Atropelamento e fuga

Hoje, uma menina de 9 anos foi atropelada mortalmente em Gaia. O DN refere que ela “estaria a atravessar a estrada pela passadeira quando surgiu um carro que a veio a atropelar, tendo a viatura depois abandonado o local, numa possível fuga”.

Ela estava na passadeira! E mesmo que não estivesse.

É preciso estar muito mal da cabeça para fazer uma coisa destas e fugir.

Quem foi? O que terá levado aquela pessoa a conduzir desta maneira? O que estará a pensar a esta hora?

Ponho-me no lugar desse homem ou dessa mulher.

Que desespero tamanho, que ódio está dentro dele ou dela?

Não sabemos.

Matar alguém…

As loucuras que se fazem sem emenda possível. Não há volta a dar. Não há retorno. Acabou. Não há inversão de marcha para a morte.

Ponho-me no lugar dos pais dessa menina. Que dor absurda!

Não há comentários. Os meus sinceros pêsames. Sinto muito.

Pensei na minha filha que não estava comigo.

Não está certo. É uma brutalidade.

Sinto muito. Não é justo.

15 comentários em “Atropelamento e fuga”

  1. Não há palavras para descrever tamanha dor, acredito que saso não tenha sido propositado que o/a condutor/a també está a passar por um mau bocado, eu proferia morrer do que matar alguém.

  2. Não há palavras para descrever tamanha dor, acredito que caso não tenha sido propositado que o/a condutor/a também está a passar por um mau bocado, eu preferia morrer do que matar alguém na estrada.

    (Corrigido, teclado com pilhas fracas)

  3. Quando vim para Lisboa havia poucos automóveis e os autocarros verdes de dois andares e, claro, o eléctrico (de josé Gomes ferreira) e o tempo tinha outra nedida e medição e tal que muitas senhoras faziam crochet durante a viagem para aproveitar melhor o tempo – Os carros foram aparecendo mas durante anos e anos não havia acidentes nem havia, também, semáforos e em que o 1º foi a “Gertrudes” creio que deante do eis SNI – Foi proposto e mandado executar por amigo e colega meu que já cá não está e chamava-se Alberto Caires Vila Nova, companheiro de Ribeiro Telles – muito jovens ainda – os autocarros mudaram e os carros começaram a abundar mas ainda se podiam estacionar no Rossio e mais ou menos por todo o lado e nem me lembro de haver as “zebras-passadeiras de peão” – Não havia notícia de qualquer acidente em Lisboa até que de repente há muitos carros e tudo mudou na cidade e na Estrada Marginal que passou a ter semáforos e rotundas e, estas, começaram a desaparecer da Cidade bem como os separadores centrais, de terra e àrvores que foram desaparecendo para estacionar carros – p+assou a haver acidentes mas nunca mortais e não recordo se havia sinais de controle de velocidade e de uso de sentido já que em cada rua havia sempre os 2 sentidos mas passou a haver o “corredor para o transporte público” mas o grave foi fazerem desaparecer para sempre os “chatos” dos electricos cujo cemitério se localizou na “outra banda, à beira da estrada, a enferrujar – Hoje com toda a orientação do tráfego e sinalização azul e/ou vermelha e limite de velocidade dentro da cidade (também há fora dela) e nem é preciso mais sinalização, há quem nem respeite o semáforo “feu rouge” , não páre na passadeira de peão mesmo com peão e até lhe passe por cima como aconteceu em 2010/2011 com uma menina que conduzia de tal forma vinda de Santa Apolónia que matou de uma vez mãe e filha, na passadeira de peões, e que acabavam de sair do Cacilheiro que vinha da Outra Banda e desceram perto da Praça do Comércio na esquina do ministério das Finanças – visitei muitas cidades da europa e USA com a sinalização igual à nossa pois que a sinalização de trânsito é “universal”dentro e fora das cidades – Mas mesmo nas autoestradas dos USA por onde andei de carro, ao longo de centenas de km desde Miami até State College, sem polícia nem visores, ninguém se atrevia a ultrapassar a velocidade permitida – ninguém – Em Portugal recente atropela-se e mesmo mata-se na autoestrada e dentro da Cidade e “toca e foje” e já vi isso na avª 5 de outubro em que um “menino talvez bêbedo e/ou drogado” atropelou uma senhora com um bébé ao colo e outro que a segui, e matou e fugiu – Matou e fugiu e cada vez mais se ouve dizer o mesmo, com ou sem policiamento da GNR ou polícia municipal – no meu bairro até o autocarro acelera quando estou a meio da rua que preciso de atravessar embora o tenha visto e pensado que tinha mais do que tempo para atravessar sem ser apanhada – vivo mesmo num cruzamento que o vulgo denominou “cruzamento da morte” a mesma designação dada à estrada que vem da Gulbenkian via avª de Ceuta no local ponde passa por baixo do Aqueduto das Águas Livres – a BESTIALIDADE instalou-se a partir do carro pois já constatei que alguém peão se revolta mas tudo esquece quando entra no “seu carro” +++ etc- Nem gosto que me dêem boleia para lado nenhum porque “já nada é o que era” – o carro é uma terrivel arma e nem a multa é desencorajadora nem a carta é retirada a quem MATA, fuja ou não

