Percebem, ó curdos?

turco armenios
Funcionário turco mostra pão a crianças arménias esfaimadas. 1915.

Já é presidencial: concursos de professores é com cunha, trabalhar tem de ser tacho

cunha

De manhã o camarada José Espada avançou com o mote e Cavaco logo soltou a redondilha: colocação de professores é escola a escola, cunha a cunha, município a município, e lá chegaremos ao gestor privado, o grande sonho da ora condenada e sempre visionária Rodrigues.

Alguns directores já devem ter posto o espumante no frigorífico: o dia em que a escola será quase sua aproxima-se, o dia em que a prima da prima ocupará o lugar daquele chato que no Pedagógico me passa a vida a atazanar o juízo já se vê ao fundo do túnel.

Privatize-se, estado que é estado começa por colocar nas mãos dos governantes a gestão dos recursos humanos, expressão moderna equivalente ao clássico domesticação de quem trabalha.

Entretanto fiquei a saber como ocorreu o caso da senhora que hoje fez as gordas em alguns jornais: foi a um estabelecimento privado, havia ameaça, cuspiram-na de transporte público para um hospital, e devem ter ido a correr desinfectar o atendimento.

O problema não é um vírus como o ébola, como nunca foi a colocação de professores de forma objectiva e quantificável com decência e sem canalhices: é mesmo o privado. Fosse no colégio, que teria feito o mesmo a um aluno, seja na saúde: servir o cidadão, preocupar-se com um possível contágio pelo caminho, não interessa para nada. O lucro, apenas e a todo o preço o lucro.

Natação obrigatória

Dedicado aos meus conterrâneos lisboetas, que vivem hoje o resultado da má gestão camarária. Após o desastre das primeiras chuvadas, que terão surpreendido muita gente, os escoamentos permanecem por limpar, com o resultado que se vê.

Algum dia teremos de começar

a construir uma sociedade democrática para o século XXI. Um colóquio dá contributos. Já depois de amanhã, em Coimbra.
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O abraço fraterno de Soares e Isaltino

Soares Isaltino

(foto: Expresso)

Segundo Mário Soares, Isaltino Morais foi injustiçado, algo que se compreende se considerarmos que, dos iniciais sete anos a que foi condenado por branqueamento de capitais, fraude fiscal, corrupção passiva e abuso de poder, o simpático ex-autarca acabou por ser condenado a apenas dois, tendo permanecido enjaulado por apenas 14 meses, período esse que, segundo o seu advogado, terá sido ilegal. É realmente muita injustiça junta. E Soares, esse pólo aglutinador das esquerdas da Aula Magna, apreciador de Contos Proibidos e um dos rostos da renovação liderada por António Costa não podia deixar de dar um abraço fraterno a esse ícone do boa gestão autárquica, que nem da gestão dos seus discursos se esqueceu. Todo o bloco central num só abraço.