Recessão? Em França não há lá disso

“Não há recessão, mesmo que saibamos que vai ser difícil, com um crescimento quase nulo, mas vamos conseguir safar-nos”, disse François Hollande, o presidente-fraude em quem cada vez mais franceses se arrependem de ter votado,
acrescentando que até ao final de Janeiro de 2013 vai ser preciso “um compromisso histórico relativamente ao trabalho. Aos parceiros sociais, e particularmente aos patrões, digo que a oportunidade não pode perder-se. Cada um deve assumir as suas responsabilidades.” E ele? Por que não assume as suas?

Comments

  1. Maquiavel says:

    Só se arrependem os que escolheram entre ele e Melenchon!
    Querias o Sarkozyo, näo…

  2. Tito Lívio Santos Mota says:

    Hollande só contra todos como Leónidas nas Termópilas.

    Gostava muito de ver os Mélenchon no lugar dele a tentar aplicar medidas (é certo meramente sociais-democratas) num mundo dominado palas S&P e numa Europa barrosã merkelizada.

    Alguém lhe concede ao menos o benefício do “deixa lá ver no que dá o que faz” ?
    Não, mas andaram 5 anos a gramar o Sarko, mais outros 5 o Chirac e não lhe deram tanta porrada.
    Sei muito bem do que falo.

    Entre a direita que não suporta a hipótese de se romper com o status-quo e o populismo neo-nacionalista à sua esquerda, só tenho pena que Hollande não possa contar com um serviço de “comunicação” que seja capaz de lhes mandar bordoadas à medidas das que recebe.

    Qual o objectivo disto tudo?
    O de impedir novos Hollande noutros países europeus e, sobre tudo na Alemanha.
    Esperemos que os cães ladrem mas a caravana passe, a bem de todos nós.

  3. Tito Lívio Santos Mota says:

    o facto é que o Hollande pode falar assim porque os dois últimos trimestres de Sarko foram de recessão e os dois primeiros de Hollande de crescimento (mesmo se de apenas 0,2%) e o terceiro trimestre se anuncia ou de crescimento ou neutro a 0 ou 0,1 % .
    Os juros da dívida soberana da França estão abaixo dos da própria Alemanhã sendo de 2% a curto prazo e negativos a longo prazo (sim, negativos, os mercados pagam para comprar dívida francesa neste momento).

    Ou seja, evitou-se um terceiro trimestre negativo o que nos teria feito entrar em recessão oficial, os juros da dívida contribuem a resolver o endividamento de per si…
    As reformas são lentas e “moles”, mas não será antes porque são feitas num contexto universalmente adverso?
    Será que Hollande tem a mínima hipótese de avançar a galope com reformas contra tudo e todos?

    é frustrante, mas talvez seja melhor ir devagar e ir longe.
    Tanto mais que o primeiro ano de galopada de Mitterrand acabou por dar com os burrinhos da economia francesa na água.
    Gato escaldado…

  4. Maquiavel says:

    Eu também näo percebi muito bem o teor do artigo, e concordo com o Tito…
    é que, mal ou bem, Hollande só lá está à 6 meses, e fez muito mais nesses 6 meses pelos franceses da classe média que Chirac e Sarko juntos.
    Falta ainda muito? Pois, mas o caminho faz-se ao andar. E por enquanto Hollande tem o benefício da dúvida. Já deu pelo menos para incomodar meia dúzia de “gordos”, entre os quais… o anafado Depardieu.
    Que o The Economist rosne que a França é o “doente da Europa” näo é novidade, desde que Thatcher foi eleita que o diz, o problema é que a França continuou sempre economica e principalmente socialmente melhor que o RU, e agora ainda mais; e que rosne ao dizer que Hollande está a fazer tudo errado ao näo aplicar o plano austeritário “costumeiro” é bom sinal, porque näo há sítio nenhum onde esse plano austeritário “costumeiro” tenha resultados positivos; quando os frutos da política de Hollande aparecerem será o caos para a City londrina, que os ingleses só aceitam carneiramente a austeridade porque têm a ilusäo de que “näo há outro caminho”. Quando esse caminho aparecer, e bem perto deles, lá vai o Cameron & amigos… para a Austrália!

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