Eles decidem por nós

Triple A

João Vieira Pereira, colunista-blogger do Expresso muito apreciado pela ala liberal nacional, brindou-nos ontem com aquilo que, na minha qualidade de leigo do economês, me parece ser uma verdade absoluta nos tempos que correm:

Os mercados e as agências de rating funcionam a velocidade diferentes, mas se tivesse de escolher em que indicador confiar, o rating continua a ser o mais fiável. Estas agências analisam tendências de longo prazo, olham para os fundamentais da economia e decidem sobre a capacidade de um país pagar as sua dívidas no futuro.

Não só é fiável como continua a sê-lo. As premissas que regem os ratings atribuídos pelas agências privadas norte-americanas, promiscuamente ligadas a especuladores diversos, continuam tão fiáveis como no dia em que atribuíram um triplo A ao Lehman Brothers, imediatamente antes deste falir. Mas o que é verdadeiramente interessante neste curto mas esclarecedor artigo, é perceber o entendimento que um opinion maker tão experiente na matéria tem sobre estas agências, tão servis aos interesses do costume como o político mais canalha e corrupto, considerando que estas “decidem sobre a capacidade de um país pagar as sua(s) dívidas no futuro“. O que o nosso país possa ou não fazer é irrelevante. São os marionetes das Goldmans desta vida que o decidem por nós, essa é a verdade absoluta. JVP limitou-se a constatá-la. E pensar que ainda anda por ai tanta gente que pensa que a nossa soberania financeira (e não só) foi transferida para as instituições europeias…

Comments

  1. Ferdinand says:

    “Agências de rating estão podres…” Diz ex-analista da Moody’s

    http://www.businessinsider.com/moodys-analyst-conflicts-corruption-and-greed-2011-8

    Podem também ler vários artigos que explicam os actos fraudulentos destas organizações corruptas aqui:

    http://www.nakedcapitalism.com/?s=rating+agencies

    Ou então podem ouvir e ler o que os “conceituados economistas” criados pelos media tais como César das Neves, Medina Carreira ou Camilo Lourenço dizem.
    E o que dizem eles?
    Dizem que os problemas se reduzem a um povo português que andou a viver acima das possibilidades, que são preguiçosos e que estão habituados a uma catrefada de regalias que fariam inveja aos imperadores do mundo antigo!!

    • niko says:

      estes ditos economistas estão a falar dos ladrões do B P N . do B C P do B N F , da justiça que prende os pobres e deixa proscrever as multas milionárias de quem anda a viver há conta do estado .tenham vergonha e imigrem ,vão trabalhar malandros . tantos economistas e o pais está neste estado, chulos


  2. Tenho enorme apreço pelos SERVENTES que. meia noite se apresentam ao serviço para recolher o lixo que este serventinhos do capital produzem garantindo, daquele modo, o seu sustento e alijam quantos são prejudicados por esse “BEM ESTAR” económico.social”. Ainda à pouco vi/ouvi num “apeadeiro” de TV a tia-avó Teodora dizer que este País precisa de …… O que este PAÍS precisa é de gente DECENTE E COMPETENTE amante da PÁTRIA que lhes ofereceu OPORTUNIDADES para se instruírem e desenvolver competências que deveriam oferecer .. RETRiBUIR! o trabalho dos que ergueram com esforço e muitos salários de fome, as INSTITUIÇÕES em que têm vivido e desenvolvido as suas capacidades. A tia-avó Teodora dizia que este País precisava de apresentar propostas que credibilizassem o caminho para a redução da divida. Creio que para credibilizar esse caminho é INDISPENSÁVEL que a tia-avó Teodora, e seus “sobrinhos” Mexias, Ulrich, Monteiros, Amados, Gonçalves, Domingos, Amarais, Lacerdas e muitos….MUITOS mais ; Azevedos, Amorins, etc etc. reduzissem os rendimentos de “trabalho” em 50%, cumprissem TODAS as obrigações fiscais e pagassem os impostos pela “exportação” de capitais, assim como sobre as mais valias bolsistas ou outras “traficâncias” financeiras cobertas por legislação “encomendada” a conglomerados de juristas IN devidamente “representados” (nomeados PELO POVO!), no parlamento Nacional. O orçamento de Estado ficaria grato : (TODOS OS OUTROS, que não ELES!?!), pela economia de recursos em ALTAS AUTORIDADES PARA O COMERCIO, CORRUPÇÃO, REGULADORAS de tudo e mais alguma coisa. Oh Tia, vá lá, proponha a extinção dessa coisa, CARISSIMA, a que preside e vá receber a reforma ; DOURDADA, como se prevê! no seio, ou na MAMA, da familia. Como ultimo acto da vida Publica poderá sugerir o mesmo a outros “serventes” do capitalismo INTERNACIONAL usurário/ESPECULADOR que têm ajudado a progredir.

Trackbacks


  1. […] A Moody’s pronunciou-se sobre o rating da República. Meses após a última avaliação, o rating da dívida portuguesa mantém-se no nível Ba1. Lixo, portanto. Significa isto que continuamos a não ser dignos da confiança da notável agência de notação. E tudo isto é dramático, não tanto pela decisão, mas antes pela dependência umbilical em que nos encontramos face a este poder privado e não escrutinado que continua a decidir por nós. […]

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