Projecto Troika

Não números em folhas de excel, mas rostos, nomes, histórias, vidas. Oito fotógrafos e um realizador propõem-se mostrar um país sob o domínio da troika. Uma plataforma online, um livro e um filme serão o legado que esperam deixar, um retrato do país ao longo deste período, uma memória perene de quanto nos tem acontecido como povo.

Adriano Miranda, António Pedrosa, Bruno Simões Castanheira, José Carlos Carvalho, Lara Jacinto, Paulo Pimenta,  Pedro Neves, Rodrigo Cabrita e Vasco Célio são os autores.  Quem quiser contribuir para o financiamento do projecto com um donativo (a partir de 1 euro) poderá fazê-lo  através da plataforma Projecto Troika.

Foto: Bruno Simões Castanheira

Comments

  1. João Paz says:

    Nome de utilizador inválido.


  2. Com o Grande Pedro Neves. Como és do Porto já deves ter visto os trabalhos dele.
    Este é um projecto interessantíssimo, vou querer ver a forma como cada um olha para o horror que esses fascistas nos estão a provocar.

  3. Alexandre Carvalho da Silveira says:

    A fila que se vê na foto, é já para ver a fita?

  4. Hugo says:

    Também podiam fazer um projecto pré-troika: toda a gente feliz e contente a gastar o que tinha e principalmente o que não tinha. Governos a fazer pontes, pontões e pontinhas em tudo o que era aldeola. Até ao dia em que a torneira fechou.

    • Ferdinand says:

      Também podiam fazer um projecto sobre a criminalidade financeira que devastou (e continua o que resta) a economia mais uma vez, em 1929 algo muito semelhante se passou, fizeram-se “projectos” o Hugo pelos vistos não quer ver, notaria muitas semelhanças no que já se passou nestes últimos anos e no caminho que se está a trilhar.

      Também podiam fazer outro projecto de como estados não soberanos, como é Portugal, são presa fácil para os “mercados” que não são livres pois são dominados por aqueles que tem o monopólio do dinheiro.

      Também podiam fazer outro projecto de como os portugueses ficaram mais pobres logo que o €uro foi introduzido em Portugal.

      Podiam também fazer outro projecto de como estados não soberanos como a Alemanha, mas dominantes dentro do grupo de estados não soberanos, impõem uma politica de exportação a todo o custo recorrendo aos seus bancos.

      Mas o Hugo está-se nas tintas em perceber o que se está a passar, o Hugo quer acreditar que tudo se justifica com “Sócrates” e “viveram acima das possibilidades”.

      • Hugo says:

        Eu gostava de ver isso tudo e muito mais, pois gostava de ver analisadas as causas e não só os efeitos. E nesses documentários e projectos todos, gostava que se desse especial ênfase às escolhas políticas dos portugueses, pois uma grande parte das estratégias ou programas referidos foram encetados por governos e esses governos não caíram do céu, foram eleitos por alguém.


      • Pois, mas ou o Hugo é parvo, ou quer fazer dos outros parvos. Portugal entrou para a CEE pelas mãos do traidor do Soares que se fartou de gastar dinheiro e que começou a destruição do aparelho produtivo, continuado pelas mãos do bolo rei, perdão o Cavaco Silva, e depois foram os negócios, e a destruição da agricultura, das pescas, de tudo o que mexesse, e fosse produtivo.

        • Hugo says:

          E agora quem anda na boca do mundo e a levantar salvas de palmas, como salvador da Pátria, grande democrata e defensor disto e daquilo? Vou-lhe dar uma pista: não sou eu nem é você..

        • Alexandre Carvalho da Silveira says:

          Destruição do aparelho produtivo? qual? o que já tinha sido destruido entre o verão de 1974 e Novembro de 1975? O Pedro Marques de ser muito novinho, ou então andou distraído muito tempo. Ou é simplesmente ignorante…


    • Isso é tudo ignorância, ou é amor aos capitalistas para fazer esquecer a Ponte Vasco da Gama, o CCB, o BPN, as PPPs… é tanta coisa, que não caberia aqui, de dinheiro mal gasto, de dinheiro para os privados…

      • Hugo says:

        Ainda bem que concordamos: má, péssima despesa pública em pontes, pontinhas e pontões, rotundas, rotundinhas e rotundonas, museus Hermitage para guardar peças que se compram na Vandoma, auto-estradas entre vale da Burra e vale da Porca, intervenções estatais completamente disparatadas na economia, à boa maneira socialista, como foi o caso do BPN, €tc., €tc., €tc. Nessas alturas ninguém se queixou, porque “temos um museu como Lisboa” ou “antes demorávamos 2h45 e agora só demoramos duas horas e meia a chegar ao Porto”. Apesar de tudo isto, o país não crescia e os credores começaram a pensar que se calhar nós não íamos conseguir honrar os nossos compromissos financeiros e começaram a exigir contrapartidas. Seria de pensar que pelo menos tínhamos aprendido alguma coisa e não íamos cometer os erros do passado, mas mesmo assim ainda preferimos concentrarmo-nos nos efeitos sem ter em conta as causas (e não falo em particular do projecto referido neste post, que sem dúvida e apesar de tudo parece muito interessante). O irónico é que mais respeito pela História parecem ter os nossos credores que olham para a nossa, vêem que nos últimos 30 anos tivemos três intervenções financeiras externas e decerto pensam: “aquela gente não se sabe governar”.

  5. nightwishpt says:

    E os motivos da torneira fechar nada têm a ver com os gastos que foram feitos.
    Quem não percebe isto, não percebe nada nem da UE nem de economia.

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