  4. E quanto aos TIR nem vale a pena falar – não cumprem o seu máx de 90 km nem a chover – o patrão “exige cumprimento de horário” e arriscam a vida deles mas sobretuco cilindram qualquer carro ligeiro que “por acso” são tantas vezes os “Fangios” que provocam o acidente por não terem paciência de ir atr´s do TIR até terem a visibilidade de segurança para o ultrapassarem – é uma sociedade DROGADA pela velocidade – até no “falar” e hoje corre-se a falar na rua ou na TV – a correr não sei para chegar onde –

  5. Cara Céu, permito-me repetir aqui o que escrevi no post do JP sobre o mesmo assunto:

    Sem querer fomentar polémicas e muito menos com a intenção de tomar partidos, acho que temos tendência a esquecer que poderá dar-se a hipótese, entre as muitas dezenas que poderíamos considerar, de o condutor , por exemplo, ter tido um momento de distração, e depois do mal feito ter entrado em pânico. Sim, que o medo tolhe o raciocínio! Pode ter-se sentido totalmente aterrorizado e ter reagido ao pavor fugindo…

    Há sempre um número infinito de aspectos a considerar em qualquer acontecimento da vida… Julgo, no entanto, que até que a verdade venha à tona, deveríamos abster-nos de tecer julgamentos… Nestas alturas, deveria ser suficiente a solidariedade e a compaixão que logo se nos aflora ao coração…

    Afinal, cada um sabe de si e mais ninguém, e as nossas especulações e rotulações não devolvem a vida à menina nem mitigam a dor que dilacera o coração dos pais… E quem sabe se o ser humano que ceifou esta vida não estará num qualquer rincão, atordoado e de consciência atrozmente mutilada por tão infeliz evento, sem saber o que fazer…

    1. Fugir depois de atropelar alguém é um crime e como tal NÃO PODE HAVER COMPAIXÃO. Conheci um que se comprazia em encostar o carro nas passadeiras para quem a atrevessava ficar dependurado no ‘capot’. Era empregado de um director de fábrica que considerava ser o melhor motorista ao serviço o que lhe trouxesse mais multas no regresso da entrega da mercadoria.

  6. Andam aí, pelas nossas estradas, monstros motorizados a manifestar rendimento e a praticar barbaridades. Para quando cadeia efectiva para eles?
    Sobre os TIR, conheci um director de empresa que dizia ser o melhor motorista o que mais multas trazia, no regresso da entrega da mercadoria. .

  7. Num dia em que morrem umas dezenas num tiroteio de mais um tresloucado moderno, preocupam-se mais com uma outra e única pessoa que também não conhecem.

  8. O que a Isabel G. diz é o que qualquer pessoa com dois dedos de testa consegue pensar, mas que representa algo que, na cabeça de MCM, é inconcebível. Não entendo como é que o Aventar conta com uma colaboradora como esta. A indigência da escrita e da reflexão é total. As linhas que lançou neste post são mais próprias de empregada de limpeza do que de uma professora. Se eu solicitasse a uma turma que elaborasse um comentário sobre a notícia a que se faz referência e uma aluna me apresentasse um texto de merda como aquele com que aqui fomos presenteados, dar-lhe-ia negativa. Ao fim de uma década de serviço, não passo de um contratado e nem sequer tenho horário completo. Em contraste, iluminárias como MCM…

  9. Peço desculpa pelo atropelamento do português, mas não haverá fuga… Onde está “iluminárias” leia-se “luminária”.

  10. Acabo de ler o post do João Paulo. Embora a nota dominante seja a da indignação, portanto, da emoção, o contraste é abissal com a abordagem do assunto feita pela mulher-a-dias do Aventar. E com isto me calo.

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