Matou e fugiu!

Hoje é um daqueles dias que não deveria existir. O fim do mundo chegou. Para nós por uns minutos, os do choque. Para a passadeiramãe, para o pai, para o irmão chegou de forma definitiva – A menina deles morreu!

Uma Aluna do 5º ano, ainda com a manhã triste, tão triste que parecia noite, estava a chegar à escola (o Google Maps mostra a localização). À sua, à nossa escola. Despediu-se da mãe, a caminho do trabalho, colocou o pé na passadeira, depois outro e foi o FIM…

Morreu!

E quem matou, fugiu!

E quem mata assim e foge é um FILHO DA PUTA! E vai ter que viver com uma dor para todo o sempre. O de ser um assassino. Ainda por cima, um cobarde que deixa uma mãe com a filha nos braços, debaixo de uma noite longa que escurecia a manhã, que parecia não querer chegar.

Não sei se a culpa é da localização da passadeira ou da porta da escola, se da localização da própria escola, metida entre dois acessos à A1, perto da ponte da Arrábida.

Mas alguém tem que fazer alguma coisa – as Estradas de Portugal? A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia?

Ninguém pode voltar a ser vítima daquela passadeira!

Comments

  1. Hoje parece ser o dia das monstruosidades. Nos EUA também aconteceu algo indescritível…

  2. Gastão Pinto says:

    Situação revoltante

  3. Maquiavel says:

    Partilho a tua dor. Mas assim de repente pergunto à bruta:
    Mas tu és parvo ou quê?
    Vítima daquela… passadeira???
    Eu pensava que a criança (e muitas outras pessoas diariamente, para vergonha de Portugal) foi vítima de um condutor assassino!

    Essa agora de culpar a passadeira, a escola, tudo o resto… está bem na onda do ACP e do seu nojento presidente Barbosa!
    Porque é que nos países civilizados podem meter passadeiras no fim de auto-estradas… e ninguém lá morre?

    Logo por essa fotografia vê-se um carro estacionado ilegalmente, em cima da passadeira, quando deveria deixar 5-metros-5 antes do risco onde deixou a lata! É, a culpa deve ser da escola…

    • João Paulo says:

      MEu… ironias… ironias…. escrevi o q s foi ouvindo, dei letra ao q ouvi, ao q s disse… não consideres muito o que se escreve nestes momentos…
      JP

      • Nuno Valério says:

        Caro João Paulo, é perfeitamente compreensível a raiva que sentes, é extensível a mim e obviamente a todos os cidadãos, mas, de facto, a emoção não nos desobriga a um mínimo de lucidez, não achas? Que raio de culpa terá a passadeira, que raio de “culpa” terá quem decidiu a sua implantação no local em questão??? O escrutínio de um sítio como o Aventar implica um “upgrade” de responsabilidade naquilo que se escreve. Mas, o mais importante é mesmo o lamento e a dor pela perda de uma vida humana tão inocente nestas circunstâncias tão trágicas

        • João Paulo says:

          Nuno… pois… o que é que eu posso escrever? O Aventar é um cantinho muito porreiro onde podemos ser humanos! 🙂 E meter água, outras vezes acertar… Agora a sério, acho mesmo que há locais que promovem o acidente e aquela passadeira tem mais acidentes do que outras, logo, alguma coisa deverá ser. Isso não tira a questão central – o assassino é mesmo um filho da puta! JP

          • Nuno Valério says:

            Claro que sim João Paulo, é inqualificável o acto, e a questão que tu designas como central é essa mesma. Não invalida que se possam estudar eventuais melhorias nas condições de segurança rodoviária e pedonal em questão – eu também conheço o local. Paz à alma da menina, que o assassino seja encontrado e devidamente julgado e, que não tem nada a ver, que continues a verter para o Aventar o melhor da tua escrita.

