A arte da cratomância

“Acertei quando escolhi Crato para ministro da Educação” – Passos Coelho

A preparar o insucesso dos alunos

Para além de uma actualidade desastrosa na Educação, graças ao experimentalismo do ministro, vale a pena olhar brevemente para o futuro.

De uma maneira geral, vários ministros da Educação e alguns cúmplices mais ou menos assumidos têm declarado que o sucesso dos alunos depende exclusivamente – ou sobretudo – da escola ou, mais especificamente, do professor.

Esta afirmação pode parecer um elogio, mas, na realidade, é uma  desresponsabilização e uma mentira.

Começando pela mentira, sabe-se, empírica e cientificamente, que o meio socioeconómico em que uma criança é criada tem, na maior parte dos casos, uma influência enorme ou decisiva no seu sucesso escolar. Já escrevi sobre isso, no âmbito de uma polémica em que alguns aventadores participaram. Descobri hoje mais dois textos sobre o assunto: Poor Kids Are Starving for Words e Starting School at a  Disadvantage: The School Readiness of Poor Children. [Read more…]

Banksy fresquinho

gpb02_4

Ou um encontro com Vermeer.

O adensar da catástrofe Espírito Santo

PT

(imagem: Expresso)

A confirmar-se que Governo, Presidência da República e Banco de Portugal teriam já conhecimento da situação do BES em Agosto de 2013, a situação em si adquire contornos de uma gravidade sem precedentes. Significa que houve negligência por parte do presidente da República que nos garantiu, por mais que uma vez, que as acções do BES eram seguras, significa que o Governo omitiu a gravidade da situação aos portugueses impedindo que medidas adicionais fossem tomadas e significa também que cai a falsa imagem de inocência e candura de Carlos Costa, o imaculado presidente do Banco de Portugal que agora se assemelha, mais do que nunca, ao seu antecessor Constâncio. O BCE poderá bem vir a ser a sua próxima casa.

[Read more…]

Isto foi um assalto

1,045 mil milhões de euros em benefícios fiscais às SGPS. Os pobres que paguem a crise.

Fiscocídio sádico

Na sua habitual estratégia de sadismo comunicacional, vários membros do governo foram alternando palpites sobre se a carga (canga?) fiscal que pende sobre os portugueses ia subir, baixar ou manter-se.

1º andamento: baixa a carga fiscal. 2º andamento: talvez suba a carga fiscal. 3º andamento: a carga fiscal mantém-se.
– Sai o OGE e o que nos dizem? Que a carga fiscal se mantém.
– O que vemos nós? Que vamos pagar mais impostos.
– Conclusão: eles disseram “a carga fiscal mantém-se; não disseram manter-se-à”.
Q.E.D.

Para reflexão

(será mesmo o fim do neo-liberalismo?)

Lixo

Costuma acontecer quando governos interferem na economia. Tenho dúvidas que este papel volte a ter algum valor…

Eleitoralismo do OE15 explicado por Luís Pedro Nunes

“E o único eleitoralismo que me parece que este orçamento tem é dizer que não é eleitoralista sendo que por isso é eleitoralista.”