Como destruir o Estado em 3 Passos


PRIMEIRO: pega-se num pau-mandado (ou criminoso, é à escolha) e mete-se numa empresa pública em lume brando.

SEGUNDO: aumenta-se a temperatura até ferver, permitindo, deste modo, que o pau-mandado possa torrar todo o dinheiro disponível através de medidas desastrosas previamente delineadas pela máfia.

TERCEIRO: servir o pau-mandado em público onde este irá dizer que essa empresa pública é mal gerida pelo Estado e, como tal, deverá ser privatizada.

Há aqui uma coisita que me intriga. Qual será a parte do crime que as instituições responsáveis não entendem. Mais claro do que isto só a ponte Vasco da Gama.

Será que os partidos representados na Assembleia da República, só estou a pensar no PCP e no BE já que dos outros não se espera nada, não têm meios à sua disposição para exigirem uma investigação a estes actos criminosos? É que já estamos fartos de discursos políticos, falta passar à acção e condenar estes criminosos.

O tipo no vídeo em cima é apenas um pau-mandado, alguém mais poderoso é que o colocou na CP. E isto é apenas mais um exemplo, há muitos outros assim.

Sempre que ouvirem o discurso da treta “menos Estado” memorizem quem o diz e pesquisem. É tiro e queda, faz parte da matilha. Calma, não estou a pensar no vizinho do lado ou no taxista da praça central. Esses, coitados, são as ovelhinhas que seguem o cajado. Estou a pensar nos pastores com acesso aos jornais, televisões e rádio. São esses que conduzem as ovelhinhas.

Que vamos sair da crise, lá isso vamos. Mas não será com estes pedopolíticos. No entanto, não vai servir de muito. Como já disse num post lá atrás, um Estado sem fontes de financiamento ao mínimo espirro do sistema financeiro apanha uma pneumonia aguda e lá voltamos ao mesmo. Crise, aumento de impostos, blá, blá, enfim a cartilha liberal do costume. Qualquer merceeiro percebe isto. Só é preciso convencer as ovelhinhas a não seguirem o cajado.

[NB. Este vídeo já tem uns meses, mas como continua actual… Será que este pau-mandado também criticou os boys que vão para as empresas públicas?]

Comments

  1. Após o 25 Novembro, todos os governos que nos governaram até hoje s/excepção, quando nomearam os gestores para as empresas públicas, fizeram – no com o objectivo de as endividar, e assim justificarem que o estado é mau gestor e assim privatizar tudo, como disse Saramago(já só falta o ar, e a mãe deles!. Citando o exemplo que hoje tanto se fala ENVC. O penúltimo gestor foi? meninos e meninas: Este é mais um nome que me custa escrever, podia pôr as iniciais, mas arriscava que houvesse alguém que não decifrasse: Francisco Vanzeller (pois!).Esteve lá pouco tempo, chegou à conclusão que o serviço estava todo feito!!!!
    Como de costume bom post e o video uma pérola, para quem não conheça e tenha dúvidas.

  2. portela says:

    Esta tirada merece palmas, muito bem Ana Drago!
    .

  3. Parece que nasceste ontem, ou estás distraído. Mas quantas vezes não pede o PCP e o Breloco fiscalizações a isto e aquilo?!

  4. Muito bem lançada a farpa ao Adriano Moreira pela Ana Drago. Quanto à resposta à sua pergunta “se não têm meios à disposição” sugiro que siga de perto a actividade desses grupos parlamentares: PCP e BE. E quando digo sigo, digo directamente, na fonte, na página da assembleia, seguindo os deputados pelo FB ou blogs, etc. Se espera conhecer a actividade desses grupos parlamentares pelos jornais e televisão, vai morrer de velhice sentado à espera pois são os maiores interessados em que o PS, PSD e CDS continuem no poder alimentados pela apatia do chavão “os políticos são todos iguais”.

  5. Responderei ao Pedro Marques e à Cat no mesmo comentário.
    Fiscalizações, comissões de inquérito, auditorias, etc. sei que são várias. Mas os resultados são nulos. Principalmente, porque a maioria parlamentar bloqueia e vota sempre contra esses pedidos de fiscalização. E quando são aprovados resulta em coisa nenhuma. Talvez por culpa minha não ficou claro. Referia-me a processos crime, isto é, pedir às entidades fora do Parlamento (Judiciária, Ministério Público, etc), não uma investigação política (os processos políticos lembram tempos tristes …), mas sim uma investigação policial. Porque é disso que se trata: CRIME.

