Na mão tem um livro aberto. Procuro, com curiosisdade, ler o título: Todo o homem é maior do que o seu erro. «De quem será o livro que tem nas mãos?» – pensei.
José Duarte é um advogado de Paredes preso há oito anos por falsificação de documentos e usurpação de funções. O livro que referi é a sua tese de mestrado publicada e já praticamente esgotado!
Quer agora uma autorização da Direção-Geral dos Serviços Prisionais para frequentar as aulas de doutoramento, obrigatórias. Quer ser o primeiro recluso a concluir a tese de doutoramento!
Como disse um dia a mãe do Nobel da Literatura 2012, “Filho, o homem que me bateu [um guarda que havia agredido a senhora há muitos anos] e este homem não são o mesmo”.







“Filho, o homem que me bateu [um guarda que havia agredido a senhora há muitos anos] e este homem não são o mesmo”.
Daí a injustiça da pena de morte.
Aqui a doutrina e a moral cristãs preconizam a confissão, o arrependimento, a penitência e finalmente a remissão do pecado.
Sem deus e religião pode haver um percurso idêntico:
A admissão sincera do erro, compromisso connosco próprios de não cometer o mesmo erro, a “penitência” do que sentimos pelo nosso erro e finalmente, …. a vida segue em frente.
Adorei o seu post.
E, depois da expiação, todos temos direito ao perdão.