É oficial, enlouqueceram

A jota do CDS quer acabar com o 12º ano obrigatório.

Comments


  1. Estes rapazolas do CDS enchem a boca com a liberdade da escolha da escola, dos cursos…que chatice para a minha filha de 15 anos ser obrigada a fazer o 12º ano!
    No tempo do Salazar é que era bom: os meus pais que nasceram nos anos 20, tinham tal liberdade de escolha que, o meu pai nem à escola foi, porque o pai precisava dele nos campos. A minha mãe, ainda frequentou a 2ª classe, mas como tinha que percorrer muitos kms a pé para isso, acabou por desistir e veio para o Porto, trabalhar na casa dos senhores ricos da Foz. Ela teve a liberdade de não estudar e aproveitou-a. Já os coitaditos dos filhos dos patrões, foram “obrigados” pelos pais a estudarem até serem doutores…. foram burros, porque não aproveitaram a não obrigatoriedade do ensino!
    Já eu, nascida em 1955, quis estudar apesar de só ser obrigada a fazer a 4ª classe. Mas enfim, se calhar tinha a mania das grandezas e lá fui para a Escola Industrial e Comercial de V.N.Gaia. Só que, se calhar por preguiça ou por falta de incentivo dos meus progenitores analfabetos, não passei do 1º ano do comércio (actual 7º ano). O meu pai, que tanto precisava de mais um salário agradeceu aos céus o facto de eu querer desistir, e lá me mandou para um escritório…
    Só depois do 25 de Abril é que fiz o 12º ano em horário pós-laboral e não fui para a faculdade, “só”, por falta do vil metal! Sim, porque “liberdade” tinha eu para optar, o 12º ano até nem era obrigatório!
    Ah, e para completar, nesta altura da minha vida, estou a caminho da total liberdade! Estou desempregada, e como, com a minha idade é muito difícil ser recrutada, estou a usar o meu tempo livre para pesquisar na net uma forma de viver sem dinheiro! E aí sim, serei completamente livre!


  2. JJC, eu queria comentar o post, era como uma birra daquelas que as criancinhas fazem. Abri o link, não consegui ler tudo, aquilo cheirou-me a um obscurantismo Salazarento mais desprezível. Percebi (julgo) o essencial, querem reduzir o tempo de escola para mais facilmente “calibrar” as opções dos jovens.Um povo menos informado, com menos escolaridade, não pode ser livre. Ele foi o processo de Bolonha, ele foi os cursos destinados a retirar os alunos com mais dificuldade para cursos que vão dar muitas mulheres a dias, cozinheiros/as de baixa cozinha e empregadas de copa de cafés e restaurantes de 3°, e a maioria vai dar em empregadas domésticas em tempos parciais. Mas a escumalha jotinha centrista, embrionária dos continuadores dos carrascos futuros, querem vejam bem, “que o povo seja livre de escolher o seu destino” E assim eu fiz um comentário quase no escuro. Para quem ainda ande por aqui a esta hora, uma noite Feliz.

    • Hugo says:

      Sem querer tirar a razão que este post tem, já há muitos(as) e bons(as) licenciados(as) que são “mulheres a dias, cozinheiros/as de baixa cozinha e empregadas de copa de cafés e restaurantes de 3°”, porque os cursos que tiraram valem tanto como um balde de gelo no Pólo Norte. Por outro lado, o mito de que a educação é condição sine qua non para a ilustração, informação e civilização de um povo cai por terra quando olhamos para Oeiras e vemos que o concelho com mais licenciados do país escolheu nas últimas eleições um candidato apoiado por um corrupto comprovado. Para terminar, deixo esta pérola para reflexão futura: nas universidades, há professores que vencem perto de cinco mil euros (são mil contos na moeda antiga) para formarem ou desempregados ou futuros “mulheres a dias, cozinheiros/as de baixa cozinha e empregadas de copa de cafés e restaurantes de 3°”.

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