    Cara Cat, esta foi totalmente ao lado. “Se espera conhecer a actividade desses grupos parlamentares pelos jornais e televisão, vai morrer de velhice sentado”. Se soubesse a tv que vejo… aliás, não sei se reparou, mas comentou um post num… blogue! Deve querer dizer algo, não? Recomendo também que leia os meus posts anteriores, talvez ajude.
    Conta-se que o Fernando Pessoa escrevia em pé, porque quando chegava a casa e se deitava via tudo à roda (vinha das “leitarias”). No meio caso, escrevo sentado, sim senhor.

    Pedro, se tivesse nascido ontem muito dificilmente conseguiria escrever este post. Sim, porque eu não sou como o Vítor Constâncio que, dizem, quando era recém-nascido já dava aulas de matemática a alunos universitários. Os génios são assim.

    Com disse alguém, peço desculpa se este comentário ficou demasiado longo, mas não tive tempo de encurtá-lo.

    E agora algumas “fiscalizações”:

    ou isto

    http://www.publico.pt/politica/noticia/rui-machete-presidiu-a-comissao-de-inquerito-que-ilibou-oliveira-costa-de-fraude-fiscal-1601473

    • Não vais ter polícia nenhuma a combater os fascistas do governo. Enquanto os grupos do ps e do psd tiverem como controlar os negócios, as falcatruas, e os puderem fazer, esquece lá os crimes.

    • Desculpe só hoje deixar um comentário à sua resposta, tentado atender ao essencial. A justiça reconhece como “crime” um número limitado de factos, que não coincide com o que o comum cidadão, no qual me incluo, refere quando irado menciona “Isto é um crime!”. Daí o estado geral da governação em Portugal não melhorar pondo uns partidos (e porquê eles, se se trata de “crime”) a processarem pela via da justiça aquilo que pela via democrática não conseguiram deter.
      Se menciona, e bem, a promiscuidade entre admnistrações e governos, não esqueça da, maior e mais grave ainda, promiscuidade entre governos e os gabinetes de advogados que redigem leis (!!) e que deixam, tacitamente, alçapões para mais tarde contornarem essas leis quando os clientes forem empresas privadas e não o Estado (que lhe encomendou a Lei).
      Quando se entra pela via da judicialização da política é porque já se capitulou perante os valores mais elevados. Ser capaz de inflingir castigos ao povo sem um mínimo de remorso é caso para ser tratado pela Psiquiatria, pois é de Psicopatas que se trata, do que da ordem da Justiça.

      • É isso tudo, Cat. Subscrevo. Quanto à promiscuidade entre governo e gabinetes de advogados falei disso hoje. E hei-de falar mais vezes.

  6. A incompetência da Ana Drago que nas comissões de inquérito deixou, demasiadas vezes, bem visível o seu estilo de polícia política não merece resposta detalhada. A pulsão pidesca dos totalitaristas não é novidade.

    Em relação aos SWAP a Ministra das Finanças utilizou, e bem, esse instrumento enquanto gestora pública com lucros de milhões de euros para o estado. Ana Drago sabe bem qual é a diferença entre o uso legitimo de um instrumento financeiro legal como os SWAP e o seu uso ilegítimo. A própria ministra lho explicou e todos podemos ver isso no Youtube. Ana Drago e o resto dos totalitaristas da extrema esquerda sabem bem que o facto de estacionar um carro bloqueando o acesso a um parqueamento público ser ilegal, não torna ilegal estacionar carros em termos gerais. O autor do post pode não saber e ir atrás do gado mas Drago sabe-o bem. A direção do PS que é moderada mas não é honesta também sabe.

    Isto sobre a acusação à Ministra das Finanças.

    O resto mete igualmente nojo mas não há tempo nem pachorra.

  7. Não fales assim, não tires a tesão ai ao fascista.

  8. Se entenderem que o processo “democratico” de nacionalizar + colocar os bois + não gerir com eficiencia para não ofender negocios ou sindicatos + endividar o país até ao limite + privatizar por grosso como se tivessem feito alguma coisa para possuirem os bens e terem direito das vender não chega para repensar as “verdades” politicas , economicas e justiça social que tanta boa gente teima em considerar a defesa da “constituição” de abril vou ali inscrever-me no judaismo ou muçulmanos radicais e já venho.

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