A ADSE não pode ser extinta e os seus beneficiários inseridos no SNS porque…

A) Seria um desastre para as clínicas e hospitais privados com convenção com o Estado;

B) O PSD não quer e o PS não deixa;

C) O PSD quer mas o PS não sabe muito bem o que quer;

D) Agora não dá jeito;

E) As regras são novas e o pessoal ainda as não decorou;

F) Isto é uma gordura do Estado?

Significado:

ADSE – Assistência na Doença aos Servidores Civis do Estado

SNS – Serviço Nacional de Saúde

Comments

  1. Miguel says:

    ADSE – Onde toda a gente paga, mas só os públicos usufruem.

    • Miguel says:

      Notei esta injustiça quando acompanhei uma amiga que raramente ganha mais que o salário mínimo (apenas quando faz noites) a uma consulta. Da última vez acompanhei-a ao público, com 6h de espera + 2h de observação. Desta vez fomos ao privado, devido às dores delas e ao seu turno que se aproximava. Eu que tenho ADSE e que ganho bem para cima do mínimo pago 15€. Ela pagou 73€. Sensivelmente 1 semana do seu trabalho foi gasta numa hora.

      Talvez o € da ADSE desse para colocar mais públicos para prestar um serviço melhor a todos.

  2. M. Martins says:

    Falta dizer que os FP e Aposentados descontam todos os meses para a ADSE mesmo que não precisem dela.

    • José Freitas says:

      Correcto M. Martins. Aproveito para dizer que os funcionários públicos descontam 1,5% e os reformados descontam 1,3%. Em 2011 foi aplicada a taxa de 1,4% aos aposentados.
      Até 2009 o financiamento da ADSE tinha origem, em mais de 60 por cento, no Orçamento de Estado. De facto, só em 2011 é que a ADSE registou 82 por cento de financiamento de receitas próprias. Um acréscimo relacionado, sobretudo, com a criação da contribuição da entidade empregadora, que é, portanto, o Estado.

      • M. Martins says:

        Não é verdade o que afirma em relação aos aposentados. Sou aposentada da CGA e o que consta na minha folha de pensão é 1,5%.

    • marilia says:

      ja n é assim, como educadora apenas desconto para a SS pois sou obrigada a isso .senão teria de descontar para os dois…n tou p isso

      • José Freitas says:

        Desde 2006 que a inscrição na ADSE passou a ser opcional. Mesmo agora, quem está inscrito pode renunciar a este subsistema de saúde.

    • Miguel says:

      Sim, descontam os Fp e descontam os privados. Nao falta dizer nada.

      Nao deviam tirar a ADSE a ninguém, deveriam era dar a todos. Afinal, somos todos portugueses.

    • natalia says:

      O ano passado paguei perto de 300 euros para adse e usufrui zero! também é bom que se diga… alem dos 11% da segurança social ainda pagamos (por fora) 1.5% para adse.
      Os privados que querem mais que o sns contratem seguros… afinal adse funciona com um seguro.

      • J. Redinha says:

        Natalia, felizmente que não usufruiu pois significa que esteve de boa saúde e isso é o mais importante.
        Mas se pagou cerca de 300 euros num ano (sendo que se desconta 1.5% para a ADSE) significa que a Natalia aufere um excelente rendimento. Felizmente para si.
        Só tenho pena que não saiba do que fala. Alguma vez os seguros são comparáveis à ADSE? Quer em termos de serviços abrangidos, quer em preço?
        Os FP queixam-se que pagam mais 1.5% do que os privados mas não renunciam. Porquê? Porque sabem que é bom. Deixem-se de balelas. Admitam. A ADSE é uma boa mama. Em lado nenhum se tem um serviço de saúde de luxo por 1.5% do vencimento (e ainda entram os cônjuges, os filhos até aos 26 anos e os ascendentes em muitos casos). Andamos todos a pagar para a ADSE para só uns (por mais 1.5%) usufruírem.
        Acho bem ou que acabe (e ficamos todos abrangidos pelo SNS) ou então que passe a ser um subsistema aberto a todos os portugueses (obviamente que com os privados também a pagar 1.5% do seu vencimento).