  4. Conceição Pereira says:

    Sinceramente não me sai nada 🙁 só uma lágrima que teima em cair :((((

  5. Sem querer fomentar polémicas e muito menos com a intenção de tomar partidos, acho que temos tendência a esquecer que poderá dar-se a hipótese, entre as muitas dezenas que poderíamos considerar, de o condutor , por exemplo, ter tido um momento de distração, e depois do mal feito ter entrado em pânico. Sim, que o medo tolhe o raciocínio! Pode ter-se sentido totalmente aterrorizado e ter reagido ao pavor fugindo…

    Há sempre um número infinito de aspectos a considerar em qualquer acontecimento da vida… Julgo, no entanto, que até que a verdade venha à tona, deveríamos abster-nos de tecer julgamentos… Nestas alturas, deveria ser suficiente a solidariedade e a compaixão que logo se nos aflora ao coração…

    Afinal, cada um sabe de si e mais ninguém, e as nossas especulações e rotulações não devolvem a vida à menina nem mitigam a dor que dilacera o coração dos pais… E quem sabe se o ser humano que ceifou esta vida não estará num qualquer rincão, atordoado e de consciência atrozmente mutilada por tão infeliz evento, sem saber o que fazer…

  6. Andam aí, pelas nossas estradas, monstros motorizados a manifestar rendimento e a cometer barbaridades impunes. Para quando a cadeia efectiva para eles?

  7. Pedro Marques says:

    é a passadeira da foto?

  8. maria celeste ramos says:

    A passadeira não está no local errado (não parece e terá 5m de distância da passadeira) e há um sinal de presença de Escola – então a passadeira teria de ficar a 100 km da Escola – o menino que matou e fugiu é que ía demasiado distraído e não viu nem a Escola e sinal nem a passadeira – É certamente cego ou drogado ou ía atrazado para algum lugar ou andava a experimentat o pópó da mamã e quando fez o Código da Estrada não empinou bem como conduzir dentro de espaço habitado e o carro não tinha travão mas sim só acelerador e se houvesse de facto alta multa para quem não sabe conduzir talvez passasse a conduzir de outra forma – Num espaço urbano ao pé de uma Escola – mas pode haver alguma distracção ?? Só se ía a olhar para a namorada no banco ao lado, forma corrente de toda a gente conduzir – Quando se conduz só se olha para a frente e de vez em quando para o retrovisor não é ou o novo código de agora é diferente do que empinei há anos ? Por acaso tenho carta desde setembro de 1965 e nunca tive um acidente – não acelero a chover nem nos locais onde onde onde ?? estão outras coisas nem ultrapasso pela direita como já fui ultrapassada – nem conduzo nas bermas como vejo muitos – e adoro conduzir – nem conduzo além da velocidade marcada para cada estrada – concorde ou não com o código é a única forma de me salvaguardar a mim e aos outros – mas os portugueses a conduzir gostam muito de acelerar mas se foram “peões” gostam muito de criticar o condutor – esquecem-se logo
    E eu vejo toda a gente que conduz acompanhada a olhar para quem vai no lugar do “pendura” – SEMPRE . Aliás nem gosto que conversem comigo mas nem preciso de olhar para responder se for o caso – e não uso telemóvel – há muitas razões de distracção e toda a atenção é sempre pouca

  9. Pronto, amanhã ou passando virá um “responsável” das estradas ou da autarquia; trará consigo, e durante uma semana, uma brigada da polícia municipal para multar quem – todos os dias – estaciona onde lhe apetece.
    E, pouco antes das eleições, vem ao local um candidato prometer que finalmente vão ser colocados mecanismos de acalmia de tráfego, vulgo lombas.

    Ora, acidentes acontecem. Há responsáveis, eventualmente culpados. E gostava de perceber: a junta de freguesia não era conhecedora do movimento no local? Entendia que a sinalização vertical era suficiente? E a própria escola, a quem compete zelar pela segurança dos seus, pronunciou-se sobre o assunto? Onde? Quando?

    É como digo: há vítimas, raramente há responsáveis e culpados também não.

  10. Colocar lombas antes das passadeiras não resulta porque quem anda bem ‘calçado’ nas altas cilindradas passa por cima delas à velocidade que quer,sem problemas. Já o alteamento do piso em rampas dos dois lados poderá ser preferível. Poque não passagem aérea para peões?

  11. Sinto muito pelo que aconteceu à menina, cuja vida foi destruída em menos de nada por um condutor irresponsável.
    Sou pai de uma menina de 5 anos e nem quero imaginar o que seria de mim e da mãe se, algum dia, algo de mal lhe acontecesse. Confesso que não consigo conter uma lágrima de tristeza quando leio notícias festas.

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