E já não há paciência que aguente isto.
No parlamento, o responsável pelo erro nos concursos, Pedro Passos Coelho teve oportunidade de dizer a Ferro Rodrigues que o erro tinha, de facto existido, mas num contexto de reforma. Isto é, erraram, mas ao tentar fazer melhor. E, como sempre, Pedrinho Coelho é capaz de ter parte da razão – a legislação de concursos mudou e foram as mudanças que resultaram nesta confusão. Logo, se estivessem quietinhos, a coisa tinha corrido melhor.
O Governo procurou passar parte dos concursos a contrato para a esfera das escolas e criou uma réplica do concurso nacional em cada escola. Ora, no ponto em que estamos, cada professor concorre a tudo o que lhe aparece, de Melgaço a Tavira, porque, basicamente, o que nós queremos é trabalhar.
Ora, se em cada escola, há um concurso diferente e completamente “estanque” em relação aos outros temos novamente um problema – a Professora A foi hoje colocada em 6 escolas. Vai aceitar, até 3ª feira numa das escolas. Logo, as outras 5 só depois de terça poderão convocar outro e assim sucessivamente. Só que há um detalhe. Se, na semana seguinte o MEC chamar o candidato 2, que até pode ser o mesmo nessas 5 escolas, na semana seguinte serão 4 as escolas sem professor…
Mais uma moedinha, mais uma voltinha...






Entretanto há escolas a obrigar – para ficarem bem na fotografia – os professores já colocados a dar as aulas dos professores por colocar. Utilizando as horas de componente não-lectiva. Que é como quem diz, trabalho extra, não pago!
EXEMPLO:
Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria – Tomar
Escola Secundária Eça de Queirós – Póvoa de Varzim
É normal, de facto… como o ministro não sabe o que é um problema NP, porque não deve ter tido aulas de matemática, inventa um algoritmo que só tem como hipótese a confusão generalizada.
Há paciência pois! Há lá alguém mais paciente que os profs deste país. Enxovalhados, gozado e roubados e sempre com uma cara de riso nas manifs. E quando chegar a horinha o voto irá ser para os mesmos do costume.
Problema identico têm os carpinteiros, os pescadores. os enfermeiros,os corretores da bolsa e os medicos. Se aceitam um lugar em Barcelos o que esta em Aveiro passa-lhe a frente com menos anos de profissão. Absolutamente kafkiano tanta prosapias.
Cristof9, ou não entendi o seu comentário, por dificuldades próprias do leitor, ou então há qualquer coisa no post que lhe passou ao lado. O que está aqui em causa é que o dono da carpintaria, para as suas diferentes dependências espalhadas pelo país, escolheu o mesmo carpinteiro. Agora, espera até 3ª que ele, o carpinteiro, escolha a que mais lhe agrade. E, só depois, vai procurar carpinteiro para as outras. E, entretanto, não há móveis. Percebido?
Pois é ! Se moram, por exemplo, em Lisboa, aceitam um lugar em Viana do Castelo porque se não, (e aqui é que está o maquiavelismo do crasso, essa besta, e da sua gentalha ), não ficam colocados ! Sujeitam-se, então, a ficar afastados da família, ou levam-na com eles, têm de arranjar nova escola para os filhos, nova casa, pagar caução e arrendamento, são colocados e…duas ou três semanas depois, dizem-lhes súbitamente que têm que saír !
Não ficam colocados ou são designados, por ex., para Faro, onde tem que repetir toda a odisseia !
Entretanto na A.R. o biltre coelho, esse fantoche repugnamte, solidariza-se com a besta crasso (e com a paulinha da “justiça”…), diz que esta pulhice na Educação, é um “simples transtorno” !!!!!! (Meça-se, por aqui, o “tamanho” do crápula…)
Qual é a comparação com os carpinteiros, pescadores, enfermeiros, correctores da bolsa, médicos ?
De quem é a kafkiana prosápia ?
O seu “argumento” destina-se a quê ?
A branquear a acção destes canalhas ?
Não é Professor, e por isso canta de galo ?
Coitado do cristo.
Disfarçam-se dele para vir para aqui mostrar que não perceber nada dum assunto não é impedimento a “botar” faladura sobre o mesmo.