  3. Sarah Adamopoulos says:

    Por que é que a ADSE haveria de ser tratada de forma diferente dos outros subsistemas de saúde em cima do OE? Porque são muitos? Não será mais uma razão? O PS sofre de eleitoralite precoce…


  4. Parece-me que esta ideia de que tudo tem de ser tratado da mesma forma é muito redutor e vai na onda do nivelarem-se as coisas por cima ou por baixo.

    No entanto, gostaria de reforçar o que é dito na A) pois me parece ser muito interessante nesta decisão (?) de se acabar ou não com a ADSE.

    A questão básica, para mim, é esta: descontamos bem para os sistemas de saúde e todos têm direito à prevenção e à cura na doença. É uma função básica do estado, chamem-lhe ADSE ou outra coisa que pouco me importa.

    E vem-me sempre à memória a realidade norte-americana. Lembram-se do filme John Q?


  5. Perdão, digo “vai na onda do nivelarem-se as coisas por baixo”, como acontece nesta saga anti-direitos adquiridos, estado gordo e viver-se acima das possibilidades.

    Pois, o costume.


  6. Este comentário, escrito algures na blogosfera, é bastante interessante e inteligente.

    Um cumprimento ao seu autor.

    Aqui vai:

    “A propósito da ADSE, só duas ou três coisitas, não sei se politicamente muito correctas.

    1. Claro que se há desigualdades no acesso à saúde e se a ADSE, com as suas limitações, consegue ser melhor do que o SNS, o que se espera de políticos competentes é que criem as condições para que o este se aproxime daquele, e não o contrário. Se é para fazer cortes cegos e nivelar por baixo até as contas baterem certo, qualquer contabilista serviria, não seriam precisos governantes, muito menos o respectivo batalhão de especialistas e assessores.

    2. O que está a segurar a ADSE não são os interesses dos funcionários públicos, divididos e enfraquecidos. Talvez a maioria neste momento disposta a aceitar todas as “inevitabilidades” que lhes venham a cair em cima. O que aguenta este subsistema é o facto de muitas clínicas e hospitais privados terem neste momento uma parte de leão das suas receitas com origem na ADSE e esta gente estar demasiado bem ancorada na base de sustentação do actual governo para que este se atreva a mexer no esquema.

    3. O que o Estado faz com os seus funcionários, através da ADSE, é proporcionar-lhes uma melhor assistência na doença, ou seja, o mesmo que fazem os bancos, através do SAMS, ou a PT e outras grandes empresas através de serviços próprios ou seguros de saúde contratados, em condições vantajosas, em benefício dos trabalhadores. Um grande empregador tem vantagens em que os seus trabalhadores possam ser rapidamente assistidos quando adoecem, até para que recuperem melhor e mais depressa possam voltar ao trabalho, ou que tenham acesso a cuidados de saúde que lhes permitam, por exemplo, conciliar os tratamentos e as consultas com o horário laboral. Mas enfim, estas coisas, óbvias para quem pense um bocadinho, não devem constar do manual de economia para totós que os gasparinhos andam a ler nas horas vagas…”

    • José Freitas says:

      Um comentário interessante e pertinente, que só me merece um reparo no ponto 3. Se as empresas privadas têm serviços de saúde próprios ou suportam seguros de saúde aos funcionários fazem-no com o seu dinheiro próprio.
      No caso da ADSE todas as pessoas acabam por pagar, beneficiando ou não desse subsistema.


