.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI
Unidade 5.2. – Os novos valores europeus