  7. Eu voto na opção A)…

    Mas de resto acho sempre deveras divertida a evolução da Escravatura…
    Em tempos idos os Donos dos escravos, desde que não tivessem acesso fácil a novos e saudáveis, tinham que suportar os custos dos eventuais tratamentos médicos, que também não eram muitos, mas evidentemente como eram raros naquelas épocas, e como já existia o nosso querido SISTEMA MONETÁRIO, a raridade aumentava o custo da prestação do serviço médico, e lá tinham que chegar com a bolsa das moedas de prata à frente!
    Entretanto as modernices foram alterando as palavras e de escravos passamos a servidores “O Estado responde especificamente pelos encargos da assistência prestada aos seus servidores, através da Assistência na Doença aos Servidores do Estado”… blá blá blé!
    Hoje em dia… Continuamos Escravos, mas não divulguem que parece mal, mas já não somos assim apelidados. Também já não nos chamam de Servidores, que também é, agora, algo que soa a pejorativo… Existem agora os Funcionário Públicos (que sem a letra L se calhar é mais realista!), que por serem na REALIDADE Escravos, são saco de chibatada para tudo e mais alguma coisa… Enquanto a Plantação deu em abundância lá tiveram o privilégio de viverem na Ilusão de uma vidinha mais desafogada… Agora que os Donos de Portugal estão a sentir que não podem trocar de iates, e aviões, e carros de luxo, e que as contas em paraísos financeiros e/ou fiscais estão a ficar com saldo reduzido… Encosta lá Escravo o lombo no tronco, e faz o favor de não gritar, que me dói a cabeça!

    • Miguel says:

      Você bate mal. É escravo próprio só pode. Se nao esta bem, tem a liberdade de sair e procurar a sua felicidade. Nao é fácil, mas nenhum escravo tem essa possibilidade.

      Há comunidades que vivem alegremente sem o sistema monetário. Felizmente é livre de ir para lá. Nao tem é net para vir ao aventar.


      • Andas mesmo a nanar escravo! E até debitas verborreia de escravo que não sabe que o é… “tem a liberdade de sair e procurar a sua felicidade”… e “Felizmente é livre de ir para lá”

        Sou livre de ir para onde?!? Pensa lá um bocadinho, se fores capaz, e escreve aqui o que precisas para ir então lá para esses locais (alegres) sem sistema monetário…
        Como vivi a maior parte da minha existência (até hoje) sem internet se ficar sem ela, ou sem telemóveis ou sem redes wi-fi e tretas do género, de certeza absoluta que continuo a existir da mesma forma!

  8. Ajom Moguro says:

    O Lelo é que sabe. Distraem-se e ligam o calharão.

    Por muito menos
    Honestos palhaços de profissão
    Foram corridos a ovos podres e á tomatada
    E esta cambada!
    De gaita-de-beiços
    Soprando sempre a mamar
    Agarrados ao lugar
    Sugam até ao tutano
    Pela palha ou pelo cano
    Que grande cambada!
    Eles cortam tudo
    Eles comem tudo
    Vão a direito
    A velhos e novos
    Da cova ao peito
    E esta cambada!
    Trocam de beiços e gaita
    Barriga empinada
    Tudo a preceito
    Para próprio bom proveito
    Bem tratam do próprio umbigo
    Endossam sempre o castigo
    Velha gaita sempre á mão
    Cambada dum calharão

  9. José pacheco says:

    Não entendo como, nesta altura em que se fala de iniquidade e ainda temos a ADSE/ SNS,temos reformas a cem por cento com 35 anos de desconto,e 57 anos de idade, e outras reformas a 80 por cento e acima de 40 anos de descontos, os privados são despedidos por qualquer razão desde que o patrão entenda, os públicos não há motivo de despedimento seja ele qual fôr.Com estas disparidades, ainda temos os políticos a pedir ao tribunal constitucional para analisarem algumas situações de iniquidade e temos os Srs Juízes a analisarem ,quanto a mim o que não é possivel antes pôr leis iguais para todos os portugueses.Assim vai o nosso país, e os nossos políticos perante isto a assobiar para o lado.

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